Palestra sobre TV Digital movimenta terça-feira da Secomunica

Terça-feira, 27 de setembro, segundo dia da Secomunica, a Semana de Comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB).  Palestra da noite: TV Digital Interativa, com José Machado, da empresa TOTVS. Mas antes, uma breve pausa para o riso. Intervenção cultural. Palhaços simpáticos do grupo de teatro da UCB descontraíram o início da noite. Mas isso foi só o começo.

“TV Digital não é um sonho, é o que está acontecendo”. Uma das primeiras frases do palestrante tenta deixar essa nova tecnologia mais próxima do público. Durante a palestra, José Machado elucida a diferença entre a TV analógica e a TV digital. A qualidade pode ser tida como palavra chave da diferença a prima vista.

O padrão brasileiro hoje é considerado o melhor do mundo, segundo Machado. TV X mobile Existem diferenças entre a TV digital comum e a de dispositivos portáteis, como celulares. Entre elas, controle remoto versus touch screen, imagem adaptada ao tamanho do visor, entre outras.

No Brasil, o padrão da TV Digital se chama Ginga, usado em 95% dos países da América Latina, em algumas localidades da África, além de Japão e Filipinas. Em outros sistemas essa modalidade de TV geralmente é associada à TV por assinatura, ou seja, é paga. O Ginga não. O capital deste tipo de transmissão vem de comerciais. E a interatividade? É ela que diferencia a TV Digital de uma TV nova, a TV Digital Interativa. Nesta última modalidade, o telespectador não é mais apenas recebedor passivo de conteúdo, ele faz parte, decide o que irá ver.

Há dois modos de interação: local ou plena. Nesta última, é necessário o acesso à internet. As novelas da rede Globo, como mostrado pelo palestrante, já adotam um sistema de interação, e alguns reality shows, como o Big Brother, também. Enquetes, perfis dos personagens e/ou participantes, resumo e fotos dos capítulos anteriores são alguns dos recursos disponíveis neste novo modo de fazer televisão. Alguns canais optam por utilizar o conteúdo junto com a imagem que passa na programação normal.

Envolvidos nesta cadeia de valor, como denominado pelo palestrante, são os broadcasters, que são as grandes mídias, os canais televisivos; os usuários, popularmente conhecidos como telespectadores; os fabricantes de TV e STB e as empresas de software, que produzem as interfaces.

O palestrante também traz o conceito da TV conectada, que é capaz de realizar algumas ações que [ainda] não são típicas do aparelho, chamado Sticker Center. Ele é parte do padrão brasileiro, portanto, não carece de ser adaptado. Alguns aplicativos já podem vir no aparelho, e outros podem ser baixados numa loja on-line, como a Apple já faz no Iphone, Ipod, Ipad e Macs. Jogos, aplicativos para previsão do tempo, notícias, trânsito, acesso à conta bancária e até compras já estão a um clique de controle remoto feito do sofá.

Tira tema Antes da palestra, José Machado conversou com a gente e adiantou, em poucas palavras, as diferenças e inovações da TV Digital Interativa: Qual a diferença entre tudo que já se viu e a TV Digital Interativa?

A diferença é a interatividade. É o mesmo conteúdo: se você via novela, você vai continuar vendo novela, mas além disso você interagir com a novela agora, você pode votar no Big Brother, você pode fazer uma série de coisas que não podia fazer antes. Então a TV Digital Interativa vem para permitir que você tenha uma experiência mais completa. Como isso é feito? Pode ser feito via web ou de uma forma diferente para quem não tem conexão com a internet.

Isso faz com que a televisão signifique muito mais na vida das pessoas? Sim, a ideia é que a televisão seja um aparelho mais presente, mas que chame menos a atenção. Vai ser natural. Em vez de você sentar na frente da televisão para ver um filme ou uma novela, ela vai virar um utensílio natural da sua casa. Você usa para ver a previsão do tempo para hoje, para ver o trânsito. Você não vai esperar o programa do trânsito passar. Vai entrar, acessar e ver o vídeo do trânsito em tempo real. Vai dar pra ver um programa e poder escolher um vídeo de um programa que já passou. É meio complicado resumir isso tudo, mas espero que vocês entendam.

(Texto: Janine Martins – OPN/UCB)

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Governo Dilma promove primeiro encontro sobre TV Digital

A professora Cosette Castro informou-me, ontem, da realização da primeira reunião convocada pelo governo Dilma sobre TV digital, a qual ocorreu com associações de empresarios e com acadêmicos, em meio a marcha das Margaridas pela Esplanada.
Organizada pela Secretaria de Telecomunicações do MiniCom, contou também com a participação da Casa Civil da Presidencia da República, MDIC, MCT, MiniCom e MRE, cujos representantes foram os primeiros a falar.
Esperamos que seja a primeira de muitas reuniões, como propostas e cronograma de atividades, retomando a centralidade do tema, como ocorria no governo Lula.
O desenvolvimento de conteúdos digitais interativos esteve na pauta da reunião, que tratou de toda cadeia de valor, incluindo radiodifusores, industria, eletro, etc. A novidade foi escutar  as associações de empresários da radiodifusão,  Aberte e a Abra,  defendendo o uso do Ginga, a interatividade e os conteúdos interativos.
O prof.  Luiz Fernando Gomes, da PUC-RJ,  pai do Ginga, estava lá também comentando o que representa o middleware   brasileiro que permite  interatividade, interoperabilidade e mobilidade na televisão aberta, em termos de novas empresas e empregos. Na academia, só na área de Computação, foram gerados 300 trabalhos, entre teses e dissertações de mestrado. Além disso, há 54 novas empresas trabalhando no setor que não existiam há três anos e outros 12 mil desenvolvedores de software trabalhando gratuitamente para ajudar a encontrar soluções para o Ginga: 10.400 estão no Brasil e  1.600 trabalham  em outros países, como China, Argentina, Bolivia e Peru.

Sharp dá mais um salto de qualidade em sua tecnologia

Ao adquirir a tecnologia de televisão digital desenvolvida pela Westinghouse, nos EUA, a Sharp estava determinada a dedicar-se a uma tecnologia de qualidade que encantaria o mundo. Mais uma prova deste permanente investimento é a a TV de 85 polegadas, projeto desenvolvido em parceria com a NHK (emissora de TV), desenvolvida com a tecnologia batizada de Super Hi-Vision, com resolução bem maior do que as televisões mais potentes do mercado de hoje. Neste caso, esta foi feita com uma resolução de 7680 x 4320 pixels, com um total de 33MP, aproximadamente maior em torno de 16 vezes das HDTVs de hoje em dia. A tecnologia, porém, é limitada a telas maiores. Veja o vídeo acima e confira a qualidade 16 vezes superior às TVs digitais atuais.

Comprar ou não uma TV nova para assistir a Copa?

LCD, plasma, LED ou 3D? HD, Full-HD, com ou sem conversor integrado? Este é o dilema dos torcedores brasileiros na véspera do início da Copa do Mundo de futebol. O apelo é irresistível: assistir os jogos do mundial com a melhor definição de imagem e recursos da TV digital. As lojas aproveitam o momento para ofertar as versões do produto em financiamentos sedutores. A pressão dos familiares para renovar o aparelho é grande. É preciso muita calma nessa hora, pois os produtos encontram-se até 20% mais caros, em alguns modelos. Lei da oferta e procura: quanto mais gente procurando, maior o preço. Embora tentador, já tomamos nossa decisão em casa. Manteremos a TV semi-plana de 33″ por mais algum tempo, até aquela nossa TV de 50″ sair do papel e entrar na sala por uma quantia mais honesta. Quem sabe no Natal?!! A panela velha ainda faz comida boa. Mas que a tentação por uma nova é grande, isso é! (Que me entendam bem: estou falando da TV)

“A interatividade pode comprometer a audiência”, explica Marcos Oliveira, da Intacto

A palestra sobre A Passagem do Mundo Analógico para o Digital e Novos Negócios para TVD fechou o círculo de palestras da 1ª Semana Interativa de TV Digital Interativa.  Marcos Roberto Oliveira, um dos sócios  da Intacto – empresa de computação que experimenta novas tecnologias de TV digital, falou sobre os projetos desenvolvidos pela Intacto e os casos e acasos da transferência do analógico para o digital.

Idealizadora da Semana, a professora Cosette Castro resumiu o objetivo dessas palestras. “A ideia é casar teoria e prática, juventude e experiência”. Segundo ela, cerca de 150 alunos participaram de forma ativa durante os quatro dias. Além disso Cosette mostrou uma aspiração sua para o próximo evento. “Nosso desejo é que essas palestras não fiquem só na comunicação, mas que os cursos de engenharia, design, possam participar também”, almeja.

Juventude é a palavra que resume Marcos. Formado em Ciência da Computação na UnB, o jovem juntou-se com outros cinco amigos e tiveram a ideia de bolar um projeto que inovasse o campo da TV Digital. Fundram a Intacto e desde 2006 trabalham em dois campos: criação de software e pesquisa junto de inovação. “A criação de softwares facilitou equipamentos interativos para as pessoas”, explica.

 A seara é grande – Passear na seara digital é uma aventura por ser uma ideia nova, mas, por outro lado, é uma área que pode trazer tremenda satisfação já que o mundo está migrando para essa tecnologia. “Trabalhar nessa área nos deu uma sensação de segurança, pois a transferência do mundo analógico para o digital é visível. O limite é a criatividade”, diz.

Foi nesse contexto que a Intacto entrou em projetos, como o ITV –Project Beta e o HMA (em português, Gerência de Qualidade e Uso para a TV Digital). Com estudo e a utilização da tecnologia Ginga (software que permite a interatividade), os “meninos” criaram programas que trouxeram inovação para o Brasil e o Mundo, além de reconhecimento. “Esses projetos deram a oportunidade para que nós saíssemos para fora do país e mostrássemos essas tecnologias. Não sabíamos que isso traria algum lucro”, explica Oliveira.

 Interatividade – O ITV é um recurso interativo que utiliza um conversor real para transmitir informações à TV, como campo de busca, endereços de pizzaria e sinopses de novelas. O conversor é ligado à internet e passa as informações por meio de download. O objetivo, segundo um dos seus idealizadores, é tornar acessíveis essas informações, e popularizar o acesso e a independência das emissoras.

Mas existem alguns problemas de rapidez e perda de atenção a programação. Segundo Oliveira, “a TV não oferece os mesmos recursos da internet. Não é algo tão rápido. É preciso apertar um botão”. além disso, o telespectador se desprende da informação para se ater a outra, ocasionando problemas de audiência. “Acessar o programa interativo de uma propaganda, assim como ver a programação da emissora, atrapalha sua audiência”.

Foi com esse intuito que o HMA foi desenvolvido. Para medir a audiência de uso e a personificação de telespectadores, esse software experimental se divide em dois pontos principais. Os dados de uso, que mostram qualquer ação do receptor, e os dados de qualidade, que definem a visão que o telespectador tem sobre a programação.

 Jovialidadade – A estudante de Comunicação Social Gabriela Tavares, que cursa o 6º semestre de jornalismo, adorou a palestra por causa do perfil do palestrante. “Eu acho que o palestrante é uma pessoa com linguagem mais próxima dos universitários. Desmitificou o universo da TV Digital”, opina.

Foi exatamente nesse clima de descontração que Marcos conduziu a palestra. Provou que não é preciso ter grande experiência para ter grandes idéias. Hoje, a Intacto possui 30 pessoas que trabalham nessa área. Sonhar é possível.

Por Emerson Garcia (OPN/UCB – Texto e foto)

Da paleoTV à hiperTV

Dando sequência à programação da I Semana da TV Digital, o professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS) Alexandre Schirmer Kieling ministrou a palestra sobre Televisão Digital e Ficção Televisiva, no terceiro dos quatro dias de palestras na semana.

Segundo o palestrante, a televisão deve ser entendida como um processo industrial. Kieling afirmou que a programação contida nos canais de televisão tende a funcionar como produto expandido, ou seja, programa que sai da tela e vai para diversos outros universos midiáticos e não midiáticos, resultando em ganhos para a indústria (televisão).

História – Através de slides, Kieling discutiu as raízes e ramificações da televisão hoje existente. Ele citou uma frase do argentino Eliseo Verón, segundo o qual estaríamos assistindo ao “fim da televisão massiva como fenômeno propriamente histórico”.

Tudo começou com uma “Paleo TV”,  que se acreditava responsável por mostrar o que ocorre no mundo, valorizando o referente exterior e funcionando como um espelho.

Na sequência, Kieling mencionou o surgimento de uma “Neo TV”, que  não reproduzia apenas a realidade, como também a construía, numa autorreflexividade facilmente explicada como “a televisão falando de si mesma”.

A terceira e a última ramificação televisiva é a TV Digital, com referente na convergência digital, destacando-se como uma “hipertelevisão”, não apenas por ter tecnologia melhor desenvolvida, mas também pela questão da portabilidade.

Um dos aspectos destacados por Kieling foi a referência à sociedade contemporânea como uma “sociedade superlativa”. Para ele, processos de todos os tipos são “exagerados”. Exemplificou citando termos como “hipermercado”, “hipermídia”, “supermercado”, entre outros.

Público-alvo – Todas as emissoras voltam sua programação para um tipo de público em especial.  O estilo de programação do SBT é articulada para obter cunho popular,  para massificar, ou seja, atrair a massa. Já a Rede Globo volta sua programação essencialmente para a classe média, instigando o telespectador a desenvolver sua visão crítica.

Jornalismo Colaborativo – Com o advento da convergência digital e a incessante expansão da Internet ficou mais fácil a contribuição dos cidadãos comuns nas produções jornalísticas. Hoje em dia o telespectador não necessariamente assiste apenas aquilo que é preparado pelos profissionais, como também elabora conteúdo que pode gerar repercussão enorme.

Como exemplo, Alexandre Kieling citou o caso da ex-estudante da Uniban Geisy Arruda, hostilizada após usar vestido curto na universidade. O vídeo foi feito por um estudante e publicado no Youtube foi suficiente para ganhar repercussão internacional.

Presença – Alexandre Kieling demonstrou um dado interessante de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A televisão é o segundo utensílio doméstico em popularidade no Brasil, o primeiro entre os meios os comunicação. De acordo com o IBGE, 94% dos lares brasileiros possuem pelo menos um televisor, ficando atrás apenas do fogão. Kieling até brincou dizendo que “o brasileiro deixa de comprar geladeira para comprar televisão”, provocando muitas gargalhadas na plateia.

Por Leonardo Coelho – OPN/UCB

Algumas curiosidades sobre a televisão digital interativa

  • A televisão digital chegou ao Brasil em 2007, mas os esforços começaram em 1994. Em 2003 o presidente Lula assinou um decreto que criava o Sistema de Televisão Digital terrestre e um comitê de desenvolvimento. Tudo indica que, a partir de 2011, todas as emissoras que transmitem o sinal digital já terão alguma espécie de interação em suas programações e calcula-se que até 2016, todos os canais possuirão sinais digitais.
  • A TV Digital Interativa no Brasil foi uma iniciativa do então Ministro da Educação Cristovam Buarque, em 2003, através da TV Escola.
  • O sistema brasileiro de TV digital foi desenvolvido com base no sistema japonês e é considerado um dos melhores e mais eficientes do mundo.
  • A TV Digital transforma cada minúsculo elemento da cena e do som em um número binário formado somente por zeros (0) e uns (1); é a mesma linguagem tecnológica dos computadores.
  • Para ter acesso a TV Digital, é necessário um equipamento de recepção. Seja ele um set top Box, semelhante aos receptores de TV a cabo ou um aparelho televisor mais moderno que já vem com essa ferramenta integrada.           
  • A antena utilizada para captar canais digitais é a já conhecida antena UHF.     
  • A recepção da programação é aberta, livre e gratuita, podendo ser acessada de qualquer meio que tenha um receptor de TV Digital, como TV’s portáteis, celulares, computadores e etc. Caso queira conectar o seu conversor a uma linha telefônica, para utilização dos serviços interativos oferecidos pelas emissoras por meio de internet, esta poderá cobrar a conexão.
  • As imagens são em alta definição e com proporção de cinema. O som tem cinco canais e qualidade de CD, o que possibilita a utilização de equipamentos de Home Theater.
  • É possível ver informações complementares, como ficha de atores, informações sobre produtos exibidos em comercias, uma notícia, votar em enquetes em tempo real ou até mesmo comprar um brinco semelhante ao da personagem da novela.

Por Estela Monteiro – OPN/UCB

Comunicadores ainda estão despreparados para produzir programação da TVD

O professor Alan César Belo Angeluci, da Unesp de Bauru (SP), foi o convidado do segundo dia da Semana da TV Digital Interativa. Com o tema Multiprogramação na TVD Interativa, o palestrante falou dos novos conteúdos de programação, alertando os estudantes sobre a necessidade dos profissionais experimentarem a nova linguagem e deixarem de se prender ao mundo analógico. Interatividade é a palavra que melhor descreve a tecnologia da TVD. Mas, afinal, “qual é a idéia de interatividade?”; os “conteúdos interativos” são possíveis? Para começar a responder a essas perguntas, Alan Angeluci mostrou num slide uma imagem praticamente indecifrável para a maioria dos presentes: a Televisão Digital codificada em uma linguagem de programação (NCL). Ninguém podia entender e era exatamente essa a intenção do Alan: mostrar que é preciso haver diálogos entre os profissionais (tecnologias da informação, comunicação, etc.). A TVD trará “transdisciplinariedade” aos conteúdos digitais. Ou seja, o profissional da comunicação interagindo com profissional de TI; profissional de programação; etc, etc, etc. É preciso estabelecer diálogos entre as demais áreas profissionais e é preciso haver preparo “digital” para poder criar a programação da nova TV.

Multiprogramação 

Imagine a emissora Globo. Imaginou? Agora imagine a Globo mais a Globo 1, a Globo 2, a Globo 3, e assim sucessivamente. É essa a idéia. Os canais da TVD trarão em sua essência outros canais, ou seja, subcanais. Imagine quanta programação será necessária? Uau, é muita coisa. Ainda mais porque as programações desses canais contarão com a interação do telespectador que poderão escolher quais “dados” querem assistir. Por essa, e por outras, o profissional precisa se preparar, precisa interagir, precisa experimentar a nova tecnologia.

Evolução Televisiva

Antes, a TV era preto-e-branco, quase não tinha comando e necessitava de um bombril na antena para sintonizar melhor os programas. Recentemente, ganhou cores, controle remoto, games, saídas USB. Agora, ganha novas ferramentas de inclusão social através de um sistema mais tecnológico. Com a tecnologia digital, será possível verificar hospitais mais próximos a sua casa, marcar consultas, interagir com os produtores, tudo isso a um só clique, ou melhor, com alguns botões do controle remoto. É importante ressaltar, e o professor Alan Angeluci deixou isso bem claro, que a TVD não é computador. É televisão (digital) interativa. Televisão porque continuará na “caixa” quadrada, à vezes é possível encontrar em formatos mais modernos, como retangulares; digital porque comportará nova tecnologia de transmissão; interativa porque o telespectador poderá estabelecer uma relação com o produtor de TV, participando dos programas.

Conteúdos e audiência

Os canais e seus subcanais comportarão uma diversidade de programas, e esses, por sua vez, terão uma variedade de dados, textos, imagens, áudio… Tudo para que o público interaja com a TVD. Mas é preciso trabalhar para que a produção desses conteúdos seja organizada de forma a não estressar a audiência. Gramática, estética, nitidez das apresentações, formato, design da interface. É muita coisa a se pensar. Apesar de o processo de transição da TV analógica à TV digital ser gradual e lento, o profissional que se preparar mais cedo, terá mais chances no mercado. (Fonte: Laís Marinho/OPN. Foto: Juliana Campêlo)

Caixa mostra aplicativos para TV Digital na UCB

Uma Mostra de Conteúdos Interativos para TV Digital da Caixa Econômica Federal acontece entre os dias 11 a 14 de maio, na frente do bloco K, das 9h às 22h. O estande contém duas televisões com conversor digital. O público pode interagir, receber informações e conhecer as vantagens de um conteúdo digital.  A Caixa foi o primeiro banco que teve a iniciativa de usar a TV digital, que permite a interatividade com a programação.  O usuário tem acesso a programas que permitem  consultar o resultado da loteria, as ações de empréstimos, o FGTS, o CDC (Crédito Direto da Caixa), a internet e visualizar imagens. Para ter acesso, basta ter o conversor  (set top box), compatível com o aparelho. O conversor custa em média R$700.  Segundo Ricardo Barbosa, analista da empresa Casa Nova Comunicação, “o mais interessante é tirar o telespectador do papel passivo. Antes ele não podia alterar em nada o que estava vendo. A TV digital permite uma interatividade maior. Ele pode escolher o que quer ver e têm vários outros recursos para alterar a programação”.  Em Brasília, para captar um melhor sinal, ainda é necessário esperar a inauguração da torre de TV digital, que era previsto para o aniversário da capital. (Por Gabrielle Santelli e Maycon Fidalgo – OPN)

Cosette Castro: Interação fará diferença na TV Digital

Foto: Myrcia Hessen/Captura

Detentora de um Prêmio da Intercom, como liderança emergente na área de comunicação, por suas pesquisas sobre os meios digitais, a professora Cosette Castro abriu a Semana da TV Digital Interativa, nesta terça, 11/05, com palestra sobre a passagem do mundo analógico para o mundo digital, inicialmente programada para a sexta-feira. Para ela, produzir conteúdos digitais interativos para diferentes “plataformas” (expressão que denota de celulares a computadores, Tvs e rádios digitais, unidos pela internet) é um dos desafios da comunicação contemporânea.

Os conteúdos de áudio, vídeo, texto e dados – separadamente ou ao mesmo tempo – serão providos por comunicadores muito conscientes da importância de viabilizar o acesso de informações das mais simples, como o preço de um produto que desperte interesse numa cena de novela, até o andamento de um processo na justiça.

Cosette enfatizou a idéia de que estamos num mundo em transição, vivendo a passagem de uma realidade comunicativa para outra.  “No futuro, vocês olharão para trás e pensarão no momento que vivemos de forma especial”, disse a palestrante.

Interatividade – Entusiasta de “tudo o que vem da TV” – de séries , filmes de ação a novelas – Cosette mostrou que a televisão digital não é só uma “televisão com melhor imagem”, mas algo que tem um potencial interativo muito grande, possibilitado por um software desenvolvido no Brasil, chamado Ginga.

Ela alertou para a necessidade deo consumidor lembrar de perguntar aos vendedores de televisores digitais se o aparelho ou o conversor vendidos tem ou não o Ginga.  O Ginga é um middleware que permite explorar a interatividade. 

A televisão digital, criada há dois anos, está hoje presente em apenas 27 cidades brasileiras, mas tem potencial para atingir cerca de 70 milhões de usuários.

Linguagem própria – Ao traçar um paralelo entre a história da TV analógica e as perspectivas  da TV digital, ela lembrou que a primeira levou 10 anos até começar a encontrar uma linguagem própria e mais tempo ainda para formar pessoal técnico nacional.

Durante os debates, o coordenador do mestrado,  prof. João José Curvello, salientou que na história recente do desenvolvimento da internet, uma primeira etapa foi dominada pelos profissionais de TI (tecnologia da informação), uma segunda, pelos designers, e só depois houve presença maior do pessoal de comunicação. O professor Paulo Marcelo Moreira Lopes chamou a atenção de a universidade se envolver na produção de conteúdo alternativo para a TV pública. (Fonte: OPN – Oficina de Produção de Notícias da UCB)

Especialistas discutem TV digital na UCB

 

Na próxima semana, de  11 a 14 de maio, acontecerá a I Semana da TV Digital Interativa da UCB, promovida pelo Mestrado em Comunicação e o Curso de Comunicação Social, sob a coordenação da prof. Cosette Castro. As palestras ocorrerão na parte da manhã, de 9h30 às 12h30. A participação só ocorrerá por meio de inscrição prévia, na direção do curso, sala K 204.  As vagas são limitadas. Os participantes poderão escolher quais dias participar, mas será necessária a freqüência mínima de 75% no evento para obter o certificado. Além das palestras com ilustres convidados, ocorrerá a mostra de Conteúdos Interativos para TVDi, feito pela Caixa Econômica Federal, na recepção do bloco K, durante os dias do evento.  Na terça-feira, 11, o tema será a produção de conteúdos digitais interativos, com o Palestrante Salustiano Fagundes (HXD). Na quarta-feira, 12, será a vez da  Multiprogramação na TVD Interativa, com   Alan Angeluci, da UNESP. Na quinta-feira, 13, será a abordada a  televisão digital e ficção televisiva, com Alexandre Kieling, da Universidade Mackenzie (SP). Na sexta, 14, o tema será a Televisão Digital e os Novos Negócios, com Cosette Castro e representante da CEF. Informações: 3356-9237.

Você sabe o que é multiprogramação?

Multiprogramação é um novo recurso que irá revolucionar a programação das emissoras de televisão, a partir da implantação da TV Digital. Este recurso proporcionará que uma emissora ofereça ao cliente duas programações no mesmo canal (em alta definição) ou uma programação em alta definição e outras duas em definição standard (tradicional). A TV Cultura de São Paulo aguarda a liberação do Ministério das Comunicações para operar a multiprogramação em caráter científico-experimental. A grande dúvida das emissoras é como oferecer a multiprogramação sem diluir seu target ou reduzir seu faturamento. O temor do mercado é que o inovador recurso aumente os custos de veiculação para os anunciantes. É aguardar para conferirmos.

TV digital gera oportunidades para publicitários e jornalistas

A implantação da Tv digital no país já é uma realidade e os profissionais de comunicação devem aproveitar esta oportunidade para pesquisar novas formas de se relacionar com o público dentro dos novos recursos de interatividade e multiprogramação que a tecnologia disponibiliza. Este foi o recado dado pelo Assessor da Presidência da Republica, André Barbosa Filho, em palestra ministrada na sexta-feira, na Universidade Católica de Brasília. Concordo com André. Todo declínio de tecnologia implica no surgimento de uma nova, a qual sempre irá requerer profissionais qualificados para utilizar todo seu potencial. O Governo Federal incentivará a pesquisa das universidades públicas e privadas sobre televisão digital e os estudantes e profissionais de comunicação não devem perder este bom momento que permeia nossa área. Se não aproveitarmos, acabaremos abrindo oportunidades para profissionais de Tecnologia da Informação e engenheiros.