Merchandising em filmes é estratégia cada vez mais eficaz para posicionamento

Eurobo

Já se foi o tempo em que um computador denominado Hal dominava uma nave espacial e colocava o poder humano sobre as máquinas em cheque. O computador, na época, era um merchandising da IBM, multinacional superpoderosa. Os autores do merchandising no filme, um taboo para a época, utilizaram o nome como mensagem subliminar, uma vez que as letras alfabéticas subsequentes de cada componente do nome convergia para o nome da multinacional.

Vieram os anos 80 e filmes como Blade Runner passaram a estampar marcas de forma futurista, transformando o merchandising em nova fonte de receita para os estúdios e uma estratégia de marketing que passou a ser considerada por grandes marcas.

Na década atual, o merchandising faz parte da trama e até do nome dos personagens. No filme Eu, Robô, estrelado por Will Smith, o mocinho contracena com um humanóide cibernético mais avançado do que os fabricados em série. O nome do robô era simplesmente… Sony! Genial, não?

A estratégia de inserir merchandising em filmes consolida a idéia já disseminada de que as marcas devem estar não apenas em blocos publicitários, mas dentro do conteúdo, de forma a “invadir” de forma mais fácil e eficaz a mente do consumidor.

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Por que a estréia de filmes passou para as quintas-feiras?

cinema

Uma das principais mudanças ocorridas recentemente no mercado de entretenimento foi um acordo entre exibidores e distribuidores de filmes visando antecipar as estreias para as quintas-feiras.

Tradicionalmente, os novos filmes eram exibidos em primeira mão às sextas-feiras, por permitir uma sequência de três dias de grande público e gerar bom retorno já nos primeiros dias de exibição. A mesma estratégia, porém, era utilizada por produtores de espetáculos musicais e teatrais, estabelecendo uma concorrência pelo mesmo público e pela atenção da mídia, uma vez que lazer é a principal pauta na imprensa às sextas-feiras.

Ao transferirem a estréia das películas para as quintas-feiras, distribuidores e exibidores podem obter maior visibilidade na mídia, antecipando sua divulgação à dos demais espetáculos artísticos.

Do ponto de vista estratégico, a decisão é perfeita, mas cria um novo arranjo na agenda de famílias e casais que apreciam a sétima arte, nada que uma programação antecipada não resolva.

O que Speed Racer tem a ver com Matrix?

A Warner Bros lançará, em 9 de maio, a versão cinematográfica de Speed Racer, herói do automobilismo que encantou gerações nos anos 60 e 70. Quando criança, eu adorava assistir o desenho ao lado dos colegas, na minha fase de “televizinho”. Particularmente, adorava o veículo Match 5 (foto abaixo), que era capaz de, entre outras peripécias, atravessar florestas em alta velocidade, cortando as árvores com duas poderosas serras elétricas.

Talvez hoje esta cena não seja politicamente correta, mas qual criança não gosta dos exageros que passam nos desenhos, não é mesmo? A adaptação do desenho criado por Tatsuo Yoshida está a cargo dos irmãos Wachowski, criados da série Matrix, de grande sucesso. O que será que ambos estão preparando para os cinéfilos saudosos de Speed & Cia?

Exposição comemora 30 anos de Guerra nas Estrelas

Estreou, no dia 5, no Porão das Artes, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a Star Wars Exposição Brasil, mostra destinada aos aficcionados pela saga escrita por George Lucas. É oportunidade de reviver um pedacinho das aventuras com sabres de luz, naves interestelares e exércitos de andróides que encantaram milhões de fãs ao redor do mundo.

O evento é promovido pela Admirável Entretenimento e traz, pela primeira vez na América Latina, 200 peças originais usadas nos episódios da balzaquiana Star Wars, série de ficção científica que completou 30 anos em 2007. Guerra nas Estrelas foi o primeiro filme de ficção científica que assisti no cinema e fiquei encantado com a magia provocada pelos efeitos especiais da Industrial Light and Magic, de George Lucas. Para quem pode estar em São Paulo neste período, eis uma boa dica.