Tio Tito e a Internet

O ano era 1984.

Então com 18 anos e trabalhando na empresa de serviços gráficos do meu irmão Teodoro, estava feliz com o desempenho de uma nova função: operador de composer IBM. Para quem não sabe, este era o nome da então função de datilógrafo de máquina de escrever eletrônica. Como o teclado era muito suave, conseguia “sapecar” 480 toques por minuto, pouco se comparado aos 900 tpm de Teodoro. O resultado da digitação eram tiras e tiras com textos blocados, alinhados à esquerda ou à direita. Na época não existia computador pessoal nem editor de textos. A digitação era direta. Utilizando esferas com fontes diversas, imprimíamos nestas tiras os textos que seriam utilizados em artes-finais. Era um trabalho até bem remunerado, considerando-se seu aspecto mecânico.

Pois bem, naquele ano estava de férias em Abadia dos Dourados, cidade mineira com cerca de 5.000 habitantes, visitando meu tio Indalécio, carinhosamente chamado de tio Tito, na casa de seus 60 anos. Em sua simplicidade, ele sempre me oferecia amendoim, pois sabia que eu gostava. Sujeito amável, tranqüilo e brincalhão, tio Tito, certo dia, ao saber de minha nova profissão, pediu-me que lhe escrevesse uma carta, não manuscrita, mas sim digitada na Composer IBM. Fiquei animado com o pedido e lhe prometi que faria tão logo chegasse em Brasília.

O tempo passou e não enviei a carta para ele. Um ano depois, recebi a notícia de seu falecimento. Bateu-me o remorso e lamentei não ter lhe enviado a carta. Tio Tito sequer sabia como era a máquina, mas achava moderna e legal a minha profissão. Hoje, certamente ele teria me pedido um simples e-mail, para enviar ao seu vizinho ou mesmo o computador de seu filho, quem sabe.

Assim como ele, muitas pessoas queridas se foram antes que existisse o computador pessoal, ou mesmo a Internet. Penso que talvez teria me comunicado melhor e com mais freqüência com estas pessoas. Mas a verdade é que procurei conviver ao máximo com umas e menos com outras. É preciso saber conviver e não deixar para depois o que prometemos para quem a gente gosta. A lição é dura, mas nunca é tarde para corrigir o rumo.

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Blog do Elias completa 6 anos

200 mil acessos. 1.197 posts. 400 comentários.

Este é o balanço inicial que faço pelos 6 anos que o Blog do Elias completa neste mês de fevereiro. Sem badalação, inspirado pela família e incentivado por amigos, abri este espaço em 2008 para compartilhar conhecimento e reflexões sobre marketing, comunicação e negócios. A experiência foi muito rica.

Aos poucos, habituei-me a postar todos os dias, até que aprendi a usar a postagem agendada, o que facilitou a publicação de minhas idéias. A interação com os usuários foi maravilhosa. Conheci outros blogueiros e descobri que muita gente legal gostava de ler meus textos, o que me motivou bastante.

Utilizei este espaço para exaltar boas idéias, indignar-me contra incoerências e injustiças e, principalmente, disseminar as boas práticas. Também abordei temas pessoais, como o nascimento de meus netinhos, aniversários e formaturas de minhas filhas e outros fatos importantes. Até sobre casamento abordei. Aliás, neste ano, eu e Gilcéia completamos Bodas de Ouro. Que felicidade!

Agradeço especialmente às colegas professoras Rosana Pavarino e Lila Ribeiro, e ao aluno Luiz Henrique Quemel, blogueiros que me incentivaram a perseverar neste espaço. Em tempos de Facebook e Twitter, o blog parece uma mídia ultrapassada, mas estou procurando novos caminhos para mantê-lo ativo e atualizado, ao mesmo tempo em que enveredo por novas plataformas.

Agradeço a você, leitor, por prestigiar este espaço de idéias. Continue com a gente!

Nos próximos dias trarei novidades. Aguardem!

Da dor de perder uma sobrinha

luto

Hoje é um dia extremamente triste, pois minha sobrinha Cristiane partiu ao encontro de Deus. Sim, a Crisinha que foi a daminha de meu casamento com Gilcéia. A Cris, mãe das lindas Geovana e Nicole. A  filha do Carlão e da Vânia. A sobrinha de sorriso encantador, com muitos planos. A pequena Cris que batizou a loja dos pais em Unaí. A irmã do Luciano.

Perder uma sobrinha é uma sensação nova e indesejada para mim. Não dói como deve estar doendo para sua mãe, seu irmão e suas filhas. Mas é algo que machuca muito, porque as doces lembranças de seu convívio nos faz lembrar de um bom tempo, em que ela sempre visitava minha casa para conversar e ouvir os bons conselhos da tia Gil e as minhas brincadeiras, bem como vivenciar um pouco a amizade das primas Nathália, Laura e Karine.

Que Deus a receba de braços abertos no Céu, pois aqui estamos de braços abertos despedindo de um anjo muito especial com quem convivemos. Fique em paz, Crisinha!

A falta que Milton Cabral nos fará

Crédito: Ivany Neiva/Divulgação. Professor Milton Cabral Viana.

Crédito: Ivany Neiva/Divulgação. Professor Milton Cabral Viana.

A Universidade Católica de Brasília, especialmente nós, do curso de Comunicação Social, estamos de luto. Faleceu hoje o Dr. Milton Cabral (na foto, o quarto da esquerda para a direita).

Fundador do curso na instituição e de vários projetos de êxito, foi na gestão dele que entrei na UCB. Durante pelo menos cinco anos convivi com seu bom humor, sua sabedoria e sua voz metálica. Milton deixará saudades. Amanhã ele terá a justa homenagem de seus colegas.

Em postagem antiga, intitulada Deus abençôa os professores, confessei o sentimento de que existe um poderoso Anjo da Guarda a proteger nós, professores, e tenho sempre reforçada esta impressão. Pois bem. Milton faleceu em casa e em um período em que a instituição em que ele atuava ultimamente, a UnB, encontra-se em greve.

Meu presente de Dia dos Pais II

O dia era sábado, 10 de agosto. Em um supermercado de Brasília, rolava uma promoção local da Antactica. O autor da melhor frase sobre o Dia dos Pais ganharia um kit para churrasco. Apenas para participar do certame, peguei um cupom e escrevi uma frase de improviso. No dia seguinte, passei um agradável Dia dos Pais com minha família.

Na segunda-feira, estava na UCB quando o telefone toca. Era um funcionário do supermercado, confirmando minha identidade e informando-me que era o ganhador da promoção. No mesmo dia fui buscar meu prêmio, um “senhor” kit de churrasco, com todos os aparatos para preparar a iguaria. Fiquei muito feliz e com ego inflado, pois todo publicitário espera algum tipo de reconhecimento. Comigo não seria diferente. Agora esperamos a oportunidade para inaugurar o kit.

A frase? Bom, não publicarei por considerá-la muito fraca, apesar da vitória. Pouparei os amigos deste vexame. O importante é que ganhei e fiquei feliz!

Meu presente de Dia dos Pais

garage-sale

Se tem uma coisa que gosto de fazer é garimpar preciosidades em Garage Sale. Para quem não sabe, Garage Sale é o nome que se dá, nos Estados Unidos, à venda dos móveis e objetos de uma residência no mesmo dia para qualquer interessado em comprá-los. Normalmente, anuncia-se no jornal e os interessados aparecem. Na maioria das vezes, os preços estabelecidos para os bens são atraentes, cerca de 50% do preço ou menos. Em minhas andanças por Brasília, garimpando em garages sales, tenho encontrado coisas interessantes. Mas um evento em especial recompensou meu esforço.

No início do mês de julho, deparo-me com uma faixa anunciando um garage sale na quadra QI 28 do Lago Sul. Eu e minha esposa nos dirigimos para o local, com a expectativa de ser mais uma daquelas vendas fajutas de um ou dois móveis da família como sendo Garage Sale. Que nada! O que encontrei foi o espólio de um diplomata que residiu na Costa Rica e que falecera há dois anos atrás. Sua família providenciou o transporte dos pertences daquele país para Brasília e realizou uma das melhores vendas domésticas que já vi. Numa ampla sala, estavam livros de arte, LPs e CDs com o que havia de melhor em jazz, música clássica e MPB.

O diplomata tinha bom gosto. Somente me atendo a artistas que gosto, encontrei 4 CDs de Lee Ritenour, 15 de Pat Metheny, 6 de Vangelis e muitos outros, todos importados. Estava eu diante de um verdadeiro tesouro. Perdendo a compostura financeira, empilhei 45 CDs e negociei-os a R$ 125,00. Foi o negócio do ano. Avisei a Gilcéia de que não precisava me dar mais presente para o Dia dos Pais. Eu já estava presenteado. E ainda não consegui escutar todos os álbuns que comprei. Deus olhou para mim!

O Sorriso do Avô de Alice

Nasceu! Pois é, na segunda-feira, 11 de agosto, nasceu Alice Riccelle Rodrigues de Sousa Brasil, minha netinha querida, no Hospital Regional de Taguatinga.

Esta amostra grátis do paraíso veio ao mundo com 4,5 kg e 52,5 cm de pura travessura, deixando-nos abobalhados com tanta formosura. Como se não bastasse a beleza, ela veio acompanhada de muita esperteza.

Encantando a todos com muita simpatia, Alice me inspirou até a poesia. Poesia que ela é em pessoa, alguém que irá lidar com o mundo numa boa. Bem-vinda, minha netinha querida, e que sejas feliz por toda sua vida!

Eu e Alice

Eu e Alice

Shimabuko

Nos tempos românticos das artes gráficas, em plenos anos 80, convivi com pessoas interessantes. Uma delas foi Ernesto Shimabuko.

Recentemente, encontrei Shin no Orkut e descobri que está em São Paulo, depois de ter morado em Alto Paraíso de Goiás. Trabalhamos juntos na gráfica do meu irmão Teodoro.

Temos muitas coisas em comum. Uma delas é o lado místico. Até onde tive contato com ele, soube que era da Igreja Messiânica, mas creio que agora está em outra. Também tive um lado de minha vida bem místico, quando viajei para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e encontrei um lugar mágico. Curiosamente, depois desta viagem, encontrei Gilcéia, minha alma gêmea.

Voltando ao amigo Shin, ele possui um blog interessante:  http://sheshin.blogspot.com/ .

Acesse e conheça-o melhor.