Internet: terra de todos ou “terra de ninguém”?

Ao ser concebida, a internet apresentou-se como um espaço de compartilhamento de conteúdo e de socialização, mas há quem esteja se apropriando indevidamente de conteúdos de terceiros para obter fama, formação ou dinheiro. E quem produz o conteúdo, como fica neste contexto?

Pena que tantos enxerguem a web como uma “terra de ninguém” e desenvolvam negócios que em nada valorizam quem se dedica a criar os conteúdos. A base da economia criativa é o respeito à cadeia de valor. É preciso regular os direitos autorais e a remuneração das obras na internet!

Particularmente, creio que a solução passa por 3 medidas:

a) Gerar contrapartidas obrigatórias de empresas formais que se apropriam dos conteúdos (Facebook, Google e serviços de armazenamento e compartilhamento na nuvem, como OneDrive, Dropbox e Google Drive, entre outros), obrigando-os a criar uma forma de reconhecer e proteger o produtor original do conteúdo;

b) Estabelecer um marco jurídico para pessoas que se apropriam de conteúdos de terceiros, exigindo que peçam autorização dos autores e responsabilizando-as em caso de apropriação indébita; e

c) Estimular empreendedores a criar negócios que se proponham a exatamente monitorar o uso indevido da produção de um determinado autor, a exemplo do que faziam, por exemplo, as editoras gráficas e as editoras musicais, por exemplo.

Tais medidas podem  parecer soluções utópicas, mas é preciso pensar em soluções para um uso indevido da web que está prejudicando autores e beneficiando quem exagera na apropriação e compartilhamento de conteúdo.

Creio que alguma instituição poderia patrocinar um grupo de pesquisadores para o tema, se é que talvez já não exista. Mentes brilhantes podem conceber soluções práticas para esta questão que vem transformando a web no império do “control-c, control-v”.

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Artplan mapeia o potencial das pequenas cidades do Brasil

95% dos municípios brasileiros tem menos de 100 mil habitantes, abrigam 45% da população e concentram 30% do PIB do país. Com toda essa relevância, por que as empresas ainda concentram seus investimentos nos grandes centros?

Em busca desta resposta, a agência Artplan e o instituto Ideia Consumer Insights decidiram pesquisar algumas cidades com aquele perfil e revela algumas descobertas no vídeo abaixo. Vale a pena conhecer esta realidade!

 

O risco de mais uma década perdida

Após a abertura econômica iniciada durante o Governo Fernando Collor de Mello e continuada por Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, os economistas e sociólogos passaram a chamar a década de 80 de “a década perdida”, em referência a um período de estagnação econômica em toda América Latina.

O fato de o Brasil estar fechado  às importações de produtos modernos como veículos e bens de informática (incluindo softwares) naquela década criou uma defasagem cognitiva e produtiva imensa entre nosso país e os mais desenvolvidos. Hoje percebo como poderíamos nos ter beneficiado mais de softwares que teriam tornado nossa vida melhor naquela época. Um exemplo simples é que, enquanto em 1984 os americanos já utilizaram o Microsoft Word, este software somente nos alcançou em 1990. Imagine então as plataformas tecnológicas mais sofisticadas destinadas a indústria…

Atualmente, sofremos o risco de vivenciar mais uma década perdida. Não me refiro mais à defasagem tecnológica, mas sim ao fenômeno sociológico da acomodação social. Nunca estivemos tão sintonizados com a modernidade, e nunca vimos uma geração tão desinteressada com a economia, a política, a religião e a família!

As políticas assistencialistas que asseguram renda mínima às famílias estão produzindo, paradoxalmente a uma melhor distribuição de renda, uma geração de famílias acomodadas com este auxílio, que está se tornando a finalidade em si, e não um meio temporário de subsistência. O seguro-desemprego também está produzindo este resultado; basta ver como aumentaram as fraudes trabalhistas. Somado a isto, boa parte dos jovens não possuem planos a longo prazo, mas apenas a preocupação com o momento presente, sem dedicação à família, ao trabalhou e aos estudos. Ou seja, o hedonismo pelo hedonismo.

Empresários, governantes e chefes de família devem se preocupar com isto, pois o futuro de nosso país está nas mãos destes jovens. A continuar desta forma, empresas terão problemas com mão-de-obra (como já estão tendo), o governo arrecadará menos impostos e os laços familiares se tornarão cada vez mais frágeis.

Os números de nossa economia comprovam o efeito deste status quo.

Ainda há tempo de corrigir os rumos de nossos jovens. É preciso atitude! Você está fazendo sua parte?

Fim do mundo: de lenda dos maias à mote de promoção de vendas

“Segundo o calendário maia, hoje ocorre o fim do mundo. Se eles estiverem certos, este será meu último post. Gostaria de agradecer a todos os leitores pela preferência em frequentar este humilde blog, que procurou nos últimos 5 anos refletir os fatos e técnicas mais importantes no ambiente de marketing e negócios. Onde estivermos a partir de amanhã, espero que continuemos juntos. Meu muito obrigado!”

Este poderia ser meu texto de despedida, caso fosse verdade o vaticínio dos maias acerca do fim da existência humana na face da terra. Como imagino que eles estejam errado, gostaria de refletir o quão impactante foi este mote nos ambientes sociais em 2012. Nas redes sociais não se falou em outra coisa, além do The Voice e do Gangnam Style.

Mas foi curiosamente no ambiente mercadológico que o fim do mundo tornou-se um mote bem humorado para as abordagens publicitárias. Uma bênção para os criadores que semana a semana precisam variar o discurso dos anunciantes com seu público-alvo. Em Brasília por exemplo, o texto de uma concessionária anunciava: “Segundo o calendário maia, o mundo vai acabar no dia 21. Mas nosso estoque vai primeiro!”

De tempos em tempos, surgem novas previsões do fim do mundo. Isto já aconteceu no ano 2000, quando os religiosos previam que “2000 não passarás”. A previsão dos maias deu o mote para a realização do blockbuster “2012”, que estourou nas bilheteria s de todo mundo.

Publicitários, promotores de shows, redatores e apresentadores de programas de TV. Todos aproveitaram o tema para exercitarem sua criatividade e venderem seus produtos.

O mundo pode não acabar hoje, mas o fim dele foi, sem dúvida, o elemento de promoção de vendas do ano!

Como pensar como empresário e, ao mesmo tempo, agir como profissional de marketing?

 

Não, não vou dar a resposta completa, pois não a tenho. Mas proponho a reflexão e dou algumas pistas para ajudá-lo a entender a cabeça dos gestores modernos.

Estou de recesso da universidade e desenvolvendo meus projetos de consultoria de marketing. Na vivência do dia-a-dia, sempre tenho convivido com duas questões relevantes.

A primeira diz respeito a como pensar como empresário, no sentido de pensar nos resultados e na gestão da empresa. Procuro sempre entender o lado de quem me contrata. Afinal, investir em marketing é importante mas envolve um certo investimento que deve ser ponderado. Sempre preocupados com todos os fatores envolvidos na gestão de seu negócio, a postura dos empresários é, normalmente, conservadora. Porém, o extremo conservadorismo pode prejudicar os resultados desejados. Aí é que entra a segunda questão: agir como profissional de marketing.

Como sou um especialista na área, busco os melhores resultados propondo a utilização das melhores técnicas. Como ocorre em todo planejamento, inicio por um diagnóstico da empresa, elaboro um relatório e apresento as propostas de ações mercadológicas. Na maioria das vezes, os empresários concordam com o diagnóstico mas esbarram nos custos das ações. Aí entra a negociação.

É preciso ser criativo e, ao mesmo tempo, racional, para atender a necessidade de reduzir custos sem comprometer resultados. Infelizmente, na maioria das vezes, os empresários preocupam-se mais com os custos do que com os resultados. Como eles raciocinam nesta tomada de decisão?

A primeira conclusão que cheguei é a de que os custos são o único fator controlado pelo empresário, razão pela qual ele exerce este controle. A segunda constatação  é de que o empresário acredita que entende tão bem de marketing quanto eu. De fato, o empresário entende melhor o seu negócio do que o consultor. Ponto. Anos de experiência na área comercial lhe dão esta confiança, assim como meus 25 anos de experiência e permanente atualização asseguram que conheço mais marketing do que o empresário.

Eis um embate com o qual permanentemente tenho que lidar.  Afinal, é o desafio da profissão e do processo da venda de serviços, não?

Por que as louras despertam a atenção dos homens?

loira

Outro dia estive a discutir com um professor amigo meu por que os homens tem a atenção despertada por mulheres louras. Segundo ele, seria pela tradição antiga da indústria pornô sueca, que disseminou o biotipo da mulher loura como símbolo sexual. Na minha interpretação, acredito que a explicação seja menos sexual e mais simbólica.

Na verdade, a cor do cabelo da mulher loura remete ao simbolismo do ouro, metal reconhecido como o mais precioso. Simbolicamente, o cabelo loura simbolizaria uma mulher mais valiosa que as outras, razão pela qual os homens as prefeririam. O fato é que a maioria das mulheres, inevitavelmente, acaba experimentando a coloração dourada.

Minha versão não é plausível?

A família Amorim e o efeito colateral do Reality Show

O dia-a-dia de uma família que convive com um orçamento apertado elevou a Família Amorim ao estrelato, graças a um quadro do programa Fantástico, da Rede Globo. Em março deste ano, a agência Fischer America aproveitou os integrantes do reality show para anunciarem o crédito para pessoa física da Caixa Econômica Federal, graças ao apelo popular dos atores escolhidos.  Escolha bem feita. O curioso é que o sucesso do quadro foi tanto que gerou até alguns problemas.

Um diretor da companhia de água e esgoto do Rio de Janeiro, por exemplo, percebeu que o orçamento da casa não incluía gastos com esses serviços. Após inspeção, constatou-se que não só os Amorim como boa parte da vizinhança serviam-se de ligações clandestinas de água. A exposição excessiva pode trazer efeitos colaterais, não?

 

40 razões para ter filho

Contrariando o livro francês que dá 40 razões para não ter filhos, a revista Pais e Filhos publicou, em abril, em seu site, um artigo intitulado “40 razões para ter filho”. Sou pai de 3 filhas e tenho 2 lindos netos e concordo com as razões do artigo, o qual é amplo, mas facilito o trabalho dos queridos leitores, sintetizando aqui os motivos para ser pai ou mãe:

1. Por que você quer. E muito

2. Para deixar de ser só filho

3. Para entender melhor seus pais

4. Para descobrir uma imensa e surpreendente capacidade de amar

5. Para incluir mais gente numa história de amor que dá certo

6. Para deixar de ser adolescente

7. Para sentir o poder de gerar outra pessoa

8. Para aprender a respeitar as diferenças

9. Pra se emocionar com as conquistas dele

10. Para aprender que as coisas são como são, nem tudo é perfeito. E tudo bem!

11. Para tomar mais cuidado com você mesmo

12. Aceitar a maturidade com tranqüilidade

13. Para poder, um dia, ser avó ou avô

14. Para cuidar de alguém

15. Para deixar de ser o centro da própria vida

16. Para rever suas prioridades

17. Ter um bom motivo para chegar mais cedo em casaFilho

18. Ficar um tempo sem trabalhar

19. Sentir o prazer de amamentar

20. Sentir o prazer de dar de mamar

21. Para passar pela experiência do parto

22. Para conhecer a pessoa mais linda do mundo

23. Para ouvir alguém te chamar de mãe ou pai

24. Reviver um pouco da sua própria infância, ou tirar uma casquinha da infância deles…“

25. Comprar brinquedos incríveis para eles e para você

26. Para se renovar e rejuvenescer

27. Para entender de uma vez que preocupação com ambiente não é coisa de ecochato

28. Para adquirir hábitos mais saudáveis

29. Para descobrir seu lado meio médico

30. Pra sentir um certo gostinho de continuidade

31. Descobrir que você sabe contar histórias

32. Para olhar para as coisas de novo, como pela primeira vez

33. Ter um motivo para aprender a cozinhar

34. Porque o pai hoje participa de tudo

35. Porque a medicina evoluiu muito

36. Para sentir o que é ter alguém que confia 100% em você

37. Encarar o futuro de uma nova maneira

38. Para ter a enorme chance de se tornar um ser humano melhor

39. Ter filho não é dar à luz, é receber iluminação diária

40. Porque seu filho é único e tudo que você sente em relação a ele é intraduzível…