A gafe tecnológica de Galvão Bueno

A equipe brasiliense Amir Nasr estreou nas pistas de competição em 1980. Inicialmente, a equipe foi formada apenas para cuidar da carreira do competidor. Mas acabou revelando pilotos como Ricardo Sperafico, Vitor Meira, Hélio Castroneves e outros. Hoje a equipe se chama Amir Nasr Racing. Um fato interessante narrado com bom humor pelo próprio Amir, em palestra que assisti recentemente, revela o profissionalismo da equipe em suas parcerias com grandes indústrias nacionais. Em uma determinada corrida da categoria Stock Car, começou a chover e o piloto da equipe, Hoover Orsi, não acionou o limpador de pára-brisa, enquanto os demais utilizavam o dispositivo. O narrador da corrida, Galvão Bueno, notou o fato e disse que o piloto estava dirigindo perigosamente. Orsi continuou a correr normalmente. Na narração, Galvão Bueno passou a chamá-lo de irresponsável e insistiu no fato por algumas voltas. Minutos depois, Reginaldo Leme, após investigar com a equipe, alertou Galvão para o fato de que o piloto não agia por imperícia, mas sim, por utilizar no vidro do veículo um líquido impermeabilizante fornecido por um de seus patrocinadores. O produto utilizado no vidro dispensava o acionamento do limpador de pára-brisa por fazer com que as gotas da chuva escorressem facilmente para a parte inferior do vidro. Só então o locutor entendeu o que se passava. A quem se interessar, o produto é produzido pela 3M e oferecido por algumas empresas de lanternagem.

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