O comércio está pior ou apenas na situação normal?

Este foi o questionamento que fiz ontem a um empresário da área de restaurantes que atendo em Taguatinga-DF.

Na ocasião, ele argumentou que a Copa do Mundo e as eleições atrapalharam seu negócio de refeições self-service, pois o movimento de seu restaurante estava fraco, com cerca de 40% de ocupação dos assentos no horário de maior demanda.

Ao refletirmos juntos, chegamos à conclusão de que a situação que ele enfrenta é a situação normal que seu estabelecimento enfrentaria, pois na região há diversos concorrentes, todos eles com movimento semelhante ao dele.

Embora o restaurante deste empresário tenha cumprido o dever de casa nos quesitos logística, produção, recursos humanos e produção, o empresário reconhece que é necessário tomar alguma providência para melhorar seu faturamento. Lembrei-lhe, então, que há dois caminhos para que isto ocorra:

a) Maior investimento em publicidade – No caso dele, há pouco investimento nesta área, uma vez que seu capital foi aplicado prioritariamente no ponto de venda e na qualidade de seus produtos. Maior visibilidade no mercado poderá destacá-lo perante a concorrência e melhorar o posicionamento de sua marca perante o consumidor.

b) Ampliação de seu portifólio de serviços – No caso de seu restaurante, seus serviços podem ser ampliados com o funcionamento do restaurante também no período noturno, oferecendo pizzas à la carte ou pelo sistema rodízio, por exemplo. Ao otimizar uma estrutura já existente e investindo apenas nos itens adicionais que o horário noturno requer, o empresário poderá obter maiores público e rentabilidade.

Seja qual for a alternativa que o empresário escolha, o importante é que ele faça a leitura correta de sua situação e se mobilize para melhorar seus resultados.

Instabilidade econômica põe as franquias à prova

cmv

Nos últimos dois meses, vivenciei o dia a dia de  uma das principais franquias de restaurante do Distrito Federal.

Após analisar todos os aspectos internos da operação, pude constatar o quão é relevante a administração do fluxo de caixa fluxo de caixa da operação.

O franqueador deve preocupar-se com o CMV (custo da mercadoria vendida), para que obtenha o lucro desejado e evite desperdícios de recursos.  Neste contexto, faz diferença o franqueador  montar uma rede de fornecedores credenciados para oferecer a seus licenciados alternativas de qualidade e preço de insumos para seus pratos. Em um negócio onde a perecebilidade ameaça permanentemente seus estoques, a gestão adequada do CMV deve ser uma preocupação diária.

No atual ambiente de instabilidade econômica que nos encontramos, a gestão precisa de custos como energia, água, aluguel e, principalmente, ingredientes, é fator crítico para a sobrevivência das operações de franquia, por mais encantadora e bem modelada que esta pareça.

Assim, o segredo atual para os franqueadores é estabelecer um jogo de cintura para ajustar-se à competição do mercado sem perder o glamour de sua marca. Sabendo competir com criatividade e boa gestão de custos, uma rede terá vida longa e franqueados felizes.