Por que a Fifa não detém exclusividade da marca “Pagode”

Nesta semana, a mídia promoveu a confusão com o fato de a Fifa ter efetuado registro junto ao INPI da marca “Pagode”. Isto porque as notícias deram margem à percepção de que a Fifa detinha a exclusividade sobre a expressão, o que provocou um intenso debate ideológico nas redes sociais, a ponto de ter recebido um post de um crítico famoso de cinema indignado com este fato.

Como sou consultor de propriedade industrial e possuir acesso ao banco de dados do INPI –  como qualquer pessoa interessada pode fazê-lo mediante cadastro -, procurarei iluminar a questão e esclarecer a distorção que ocorreu.

De fato, a Fédération Internationale de Football Association solicitou, em 2010, junto ao INPI, registro da marca pagode, porém de forma específica. No processo n. 830597280, iniciado em 06/05/2010, a famosa entidade internacional pleiteou registro da tipografia que desejava utilizar na promoção comercial do Campeonato Mundial de Futebol em 2014. Esta tipografia, a qual ela batizou Pagode, foi exclusivamente criada para o evento e a instituição buscava protegê-la de pirataria.

Assim, em 30/10/2012, o INPI concedeu exclusividade para a Fifa do registro do nome Pagode para Classe 16, especificamente “fonte tipográfica e/ou projetos tipográficos”, entre outros detalhamentos naquela classificação.

Como se vê, um registro simples para provocar tanta distorção da mídia e de xenófobos brasileiros que viram neste fato uma ameça a uma instituição musical consagrada na cultura brasileira.

D’alessandro, liderança e o ambiente corporativo

Inter2

Sempre dou uma pausa neste blog para comentar conquistas coloradas, pois ninguém é de ferro e merece comemorar uma grande conquista de seu time. Mas hoje não tratarei apenas do futebol praticado pelo tetracampeão gaúcho Internacional. Falarei sobre liderança.

Estou me referindo a Andrés D’Alessandro, armador e cérebro do time, que possui características que podemos comparar como virtudes necessárias a qualquer líder empresarial.

Para começar, o argentino está no time há 6 anos e já colecionou muitas taças, graças à sua principal virtude: determinação. Ele é, de longe, o mais determinado dos jogadores colorados, com espírito combativo e buscando sempre o melhor resultado.

A segunda virtude é a lealdade. Por diversas vezes, o meia disse não a propostas de outros clubes, por acreditar no projeto de seu time. A aposta deu certo, pois ele foi campeão gaúcho por 4 ocasiões e ainda colocou em sua conta uma Libertadores da América e uma copa sulamericana, além de torneios menores.

A terceira qualidade do líder colorado é a liderança. Antes indisciplinado, ao receber a braçadeira de capitão da equipe D’Alessandro transformou-se e passou a ser exemplo de caráter nos treinamentos e nos jogos, onde não raro é visto apartando brigas, mas defendendo com energia seus companheiros perante os adversários.

Por fim, o craque colorado demonstra muito comprometimento com sua torcida, sempre se responsabilizando por resultados que esta deseja. Em uma analogia com o ambiente corporativo, isto pode ser comparado a orientação para o cliente, uma filosofia que deveria ser seguida por todas as empresas que desejam sucesso.

Andrés D’Alessandro, enfim, incorpora diversas características que fazem um líder ser admirado, respeitado e seguido. No caso do futebol, essas características levam um jogador a ser referência na história do clube, como o craque argentino já é.

Itaú é o novo patrocinador da Seleção Brasileira

itau

O Banco Itaú e a CBF assinaram, no início da semana,   acordo para patrocínio das Seleções Brasileiras de Futebol – Seleção Brasileira Principal, Seleção Olímpica, Seleção Sub-23, Seleção Sub-20, Seleção Sub-17, Seleção Sub-15 e Seleções Femininas. O contrato terá duração de seis anos, até 2014, incluindo o período da Copa do Mundo no Brasil.

O envolvimento do Itaú com o futebol já tem mais de 17 anos, com o patrocínio da transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro, da Libertadores, das Eliminatórias da Copa do Mundo de Futebol, amistosos da Seleção Brasileira, Copa do Brasil, entre outros na Rede Globo.

O patrocínio dá direito, entre outras coisas, ao Itaú utilizar mundialmente no seu ramo de serviços, o título de “Patrocinador Oficial da Seleção Brasileira de Futebol”. Além da aplicação da logomarca nos uniformes de treino, demais trajes e acessórios utilizados pelos jogadores e comissão técnica, assim como a possibilidade de promover ações promocionais e de publicidade junto ao público, fazendo associação à Seleção em seus produtos e serviços.

A decisão do Itaú consolida os investimentos da empresa no segmento esportivo, dentro de uma associação feliz. Afinal, como o futebol atinge todas as classes e o banco oferece serviços para todas as camadas da população, a estratégia tem tudo para dar certo.Lembro que, para um banco, investir altas somas em marketing não representa grandes sacrifícios, uma vez que os lucros são consideráveis se comparados a outros segmentos produtivos da economia nacional.Preocupo-me apenas com a superconcentração de patrocinadores de natureza bancária no cenário do marketing atual. Isto não é salutar, pois os bancos ganharão cada vez mais, enquanto oportunidades de investimento publicitário e de marketing ficarão escassas para outros segmentos não tão abençoados por lucros estratosféricos como o das instituições financeiras.