Reflexão para o fim de semana

O cliente não quer o preço mais baixo, mas, sim, o melhor que puder comprar com o dinheiro que dispõe.

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Chegou a onda Kawaii

Emoticons na web, mascotes em equipes esportivas e empresas, velhinhos e bichinhos adoráveis na tela do cinema, Obama posando em momento de ternura com suas graciosas filhas, carros desenhados como se fossem brinquedos. É a onda kawaii (fofinho) que começou no japão e chega a diversos mercados, entre eles o Brasil. A tendência começou no Japão após a 2ª Guerra Mundial (até governos regionais de lá têm mascotes bonitinhos). Acredita-se que a febre por fofura tenha sido impulsionada pela crise econômica, já que o mesmo ocorreu no Japão arrasado pela guerra. No embalo desta onda, as montadoras de automóvel estão lançando carros graciosos como o Smart (foto), bem como outras empresas de diversos setores que adotaram esta diretriz em seus negócios. Afinal, adotar um mascote simpático ou conceber um produto que encantará esteticamente o público pode dar muitos lucros. O momento é de ternura, não acha?

Tendências para 2010, segundo a Trendwatching

Trendwatching.com é o side de uma das principais empresas de tendências do mundo. Recentemente, a agência divulgar suas  “10 tendências do consumidor para 2010”.  

Em síntese, as tendências são:

1. Negócios sustentáveis – Pela primeira vez há um sentimento de sustentabilidade nos negócios. Para prosperar, as empresas serão mais transparentes com a sociedade. 2. Orgulho urbano – Calcula-se que até 2050, 6,4 bilhões de pessoas viverão emcidades. Haverá um maior número de consumidores exigentes, antenados e dispostos a experimentar. Graças à internet, os mais cosmopolitas serão líderes de opinião. 3. Críticas em tempo real: as pessoas se acostumaram a compartilhar o que compram, ouvem, veem e fazem. Por isso, surgirão novos mecanismos para tornar essa troca ainda mais rápida. 4. O que é luxo? O significado de luxo torna-se ainda mais elástico. Ele é tudo aquilo que você quer que ele seja. 5. A massa se mistura – Mais pessoas estarão online em 2010. Parte delas se encontrará no mundo offline. Isso graças às crescentes redes sociais e à comunicação móvel. 6. É fácil ser “eco” – O ecologicamente correto continua em voga. Empresas, governos e sociedade cada vez mais farão sua parte. 7. Rastreando e alertando – Rastrear e alertar é o novo “pesquisar”. Um exemplo disso já acontece em São Paulo, onde motoristas se informam sobre o trânsito via Twitter. 8. A nova caridade – A onda de generosidade colaborativa faz nascer iniciativas em que empresas e consumidores unem-se em campanhas de doação. 9. Pesquisando perfis – Nesse caso, não estamos falando de empresas e profissionais de marketing que lucram a partir das informações desses perfis, mas sim de serviços que possam proteger esses usuários, além de oferecer conforto e soluções. 10. Maturalism – O conceito une as palavras”maduro” e “materialismo” e diz respeito a consumidores que querem ser desafiados e estão mais abertos a experimentar.

O que é neuromarketing?

the concept of education of children.the generation of knowledge

Neuromarketing é uma área nova do marketing que estuda a essência do comportamento do consumidor. É a união do marketing com a ciência e considerado uma chave para o entendimento da lógica de consumo, que visa entender os desejos, impulsos e motivações das pessoas.

Pesquisadores utilizam tecnologias de Imagem por Ressonância Magnética funcional (IRMf) para medir a quantidade de sangue oxigenado no cérebro visando identificar com precisão as variações das suas atividades. Portanto quanto mais uma determinada região do cérebro estiver trabalhando, maior será o consumo de combustível (principalmente oxigênio e glicose) e fluxo de sangue oxigenado para aquela região.

O termo “Neuromarketing” foi cunhado por Ale Smidts, um professor de Marketing na Erasmus University em Roterdã, Holanda. Porém foi Gerald Zaltman, médico e pesquisador da universidade norte-americana de Harvard, que teve a idéia de usar aparelhos de ressonância magnética para fins de Marketing, e não estudos médicos. Posteriormente com a divulgação de uma pesquisa científica no jornal acadêmico Neuron, da Baylor College of Medicine, em Houston, Texas, um estudo que consistia na experimentação dos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola, ganhou repercussão.

Dentre várias hipóteses, hoje os analistas de marketing esperam usar o neuromarketing para melhorar as métricas de preferência do consumidor, pois como vemos a simples resposta verbal dada à pergunta: “Você gostou deste produto?” pode nem sempre ser verdadeira devido a um viés cognitivo. Este conhecimento vai ajudar a criar produtos de marketing e serviços concebidos de forma mais eficaz e campanhas de comunicação, mais centradas nas respostas do cérebro.

O neuromarketing irá dizer às empresas como o consumidor reage, em relação à cor da embalagem, ao som da caixa quando abaladas, ao cheiro de determinados produtos entre tantas outras questões. Um dos primeiros livros que abordou o assunto foi o “Neuromarketing – O Genoma do Marketing, O Genoma das Vendas, O Genoma do Pensamento”, publicado em 2007 pelo escritor brasileiro Alex Born. Mais recentemente a obra “A Lógica do Consumo – Verdades e Mentiras sobre por que Compramos”, publicado em 2009, versão brasileira do livro “Buyology” de Martin Lindstrom, auto intitula-se como a maior pesquisa sobre Neuromarketing já realizada até o momento.

(fonte: Wikipédia)

Você faz parte da geração Y?

Do pós-guerra até os anos 60, o mundo vivenciou a geração dos baby-boomers, ou “filhos da guerra”. Depois, vieram os X, nascidos entre o final dos anos 60 e o início dos 80, grupo no qual me incluo. Foi um período de profundos choques econômicos e culturais. Atualmente, estamos na geração Z, nascida nos anos 90 e 2000 e que vivencia o mundo digital. Mas e a geração Y, quem são eles? Há um consenso de que a geração Y é aquela dos jovens nascidos entre 1980 e 1994, que começam a dar os primeiros passos na vida profissional ou se preparam para iniciar a carreira. É uma geração que busca reconhecimento, porém são impacientes. Além disso, são questionadores exagerados e individualistas, o que pode parecer autoconfiança ou arrogância. É uma geração que se acha dona de seu próprio sucesso, o que é bom mas pode também desaguar em depressão. Enfim, uma geração que precisa ser melhor compreendida. Você faz parte da geração Y?

A classe média apertada

Ao mudar-me de um apartamento de 160 m2 para outro de 70 m2, senti o drama de ter que me adaptar a um espaço menor em função de um planejamento mais consciente para o futuro. Afinal, eu saía do custo de um aluguel mensal para a prestação de um apartamento próprio, um investimento que se justificará no futuro. De fato, não é fácil esta adaptação. Nesta semana, uma das matérias da revista Época é precisamente de pessoas que vivenciam a mesma situação que a de minha família. Segundo a reportagem, a classe média está se reinventando para ajustar sua realidade as seus planos financeiros. Veja a reportagem, pois ela é muito interessante.

Cultura do Grátis está matando a indústria pornográfica

Recentemente, uma reportagem do Los Angeles Times trouxe a reclamação de um produtor de filmes eróticos sobre a influência da Cultura do Grátis no volume de títulos lançados no mercado. A Cultura do Grátis é o nome que o autor Chris Anderson utiliza para designar o paradigma da nova geração que nasceu consumindo produtos gratuitamente, como os conteúdos de Internet, por exemplo. Segundo Dion Jurasso, proprietário da empresa Combat Zone, o número de títulos que as produtoras de filmes eróticos vem lançando é 30 a 50% menor que no ano passado. Seus negócios, em particular, reduziram 50% nos últimos 3 anos. Ele aponta como principal fator a pirataria on-line, que disponibiliza filmes integrais em sites pornôs semelhantes ao Youtube. Cinco entre os 100 principais portais acessados nos EUA são de conteúdo erótico, segundo o instituo Alexa.com. Além disso, as produções dos estúdios vem concorrendo também com produções amadoras dos próprios usuários da Internet. Para sobreviver, a indústria pornográfica terá que se reinventar, se é que isto é possível. O  impacto econômico desta tendência pode ser devastador para este segmento, a exemplo do que já vem ocorrendo com a indústria da música. Parafraseando Chris Anderson, a nova geração quer produtos grátis e a indústria terá que se adaptar a isto, sob pena de ver os jovens buscando caminhos alternativos para obter o que desejam.

Cai consumo de chupeta no País

 
Felizmente, nem tudo é consumo no mundo infantil. Um levantamento do Ministério da Saúde demonstra que, entre 1999 e 2008, houve redução considerável do uso de chupeta em crianças menores de 12 meses. No ano de 1999, 57,7% dos bebês com idade inferior a 12 meses usavam chupeta no país. No ano passado, esse percentual caiu para 42,6%, uma variação de 15,1%. O estudo levou em consideração as 27 capitais e outros 239 municípios, com informações de aproximadamente 118 mil crianças. A queda no uso de chupetas foi percebida em todas as regiões. Maceió foi a capital que apresentou a maior redução (20 pontos percentuais). Na região Norte, apenas 25,5% das crianças menores de 12 meses usam chupeta. A região Sul possui o maior índice, com 50,6%. Os dados compõem a II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e DF (PPAM), divulgada durante a Semana Mundial de Amamentação. O Ministério da Saúde não recomenda o uso de chupeta, nem de mamadeira, porque isso interfere na duração do aleitamento materno, segundo Elsa Giugliani, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. A Região Norte, onde mais se amamenta no Brasil (média de 434,81 dias), apresenta menor prevalência do uso de chupeta e mamadeira. A pesquisa também analisou, pela primeira vez, o uso de mamadeiras entre crianças menores de 12 meses, verificado em 58,4% do total. O uso foi mais comum na região Sudeste (63,8%) e menos frequente na região Norte (50,0%). Os dentinhos da gurizada agradecem! (Com informações do UOL Ciência e Saúde)

Porque as mulheres gostam tanto de comprar?

compras

Na pré-história, cabia ao homem a tarefa inglória de ir à caça, buscar carboidratos para alimentar sua família. À mulher, cabia a missão de cuidar do lar, ou melhor, da caverna. Sua rotina era limpar o ambiente, cuidar dos filhos, preparar a comida.

Por sua iniciativa, a mulher também gostava de sair da caverna e buscar, na natureza, objetos, vegetais e frutas que pudessem ampliar a dieta da família. Uma frutinha aqui, uma lenha ali, a mulher era a grande colhedora da natureza.

O tempo passou, mas este hábito ficou na gene feminina.

Hoje, o hábito de consumir representa uma evolução daquela mulher colhedora da pré-história. Não podendo simplesmente colher, a mulher de hoje compra, e adora comprar! Portanto, caras leitoras, não se sintam culpadas por gostarem tanto de um shopping. Isto é genético!

Por que as louras despertam a atenção dos homens?

loira

Outro dia estive a discutir com um professor amigo meu por que os homens tem a atenção despertada por mulheres louras. Segundo ele, seria pela tradição antiga da indústria pornô sueca, que disseminou o biotipo da mulher loura como símbolo sexual. Na minha interpretação, acredito que a explicação seja menos sexual e mais simbólica.

Na verdade, a cor do cabelo da mulher loura remete ao simbolismo do ouro, metal reconhecido como o mais precioso. Simbolicamente, o cabelo loura simbolizaria uma mulher mais valiosa que as outras, razão pela qual os homens as prefeririam. O fato é que a maioria das mulheres, inevitavelmente, acaba experimentando a coloração dourada.

Minha versão não é plausível?

Até que ponto é bom vender muito?

Nesta semana, fiquei 3 dias sem conexão com minha operadora de celular. Segundo o call center da Oi, que se diz “Simples assim”, o problema era o congestionamento na central telefônica, e a previsão era de que em 24 horas o problema seria sanado. Não foi simples assim! O celular de minha filha também registrou o mesmo problema. Ambos foram transferidos de outra operadora utilizando a portabilidade. Ontem fui à loja da empresa e descobri que era problema de configuração de rede e que outros usuários tinham o mesmo problema. O fato é que nos últimos meses a operadora vendeu muitos chips e agora está sentindo os efeitos da sobrecarga em sua central telefônica. Até que ponto é bom vender muito? No caso da operadora, o excesso de clientes utilizando os bônus em créditos de ligações está provocando insatisfação dos próprios usuários. Vender muito é bom, mas melhor é vender bem, ou seja, cumprir as promessas de qualidade que estão por trás dos anúncios. Bom fim de semana a todos!

Mercado de motos cresce e transtornos no trânsito também

Um dos mercados que mais cresce com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro é o de motos. Depois da Dafra, lançada com campanha da Loducca no início do ano, mais uma marca entrará no segmento, que avançou 30% no primeiro semestre. Trata-se da Birelli, comercializada no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santos e Bahia. A agência carioca Groove atenderá a indústria. A venda de motos expandiu-se e chegou também aos supermercados. Na rede Carrefour é possível comprar motos de origem chinesa a R$ 4.000,00 pelo cartão da loja. Apesar de democratizar o acesso da população a um veículo de locomoção, apenas interpreto como uma miniaturização do individualismo automobilístico do brasileiro, o qual prefere andar sozinho em um veículo do que transportar várias pessoas e aproveitar o momento socializante de uma viagem compartilhada. Com o aumento das motos nas ruas, ampliam-se os acidentes envolvendo motociclistas, sejam motoboys ou condutores comuns. Creio que dar carona em um veículo é mais ecologicamente correto do que comprar uma moto. Transporta-se mais gente com menos agressão ao meio ambiente, menos riscos de acidentes e menos carros nas ruas. A indústria agradece, a ecologia e o trânsito não.

A juventude e o direito autoral

No dia 27 de julho, o jornal Folha de São Paulo publicou O Jovem Brasileiro, um dossiê de 20 páginas sobre os 35,3 milhões de brasileiros na faixa etária entre 16 e 25 anos, ou seja, 19% da população. A pesquisa foi realizada em 168 cidades com 1.541 jovens das classes A a E. O relatório aponta que 74% dos jovens acessam a internet, sendo que 26% a utilizam como fonte primária de informação. 81% estão no orkut e outros sites de relacionamento. 76% utilizam mensagens instantâneas tipo MSN, 61% fazem downloads de música, 23% de ilmes, 58% assistem a vídeos, 43% freqüentam salas de bate-papo, 32% lêem blos. Segundo Chris Anderson, em sua obra The Long Tail e agora pela teoria do Free (grátis), “uma geração que cresceu com a web, livre e grátis, está chegando à idade adulta, e eles vão encontrar maneiras totalmente novas de lidar com o mundo. Eles exigem as coisas grátis e vão ter”. E o direito autoral, como fica nesta história? Parece que a nova geração não está preocupada com isto. Uma geração que ganha míseros R$ 800,00 por mês. Uma geração cuja renda familiar não passa de R$ 1.900,00, insuficientes para garantir saúde, educação, vestuário e moradia, só pra ficarmos nos itens básicos. As empresas terão que aprender a lidar com isso, seja baixando seus preços  – como estão fazendo as gravadoras e empresas de alimentação -, seja utilizando ações promocionais cada vez mais criativas e de valor agregado. O direito autoral, ainda vigente, terá que ser flexível, para proporcionar a um autor disseminar sua obra ao máximo sem deixar de receber por isso. E você, o que acha?

Wikinomics: para entender e praticar a produção colaborativa

Surge uma boa obra abordando a produção colaborativa. É Wikinomics – Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o Seu Negócio, de Don Tapiscott e Anthony D. Williams. A obra discute como a lógica de produção colaborativa de conteúdos está impactando a economia. Relata, também, as principais ferramentas de colaboração online, como MySpace, Flickr, YouTube etc. e apresenta alguns cases de sucesso, como o da IBM, que investiu na comunidade Linux e está colhendo bons resultados. Preço nas lojas: R$ 50,00.