D’alessandro, liderança e o ambiente corporativo

Inter2

Sempre dou uma pausa neste blog para comentar conquistas coloradas, pois ninguém é de ferro e merece comemorar uma grande conquista de seu time. Mas hoje não tratarei apenas do futebol praticado pelo tetracampeão gaúcho Internacional. Falarei sobre liderança.

Estou me referindo a Andrés D’Alessandro, armador e cérebro do time, que possui características que podemos comparar como virtudes necessárias a qualquer líder empresarial.

Para começar, o argentino está no time há 6 anos e já colecionou muitas taças, graças à sua principal virtude: determinação. Ele é, de longe, o mais determinado dos jogadores colorados, com espírito combativo e buscando sempre o melhor resultado.

A segunda virtude é a lealdade. Por diversas vezes, o meia disse não a propostas de outros clubes, por acreditar no projeto de seu time. A aposta deu certo, pois ele foi campeão gaúcho por 4 ocasiões e ainda colocou em sua conta uma Libertadores da América e uma copa sulamericana, além de torneios menores.

A terceira qualidade do líder colorado é a liderança. Antes indisciplinado, ao receber a braçadeira de capitão da equipe D’Alessandro transformou-se e passou a ser exemplo de caráter nos treinamentos e nos jogos, onde não raro é visto apartando brigas, mas defendendo com energia seus companheiros perante os adversários.

Por fim, o craque colorado demonstra muito comprometimento com sua torcida, sempre se responsabilizando por resultados que esta deseja. Em uma analogia com o ambiente corporativo, isto pode ser comparado a orientação para o cliente, uma filosofia que deveria ser seguida por todas as empresas que desejam sucesso.

Andrés D’Alessandro, enfim, incorpora diversas características que fazem um líder ser admirado, respeitado e seguido. No caso do futebol, essas características levam um jogador a ser referência na história do clube, como o craque argentino já é.

Restaurantes precisam valorizar funcionários

Ao conviver com a operação de uma rede de franquias, pude constatar a importância de os gestores valorizarem seu quadro funcional.

Ao frequentarmos um restaurante como clientes, não imaginamos o esforço logístico necessário para que os pratos deliciosos cheguem à nossa mesa. Pagar a conta é apenas a ponta de um processo complexo que começa na seleção adequada de insumos e a seleção do pessoal que atuará nos bastidores, especialmente na cozinha.

A maioria dos funcionários que trabalham em restaurantes possuem deficiências em sua formação, pois a maioria possui apenas o ensino fundamental, o que buscam compensar com trabalho duro para receberem um salário que não reflete necessariamente seu esforço e dedicação.

Aos gestores dos restaurantes, cabe qualificar melhor seus funcionários e valorizá-los, seja com melhor remuneração ou simplesmente transformando o ambiente de trabalho em um espaço de amizade, companheirismo e qualidade de vida. Afinal, onde está escrito que o funcionário de uma cozinha não pode sentar-se em algum momento?

Alguns caminhos são possíveis aos gestores para que ofereçam melhor qualidade de vida aos funcionários, como um plano odontológico, cesta básica, folga em um dia do final de semana, vestiários confortáveis e ventilados. Enfim, itens básicos que requerem pouco custo e uma certa racionalidade na distribuição de tarefas.

Ao negligenciar este preceito, muitos empresários se verão diante de uma dificuldade crescente em contratar funcionários, pois há grande rotatividade neste meio, principalmente onde falta as condições minimamente dignas para o trabalho de garçons, cozinheiros, atendentes e auxiliares.