Lembranças do fundo do baú

Hoje tirei do baú esta foto com duas pessoas maravilhosas que conheci, apaixonadas pela fotografia, pela pesquisa e pela missão de ensinar.

Um deles é André Luiz Carvalho, amigo que fiz durante o tempo em que fui professor na Universidade Católica de Brasília. Neste período, chegamos a levar 68 alunos para uma excursão à agências e fornecedores da cidade de São Paulo. André é professor de fotografia e foi diretor do curso de Comunicação Social da UCB. Hoje mora em Mariana e leciona na Universidade de Ouro Preto.

A outra figura ilustre é Bernardete Brasiliense, com quem tive a oportunidade de conviver na faculdade Facitec e, posteriormente, na própria UCB. Sempre bem-humorada, Berna, como a chamávamos, era muito querida pelos alunos e colegas.

A fotografia abaixo foi tirada em uma reunião que fizemos na casa de Bernadete, com muito churrasco, música e amizade.

Bons tempos!

Esquadrilha francesa homenageia Asterix

Quando eu era criança, uma de minhas leituras preferidas era a revista do Asterix, personagem do desenhista francês Uderzo. Acompanhado de seu amigo Obelix, Asterix sempre conseguia liquidar com os soldados inimigos tomando uma poção mágica. O traço sofisticado de Uderzo e a criatividade das histórias me encantavam e, sem dúvida, encantaram muitas gerações de fãs dos quadrinhos.

Recentemente, para homenagear os 50 anos do personagem, a esquadrilha da fumaça da França resolveu surpreender o autor, ainda vivo, com uma apresentação exclusiva.

O resultado você confere no vídeo a seguir. Que tal?

Pat Metheny, muito prazer musical!

Você já ouviu trechos de suas músicas em comerciais ou em reportagens de TV.

Seu nome é Patrick Bruce Metheny, músico natural de Lee’s Summit, Estado do Missouri, Estados Unidos, nascido em 1954 e que aos 8 anos se iniciava ao trompete, trocando-o pela guitarra aos 12.  Sou fã confesso deste guitarrista de jazz-fusion desde meus 15 anos.

O que tenho de idade Metheny tem de carreira. O músico possui um estilo próprio de executar seu instrumento, do qual tira improvisos com virtuose e melodia. É impossível não gostar de suas músicas, pois seus acordes soam familiares e agradáveis aos ouvidos até de quem não aprecia jazz.

Idolatrado por músicos de jazz e rock, o guitarrista e violonista já gravou dezenas de álbuns tanto em versão solo quanto com sua banda, o Pat Metheny Group, onde, ao lado do tecladista Lyle Mays, provocam uma miríade de timbres que nos deixa em dúvida se determinado som é de guitarra, de teclado ou de trompete.

No vídeo abaixo, o músico interpreta “And I Love Her”, dos Beatles, com seu estilo inconfundível.

Ouça o som de Pat Metheny e aprecie sem moderação!.

 

Tio Tito e a Internet

O ano era 1984.

Então com 18 anos e trabalhando na empresa de serviços gráficos do meu irmão Teodoro, estava feliz com o desempenho de uma nova função: operador de composer IBM. Para quem não sabe, este era o nome da então função de datilógrafo de máquina de escrever eletrônica. Como o teclado era muito suave, conseguia “sapecar” 480 toques por minuto, pouco se comparado aos 900 tpm de Teodoro. O resultado da digitação eram tiras e tiras com textos blocados, alinhados à esquerda ou à direita. Na época não existia computador pessoal nem editor de textos. A digitação era direta. Utilizando esferas com fontes diversas, imprimíamos nestas tiras os textos que seriam utilizados em artes-finais. Era um trabalho até bem remunerado, considerando-se seu aspecto mecânico.

Pois bem, naquele ano estava de férias em Abadia dos Dourados, cidade mineira com cerca de 5.000 habitantes, visitando meu tio Indalécio, carinhosamente chamado de tio Tito, na casa de seus 60 anos. Em sua simplicidade, ele sempre me oferecia amendoim, pois sabia que eu gostava. Sujeito amável, tranqüilo e brincalhão, tio Tito, certo dia, ao saber de minha nova profissão, pediu-me que lhe escrevesse uma carta, não manuscrita, mas sim digitada na Composer IBM. Fiquei animado com o pedido e lhe prometi que faria tão logo chegasse em Brasília.

O tempo passou e não enviei a carta para ele. Um ano depois, recebi a notícia de seu falecimento. Bateu-me o remorso e lamentei não ter lhe enviado a carta. Tio Tito sequer sabia como era a máquina, mas achava moderna e legal a minha profissão. Hoje, certamente ele teria me pedido um simples e-mail, para enviar ao seu vizinho ou mesmo o computador de seu filho, quem sabe.

Assim como ele, muitas pessoas queridas se foram antes que existisse o computador pessoal, ou mesmo a Internet. Penso que talvez teria me comunicado melhor e com mais freqüência com estas pessoas. Mas a verdade é que procurei conviver ao máximo com umas e menos com outras. É preciso saber conviver e não deixar para depois o que prometemos para quem a gente gosta. A lição é dura, mas nunca é tarde para corrigir o rumo.

Iannis Kiourannis e a poesia grega

O ano era 1986. Estava na aprazível cidade de Coromandel, no Triângulo Mineiro, na residência de meu tio Hélio, quando tive contato com um jornal chamado Coromandel Notícias.

O jornal é daqueles com algumas notícias e muito oba-oba abordando autoridades, socialites e outras personalidades do município. Porém, entre uma notícia e outra, me deparo com poesias de um autor grego que até então não tinha conhecimento: Iannis Kiourannis. Fiquei surpreso: o que um poeta grego estava fazendo no Coromandel Notícias? Li com atenção as quatro poesias e fiquei encantado com a valorização da liberdade que o poeta grego encaminha seus textos.

Algumas passagens: “Meu coração não é de pedra/tampouco é negro o coração que meu vida!”. Outra: “Se me obrigarem a me esconder do sol/Pereço em sua luz!” A poesia de Kiourannis seduziu-me, mas tal qual a sereia que deixa seu canto e submerge no mar, atraindo para a morte sua vítima, aquelas poesias ficaram apenas na memória. Não tive o cuidade de guardar a página com os textos.

Nunca mais tive contato com a poesia de Kiourannis. Busquei em vão suas obras nas livrarias da época. Agora, com a Internet, continuo minhas buscas, mas o Sr. Google não ajuda muito. Fui vítima do canto da sereia, fiquei com gosto de “quero mais”, e corro o risco de perecer sem ter um novo contato com a luz de Kiourannis.

Érico Rocha e o pai da Fórmula de Lançamento

Não costumo entrar no coro de fórmulas mágicas que prometem muito dinheiro em pouco tempo e com pouco trabalho, especialmente alternativas onde poucos ganham muito sobre o trabalho suado de muitos, como marketing de rede, por exemplo.

Entretanto, nesta semana tive contato com uma metodologia de vendas implementada no Brasil pelo brasiliense e empresário digital Érico Rocha, do Ignição Digital. Trata-se da Fórmula de Lançamento, receita com a qual ele teve contato nos Estados Unidos, em um treinamento chamado Product Launch Formula, criado pelo empreendedor Jeff Walker.

A Fórmula de Lançamento é uma receita para fazer dinheiro, com metodologia própria, cuja execução, normalmente, oferece um rápido retorno mediante diversas estratégias. O curso para aprender o método custa em torno de R$ 4 mil reais e as vagas são muito disputadas.

Para que você também tenha contato com esta alternativa, pluguei abaixo um vídeo recente, onde Érico entrevista o próprio criador da Fórmula de Lançamento, Jeff Walker.

Não tenho elementos para julgar esta metodologia, mas tenho lido bastante e gostado das dicas desta dupla. À medida em que tiver contato com esta prática, prometo relatar minha experiência neste blog. Assista e aproveite!

5 conselhos de Philip Kotler para o marketing moderno

Desafios da nova publicidade

Você sabia que a Unilever já está direcionando 35% de seu budget publicitário nos EUA para o setor digital? Para Kotler, se uma empresa ainda não está de olho nisso, é bom ficar alerta.

Segundo o professor, daqui a cinco anos, os budgets das grandes empresas estarão divididos em 50% para o digital e 50% para o analógico.

O professor alerta que é preciso, no mínimo, conhecer o ambiente digital e direcionar pelo menos 10% de seu budget para as ações na web.

Fique de olho no crowdsourcing

Em suas palestras, Kotler costuma citar uma frase de Will Rogers, saudoso ator norte-americano, que diz mais ou menos o seguinte: “Se os anunciantes gastassem a mesma quantia de dinheiro para melhorar seus produtos como eles fazem em matéria de publicidade, eles não precisariam fazer propaganda”.

Durante sua apresentação, Kotler reiterou este conceito citando a importância do crowdsourcing. Para ele, um case exemplar é o do salgadinho Doritos. Há anos a marca veicula anúncios elaborados por fãs. Tudo no intervalo mais caro da televisão norte-americana: o Super Bowl.

“Se você entender melhor o seu cliente, você também vai vender melhor”, disse. Para Kotler, ouvir o consumidor é uma necessidade, já que eles sabem tudo sobre sua marca. O conceito de que um comercial na TV irá dizer “quem é” sua empresa está morto. Nos dias de hoje, um anúncio em televisão é apenas uma parte de sua estratégia.

Sua marca é amada?

Você já viu algum comercial da Starbucks? Pois é, eles são raríssimos. O motivo: os fãs divulgam a empresa. Mas para que isso ocorra, é preciso que eles amem a marca. Como nutrir este amor?

Segundo Kotler, primeiramente, é necessário satisfazer todos os stakeholders. “Uma empresa não serve apenas aos seus donos. Ela serve aos consumidores, funcionários, distribuidores e fornecedores”, explica.

Além disso, ações com os funcionários, como bons salários e disseminação da cultura corporativa, também estão na lista.

Invista em Big Data

E se há um campo que faz os olhos de Kotler brilharem é o Big Data. De acordo com o professor, é nessa área que as empresas precisam investir. Tanto na contratação de profissionais quanto na especialização deles.

Segundo o professor, é preciso entregar o que o consumidor quer e o mapeamento de sua clientela é o segredo mais promissor. Para o especialista, o Brasil precisa capacitar profissionais da área.

Pense Global. Pense nos pobres

A Suíça possui um território de apenas 41 mil quilômetros quadrados e, aproximadamente, sete milhões de habitantes. Com uma extensão territorial de cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, o Brasil conta com quase 200 milhões de habitantes. Pare e pense: quantas marcas globais você consegue citar de ambos os lados?

Segundo Kotler, o Brasil precisa começar a trabalhar globalmente. Apesar do protecionismo que pode surgir em alguns países, é preciso pensar grande.

Mas onde investir e o que lançar? Em dado momento de sua apresentação, Kotler exibiu um mapa no telão. Ele mostrava o mundo e seus continentes. Os números diziam que o marketing, até hoje, só se preocupou com a classe média, o que significa 2 bilhões de consumidores no planeta.

Para Kotler, há 5 bilhões de pessoas que nunca foram “servidas” pelo marketing.

(Fonte: Site Administradores)

A importância de Paulo Goulart para a publicidade

paulo-goulart

O Brasil perdeu hoje mais um de seus grandes atores: Paulo Goulart. Casado há décadas com a atriz Nicete Bruno e patriarca de uma família de artistas, como Beth Goulart, Paulo desempenhava papéis de grande carga dramática em novelas e peças de teatro.

Acompanho o desempenho deste profissional desde criança e passei a admirar suas atuações, seu caráter, e, principalmente, sua voz metálica e segura. Cresci desejando virar publicitário inspirado por comerciais por ele protagonizados, os quais apresentavam um desempenho digno dos melhores profissionais da dramaturgia.

Goulart não era requisitado apenas por autores de teatro ou de televisão. Sua personalidade e sua voz eram disputados por agências de publicidade que desejavam transmitir credibilidade aos produtos que anunciava. Invariavelmente, Goulart entregava o que dele esperavam.

Um dos comerciais clássicos na  publicidade brasileira é um alusivo ao Dia dos Pais, patrocinado pelo Banco Itaú e criado pela agência DM9DDB. A peça foi mereciamente premiada em festivais nacionais de propaganda.

A publicidade brasileira só tem a agradecer a este ator cuja carreira atravessou diversas gerações, que hoje o reverenciam. Obrigado, Paulo Goulart!

Um dos comerciais clássicos

Da dor de perder uma sobrinha

luto

Hoje é um dia extremamente triste, pois minha sobrinha Cristiane partiu ao encontro de Deus. Sim, a Crisinha que foi a daminha de meu casamento com Gilcéia. A Cris, mãe das lindas Geovana e Nicole. A  filha do Carlão e da Vânia. A sobrinha de sorriso encantador, com muitos planos. A pequena Cris que batizou a loja dos pais em Unaí. A irmã do Luciano.

Perder uma sobrinha é uma sensação nova e indesejada para mim. Não dói como deve estar doendo para sua mãe, seu irmão e suas filhas. Mas é algo que machuca muito, porque as doces lembranças de seu convívio nos faz lembrar de um bom tempo, em que ela sempre visitava minha casa para conversar e ouvir os bons conselhos da tia Gil e as minhas brincadeiras, bem como vivenciar um pouco a amizade das primas Nathália, Laura e Karine.

Que Deus a receba de braços abertos no Céu, pois aqui estamos de braços abertos despedindo de um anjo muito especial com quem convivemos. Fique em paz, Crisinha!

Kristof Saelen esbanja talento com a Pixel Art

Você reconhece os artistas acima? A imagem é uma peça de Pixel Art de Kristof Saelen, um diretor de arte belga que recria personagens dos anos 80 e 90 em forma de personagens de games, a partir de softwares como Flash, Photoshop, Ilustrator e Safari.  Além de obras como esta, Saelen cria logomarcas e websites, pois atua também como arquiteto de informação. Vale a pena conferir o trabalho deste designer. Aproveite para verificar a criatividade e objetividade do artista em seu website.

Por onde anda Sérgio Bocca?

Ao abordar a volta da rádio Excelsior através da internet, a Excelsior Web, em post anterior, referi-me a alguns locutores, entre eles Sérgio Bocca. Trata-se de um locutor que possuía um programa na rádio Globo FM e também atuou na rádio Excelsior. Sua voz metálica e romântica embalou a noite de muitos ouvintes, alguns dos quais , naquele post anterior, me perguntavam por onde andava o famoso locutor.

Sérgio Bocca, hoje, trabalha na TV Com, canal 22, de Assis-SP.  No vídeo acima, ele relata suas atuais atividades. Com vocês, Sérgio Bocca! A propósito: o link para a rádio Excelsio Web está inativo; não sei o que ocorreu.

A falta que Milton Cabral nos fará

Crédito: Ivany Neiva/Divulgação. Professor Milton Cabral Viana.

Crédito: Ivany Neiva/Divulgação. Professor Milton Cabral Viana.

A Universidade Católica de Brasília, especialmente nós, do curso de Comunicação Social, estamos de luto. Faleceu hoje o Dr. Milton Cabral (na foto, o quarto da esquerda para a direita).

Fundador do curso na instituição e de vários projetos de êxito, foi na gestão dele que entrei na UCB. Durante pelo menos cinco anos convivi com seu bom humor, sua sabedoria e sua voz metálica. Milton deixará saudades. Amanhã ele terá a justa homenagem de seus colegas.

Em postagem antiga, intitulada Deus abençôa os professores, confessei o sentimento de que existe um poderoso Anjo da Guarda a proteger nós, professores, e tenho sempre reforçada esta impressão. Pois bem. Milton faleceu em casa e em um período em que a instituição em que ele atuava ultimamente, a UnB, encontra-se em greve.

Luciano Seixas, a Voz do Brasil

LucianoSeixas

 

Em 1985, quando cursávamos Comunicação Social no Uniceub, em Brasília, eu e um amigo chamado Luciano nos divertíamos nas tardes de sábado, gravando um programa chamado Audioclip, projeto que pretendíamos apresentar às rádios da cidade, que misturava mpb e jazz-rock. Nosso equipamento de gravação era um 3 em 1 National, que dispunha de dois microfones que podiam ser mixados ao toca-discos e que gravávamos em fita cassete no próprio equipamento.

 

Luciano também ajudava nosso amigo William nos eventos do Colégio Stela Maris, em Taguatinga. William operava equipamentos de sonorização enquanto Luca emprestava sua voz às informações que necessitavam ser divulgadas. Às vezes William levava os equipamentos para sua residência e nós três produzíamos versões mais profissionais do programa Audioclip.

Divertida era a minha pretensão em ser locutor, já que não possuía voz impactante para o meio rádio. Já Luciano tinha timbre forte o suciente para ir longe na profissão. E foi.

Em pouco tempo, Luca  já era locutor da extinta Atlântida FM, passando, depois, pelas rádios FM Jornal de Brasília, 105, Atividade e Jovem Pan. De Toninho Pop, produtor de rádio, recebeu o nome artístico Luca Sbrebow, que adotou e com o qual ganhou a vida em rádios e festas da cidade. Simultaneamente, Luciano engajou-se como locutor da Radiobrás, sempre entusiasmado com o meio. Hoje, Luciano Seixas é o locutor oficial do programa A Voz do Brasil e Café com o Presidente. Em 30 de setembro de 2008, recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília. Apesar de carioca de origem, Luca é um exemplo de cidadão e profissional que ama a cidade. Um título merecido para um profissional dedicado!

Subway utilizará imagem de Phelps

Ele come como um boi, talvez até deveria fazer propaganda de rede de açougues, mas ele capitaliza cada medalha que ganhou em sua vida. O nadador norte-americano Michael Phelps, maior atleta da história olímpica depois de conquistar 8 medalhas de ouro numa única edição de Jogos Olímpicos e 14 em duas edições, assinou na semana passada um contrato com a multinacional de sanduíches Subway. A empresa é conhecida por oferecer no segmento de fast food produtos mais saudáveis e supostamente teria vencido a rival McDonalds (pelo menos na área de lanches rápidos) pelo direito de associar a imagem do atleta em campanhas publicitárias dos produtos que fazem parte do cardápio da empresa. Pesou a favor da Subway o fato que Phelps também é um apreciador dos sanduíches da rede. Os valores e o prazo de contrato não foram divulgados, mas garante à Phelps mais alguns milhares de dólares na sua conta bancária, que já tem contratos com Visa, Speedo, Kellog e Rosetta Stone.

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