Capacidade de performance no Facebook ainda não é totalmente explorada

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O Facebook alcançou recentemente a marca de 1,4 bilhão de usuários ativos, demonstrando o sucesso de adesão da rede. Esse número é representa um quinto da população mundial, dos quais 64% acessam a rede social diariamente. Por outro lado, se, na frente voltada ao consumidor, o Facebook apresenta sucesso e eficiência inquestionáveis, ainda não se pode dizer o mesmo sobre o principal produto que oferece para as empresas: publicidade paga.

Mas, como uma rede social que agrega 20% da população mundial pode ter sua eficiência em publicidade questionada? Parece absurdo, mas a resposta está em uma única palavra: performance. Talvez um anunciante acostumado com a publicidade off-line, desde o carro de som ao anúncio televisivo em horário nobre, veja na possibilidade de anunciar no Facebook e suas incontáveis opções de formatos e segmentações um oceano azul a ser explorado. E, nessa perspectiva, tem razão.

Por outro lado, o anunciante acostumado com a precisão do marketing digital, com o acompanhamento de métricas como retorno sobre o investimento (ROI), custo por aquisição e taxa de conversão, com certeza ainda tem uma grande dúvida: afinal, o Facebook é apenas uma mídia social para ser usada como canal de contato com o consumidor e construção de marca ou é também uma mídia de performance e resultados concretos? Mas a pergunta certa a se fazer é: o Facebook é uma mídia de performance para o meu negócio? Essa pergunta só será respondida na prática.

O segredo é explorar as possibilidades aos poucos. Reserve uma pequena fatia do seu orçamento e veja qual retorno isso te dá. Tenha paciência e otimize. O seu público-alvo com certeza está no Facebook. Você só precisa descobrir como achá-lo e isso pode demorar. Estude as ferramentas, teste diferentes segmentações: públicos personalizados e similares, remarketing, gênero, idade, ocupação. As possibilidades são muitas. Também é necessária uma atenção especial a modelos de atribuição. Suas campanhas podem não apresentar o ROI dos sonhos, mas podem trazer clientes valiosos, que, mesmo sendo inicialmente mais caros, não seriam impactados por outras mídias. Um bom modelo de atribuição dirá se isso está ou não acontecendo.

O que pode ser dito com certeza é que o Facebook está amadurecendo como uma mídia de performance a passos largos. Foram muitos os avanços de um ano para cá: anúncios carrossel, dynamic product ads (anúncios gerados a partir de um feed de produtos), anúncios da coluna direita mais atrativos, audience insights, mais opções de segmentação, otimização das ferramentas de gestão, dentre muitos outros. O fato é que o Facebook continuará evoluindo até se tornar tão incontestável como mídia quanto como rede social. A pergunta que fica é: quão maduras estarão as suas estratégias em Facebook Ads quando essa hora chegar?

Fonte: Proxxima

 

 

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Para que divulgar minha empresa se não consigo vender mais do que vendo?

Esta pergunta me foi formulada recentemente por um empresário ao se justificar por que não possuía um website para seu negócio. Como sempre faço, inicialmente concordei com seu ponto de vista, mas provoquei-lhe uma reflexão sobre seu planejamento estratégico e a função da comunicação para o empreendimento.

Concordo, do ponto de vista negocial, que ao trabalhar no limite de sua comercialização, o empresário passe a se concentrar na administração da empresa e deixe para segundo plano o processo comunicacional junto ao seu público-alvo. Abandonar a comunicação, entretanto, prejudica a valorização da marca e seu posicionamento junto ao target. É aí que quero chegar.

Uma organização que desfruta de permanente êxito comercial deve aproveitá-lo para a construção de sua marca. Perceba que obter sucesso na comercialização não significa tornar-se o número um em vendas. A competitividade, normalmente, é grande nos mercados atrativos e, em muitas ocasiões, o sucesso da comercialização de toda produção da empresa pode não revelar crescimento no mercado, mas sim uma limitação nas possibilidades de crescimento. Como, então, crescer no mercado sem construir uma marca sólida?

A única explicação para aquela postura do empresário é a acomodação com o patamar alcançado. Esta atitude, por si só, é compreensível, porém toda empresa que se acomoda no mercado cria abertura para o crescimento de outra às suas custas, o que ocorre gradualmente e só é percebido tardiamente por quem optou pela estagnação.

A Comunicação não serve apenas aos propósitos de venda, mas à formação de um bom conceito da empresa e de seus produtos no mercado, revertendo para a valorização de sua(s) marca(s). Ainda que não esteja nos planos da organização a venda pela internet, a comunicação via website, blog, e-mail e outras ferramentas básicas pode contribuir substancialmente para uma melhor percepção dela pelo mercado.

 

A importância de Paulo Goulart para a publicidade

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O Brasil perdeu hoje mais um de seus grandes atores: Paulo Goulart. Casado há décadas com a atriz Nicete Bruno e patriarca de uma família de artistas, como Beth Goulart, Paulo desempenhava papéis de grande carga dramática em novelas e peças de teatro.

Acompanho o desempenho deste profissional desde criança e passei a admirar suas atuações, seu caráter, e, principalmente, sua voz metálica e segura. Cresci desejando virar publicitário inspirado por comerciais por ele protagonizados, os quais apresentavam um desempenho digno dos melhores profissionais da dramaturgia.

Goulart não era requisitado apenas por autores de teatro ou de televisão. Sua personalidade e sua voz eram disputados por agências de publicidade que desejavam transmitir credibilidade aos produtos que anunciava. Invariavelmente, Goulart entregava o que dele esperavam.

Um dos comerciais clássicos na  publicidade brasileira é um alusivo ao Dia dos Pais, patrocinado pelo Banco Itaú e criado pela agência DM9DDB. A peça foi mereciamente premiada em festivais nacionais de propaganda.

A publicidade brasileira só tem a agradecer a este ator cuja carreira atravessou diversas gerações, que hoje o reverenciam. Obrigado, Paulo Goulart!

Um dos comerciais clássicos

Conar acerta na mensagem, mas ofende palhaços

O novo comercial do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária – CONAR, intitulado “palhaço”, alerta para os comerciais enganosos, a partir da desconstrução da estratégia de atratividade daquele artista junto ao público infantil.

Na peça publicitária, um pai de família indigna-se com o nome do palhaço (“peteleco”), acusando-o de fazer apologia à violência, bem como de utilizar cores fortes para despertar a atenção do público infantil.

Inicialmente engraçado, o comercial dá o recado sobre a missão do CONAR, mas de forma agressiva ofende o imaginário infantil sobre uma classe circense que cada vez mais vai sendo afastada de seu público. Peças como esta do CONAR apenas acentua esta distância, embora não pretendesse ofender a classe dos palhaços.

Se eu fosse um baixinho, me sentiria mal com este comercial e veria cair por terra o imaginário de alegria e humor que cerca a relação circo-criança.

Desta vez, a ALMAP-BBDO errou na mão.

Carinho inspira carinho

Por entender a importância do cuidado, do afeto e do carinho na formação das crianças, a Johnson & Johnson conduziu, em parceria com uma escola infantil de São Paulo, uma atividade lúdica junto aos seus alunos, com idade entre quatro e cinco anos. O objetivo da iniciativa era observá-los ao trazerem para a sala de aula os exemplos de carinho e cuidado que recebem em casa.

Certo dia no final de novembro, as crianças foram informadas de que a mascote da instituição, um macaco de pelúcia, estaria doente.

Por meio da instalação de câmeras na sala de aula e dos olhos do brinquedo, foi possível observar a reação das crianças ao lidar com a situação e cuidado que tiveram com a mascote.

A importância da iniciativa é reforçada pela pesquisa encomendada pela Johnson & Johnson ao IBOPE que mapeou a importância do carinho para os brasileiros e deu origem à campanha CARINHO INSPIRA CARINHO™.

O estudo ouviu mais de duas mil pessoas de diferentes classes sociais, gêneros e regiões do país e concluiu que, embora o carinho seja mais importante do que o dinheiro, 28% da população brasileira afirma nunca ter recebido carinho na vida.

(Fonte: Revista Exame, 13/12/13)

Adriano Silva reflete sobre a diferença entre jornalismo e publicidade

Ok, tá certo. Você acha que  já sabe a diferença entre jornalismo e publicidade. Provavelmente, é um aluno de Comunicação Social. Mas o fato é hoje li um texto interessante do Adriano Silva sobre estas duas áreas. O texto nos faz refletir sobre o foco de cada um e suas diferentes nuances. “O jornalismo é retrato, lida com a realidade. Na publicidade, a verdade varia na medida em que as intenções e as expectativas são distintas. A publicidade tem 30 segundos e não 30 minutos; ela tem 5 ou 6 linhas de texto e não 5 ou 6 mil caracteres para fazer o seu ponto”, afirma Adriano. Quer saber mais? Acesse a crônica e reflita 

Paronomásia é técnica de criação publicitária

A paronomásia é uma figura de retórica que consiste no emprego de vocábulos semelhantes quanto à sonoridade, mas que se diferenciam no que diz respeito ao sentido, não vindo ao caso saber se há ou não parentesco etimológico entre as palavras. Pode também ser chamada de calembur,  parequese ou jogo de palavras. Você a conhece como trocadilho e é uma das formas de criação publicitária mais imediatas.

Ao receber um job, você é desafiado a criar para uma marca. Imagine a surpresa da agência de propaganda de uma montadora quando recebeu o nome de um veículo em lançamento: Besta. O que fazer com este nome com tão duplo sentido? A agência não titubeou e aproveitou para divulgar via internet anedotas envolvendo pessoas realmente “bestas” em um contexto automobilístico no qual o produto estava inserido.

No dia a dia das agências, usar um trocadilho é uma tentação. Particularmente, gosto de elaborar os meus, mas procuro poupá-los neste blog. De mãos dadas com a aliteração (repetição de sons), a paronomásia tem expoentes ilustres, como Caetano Veloso: “Berro pelo aterro, pelo desterro/berro por seu berro pelo seu erro/quero que você me ganhe que você me apanhe/sou o seu bezerro gritando mamãe”. De qualquer forma, é um recurso criativo válido.

E você, faz muitos trocadilhos?

Novo comercial da Net traz bom humor e simplicidade

Sou fã incondicional de comerciais simples, bem-humorados e que apresentam os benefícios de um produto com clareza. Este é o caso do comercial que vem sendo veiculado pela TV por assinatura Net.

Na peça publicitária, uma dona de casa atende um vendedor de TV a cabo que oferece uma marca que não é a Net. A cor da gravata faz leve referência aos concorrentes Sky e Claro TV, que utilizam a cor vermelha. A interpretação do vendedor é muito divertida.

Nova mídia nos ônibus brasilienses

Hoje tive contato com uma nova mídia que está sendo utilizada nos ônibus do Distrito Federal. Com o nome popular de “Tá na Mão”, este suporte constitui uma mídia funcional, pois além de  permitir que o usuário se apóie para se proteger dos solavancos do veículo, ainda oferece espaço para a inserção de mensagens publicitárias dos mais diversos anunciantes.

Desde que disponíveis em roteiros variados da cidade, poderá se tornar um complemento importante em campanhas publicitárias. O curioso é que hoje utilizei o transporte coletivo e percebi que nenhum passageiro utilizou o suporte, preferindo se apoiar nas tradicionais barras metálicas. O hábito será uma questão de tempo, mas dependerá da segurança do equipamento.

Músicas que a propaganda consagrou – Classic Rock

Antes da internet, uma das formas eficazes de disseminar uma música era a publicidade, especialmente a dos cigarros Hollywood. Como o investimento em videoclipes eram mínimos, os publicitários encontravam na produção sofisticada dos comerciais uma forma de ilustrar canções vibrantes com uma atmosfera de esporte, saúde e diversão. Normalmente eram superproduções caracterizadas por locações longínquas, belas e alegres. Obviamente que não vejo associação entre este visual e um objeto de vício como o cigarro. Apesar deste vínculo forçado pelos comerciais, as músicas são belas. Hoje falaremos sobre canções do Classic Rock, cuja característica é  intenso uso das guitarras com apoio de teclados. A seguir a lista das canções que ilustravam os comerciais de cigarros:

– Jump – Van Halen;

– Europe – The Final Countdown;

– Fenomena – Did it all for love;

– Bon Jovi – You give love a bad name;

– Asia – Only Time Will Tell;

– Journey – Don’t Stop Believin’  e Separate Ways;

– Joe Linn – (ex-Deep Purple) – Hollywood Way;

– Outfield – Your Love;

– White Snake – Love ain’t no stranger;

–  Ultra-leve – Peter Frampton – Breaking all the rules;

– Kansas –  Play the Game tonight;

– Iron Eagle – King Cobra;

– Steppenwolf – Born to be Wild;

– Live – Pain Lies on the Riverside;

– Boston – More than a feeling;

– Survivor – Burning Heart e Eye of the Tiger;

– Winger – Miles Away;

– Heart – If looks coul kill;

Trilha sonora mais matadora, impossível!

Propaganda cooperada: auxílio estratégico ou simples fonte de renda para o varejo?

Propaganda cooperada é aquela cujos custos de criação, produção e veiculação são rateados por duas ou mais empresas que possuem interesse complementar na venda de determinado produto ou serviço. Exemplo: uma indústria ajusta com uma revendedora de seus produtos uma peça ou campanha publicitária, divulgando mensagens como “produto X você só encontra na revendedora Y”.

A viabilização deste tipo de propaganda é salutar para a relação da indústria, que tem interesse em ampliar o posicionamento de seu produto em determinado mercado, e para o varejo, que permanentemente necessita divulgar suas ofertas e escoar os produtos que revende. Normalmente, a empresa varejista executa a campanha e encaminha os comprovantes de despesas e de veiculação à indústria, para reembolso em dinheiro ou bonificação/desconto em produtos. O sistema seria perfeito não fosse o interesse exagerado dos varejistas em gerar receita. Ao perceber seu poder de barganha com a indústria, muitos varejistas estão negociando ao extremo a contribuição daquela nos custos a níveis absurdos.

Alguns casos extremos são emblemáticos. Recentemente, uma profissional de propaganda me revelou que encomendara panfletos a uma gráfica para ação de panfletagem nas ruas. A ideia de seu cliente, uma rede revendedora de tintas, seria custear a impressão em regime de propaganda cooperada com uma indústria. Apesar de alertado, o varejista insistiu na produção dos impressos sem qualquer menção a produtos do fabricante parceiro. Resultado: o cooperado não aceitou dividir os custos com o varejista e uma nova impressão teve de ser refeita, desta vez seguindo as diretrizes de marketing do fabricante.

Assim como esse varejista, muitos estão procurando “sugar” ao máximo verbas dos fabricantes. A adesão das indústrias à propaganda cooperada, na verdade, é uma questão de conveniência. De acordo com cada mercado onde atua, a indústria destina mais ou menos verbas para seus parceiros locais.

Os departamentos de marketing dos fabricantes estão atentos às suas necessidades locais, mas também sabem que alguns varejistas tem exagerado na prestação de contas, alguns deles inclusive com notas frias e superfaturadas. Será, então, que as indústrias não estão repassando estes custos para seus produtos?

Você sabe o que é backdrop?

O que é backdrop

Backdrop em entrevista de futebol

Mais um nome chique, em inglês, para nosso dicionário de marketing.

Backdrop é um painel com inscrições e logomarcas inseridas atrás de alguém que se apresenta em uma entrevista coletiva ou no pódio de uma premiação.   Também conhecido como estande pantográfico, backdrop é um painel modular muito utilizado em eventos como fundo de palco, ações de merchandising, apresentações e coletivas de imprensa.

Este painel  é constituído de uma armação que pode ser rígida (boxtrans) ou em sistema modular. Os backdrops são feitos, normalmente, de metal, com aplicação de serigrafia ou inscrições em vinil recortado.

Em nível tático, é uma ferramenta de publicidade oportuna para “pegar carona” nas imagens de impacto captadas por fotógrafos em eventos esportivos, jornalísticos ou promocionais.

As logomarcas inseridas, normalmente, referem-se ao patrocinador do evento ou da instituição onde ele se localiza. Na foto acima, um backdrop em uma entrevista coletiva do jogador Neymar.

Gostou? Acesse nosso dicionário de marketing e conheça mais expressões utilizadas no universo mercadológico!

Um criativo chamado Paulo Eugênio

Ele poderia ser considerado um “bicho-grilo nos anos 70”, mas foi um legítimo profissional de estúdio dos anos 80. Ele é Paulo Eugênio, do Eugênio Studio, uma das agências de propaganda daquela época. Conheci-o quando estagiei na Assessoria de Comunicação Social do Centro Educacional Projeção, rede então com 6 unidades.

Paulo era um show-man – cantava, dançava e representava, como dizíamos à época.

Lembro-me quando precisava fazer uma grande logomarca da Rede Projeção para uma formatura da unidade pré-escolar chamada Projetinho, no Guará II. Com tempo escasso para a tarefa – apenas 1 dia – PE fez uma perfeita marca de 2×1 m, em cartolina e papel adesivo, em cores vivas e com visual impactante. Tempos depois, Paulo começou a se aventurar com marketing, já que atendia a rede de sorveterias Cogumelo’s e foi convidado pelo diretor da empresa para também atuar com ações mercadológicas. A rede Cogumelo’s cresceu e viveu bons momentos naquela época.

Hoje, PE é sócio de uma agência em Taguatinga, a Marca Comunica, e continua criando…