Lembranças do fundo do baú

Hoje tirei do baú esta foto com duas pessoas maravilhosas que conheci, apaixonadas pela fotografia, pela pesquisa e pela missão de ensinar.

Um deles é André Luiz Carvalho, amigo que fiz durante o tempo em que fui professor na Universidade Católica de Brasília. Neste período, chegamos a levar 68 alunos para uma excursão à agências e fornecedores da cidade de São Paulo. André é professor de fotografia e foi diretor do curso de Comunicação Social da UCB. Hoje mora em Mariana e leciona na Universidade de Ouro Preto.

A outra figura ilustre é Bernardete Brasiliense, com quem tive a oportunidade de conviver na faculdade Facitec e, posteriormente, na própria UCB. Sempre bem-humorada, Berna, como a chamávamos, era muito querida pelos alunos e colegas.

A fotografia abaixo foi tirada em uma reunião que fizemos na casa de Bernadete, com muito churrasco, música e amizade.

Bons tempos!

Esquadrilha francesa homenageia Asterix

Quando eu era criança, uma de minhas leituras preferidas era a revista do Asterix, personagem do desenhista francês Uderzo. Acompanhado de seu amigo Obelix, Asterix sempre conseguia liquidar com os soldados inimigos tomando uma poção mágica. O traço sofisticado de Uderzo e a criatividade das histórias me encantavam e, sem dúvida, encantaram muitas gerações de fãs dos quadrinhos.

Recentemente, para homenagear os 50 anos do personagem, a esquadrilha da fumaça da França resolveu surpreender o autor, ainda vivo, com uma apresentação exclusiva.

O resultado você confere no vídeo a seguir. Que tal?

Como você tem escalado “seu Everest”?

Há 3 anos venho imergindo no pop rock francês e descoberto muitos artistas bons de letra e bons de música.

Um deles é o rapper Soprano, que neste ano lançou o single “Mon Everest”, tendo como convidada a cantora a Marina Kaye.

A canção fala da luta de Soprano para vencer na vida, com passagens como

“Tudo é possível quando você sabe quem você é.
Tudo é possível quando assume quem você é.
Agora olhe para mim e contemple meu sacrifício no topo do meu Everest”.

A música vale pelo talento da letra de Soprano e a bela voz de Marina Kaye no refrão:

“Eu fiz minha escalada na vida, escondendo, e lutando pelo que que quero.
Eu não tinha ninguém ao meu lado, apenas o meu pão, a minha fome e minhas lágrimas.
Eu sei, eu sei, eu sei
Eu sei, eu sei, eu tenho que lutar, lutar
Lutar, lutar por quem eu sou
E eu vou.”

Aprecie e diga o que você achou da música e do clipe.

Blog do Elias completa 10 anos

Neste mês completo 10 anos do Blog do Elias, o qual iniciei no WordPress com o incentivo de duas colegas professoras da UCB: Liliana Ribeiro e Rosana Pavarino (valeu a força, meninas!).
Para marcar este momento, gostaria de compartilhar o agradecimento que recebi do leitor Diogo Xavier sobre um texto intitulado “Vale a pena fazer um curso de coaching?” (hoje campeão nos trend topics do Google).

“Obrigado, Elias! Estava a desembolsar R$ 6.900,00 e após suas orientações refleti melhor. Principalmente em questão de assimilar todo o conteúdo programático em 4 Dias. Não que seja impossível, mas pra quem esta navegando pela primeira vez, talvez fique a sensação de “Será que aprendi tudo?”. Vou optar a cursar com profissionais que montaram metodologias para iniciantes e com um tempo mais apropriado no método on-line, e ao obter mais confiança e entendimento, invisto em algo mais aplicado, e até quem sabe, uma MBA na FGV ou outras maiores. Deus o abençoe, salvou um investimento que faria muita falta e talvez com pouco resultado”.

Fico feliz em ter ajudado, Diogo. Espero ter ajudado muitas pessoas, a julgar pelos números do blog: 1.333 posts, 458 comentários, 285.000 visualizações.

Tenho me ausentado um pouco do blog, uma vez que o Facebook tem sido mais dinâmico na comunicação com amigos e leitores. Entretanto, prometo voltar a postar mais frequentemente neste espaço que acredito ser mais permanente, graças à solidez desta plataforma superlegal que é o WordPress.

Pat Metheny, muito prazer musical!

Você já ouviu trechos de suas músicas em comerciais ou em reportagens de TV.

Seu nome é Patrick Bruce Metheny, músico natural de Lee’s Summit, Estado do Missouri, Estados Unidos, nascido em 1954 e que aos 8 anos se iniciava ao trompete, trocando-o pela guitarra aos 12.  Sou fã confesso deste guitarrista de jazz-fusion desde meus 15 anos.

O que tenho de idade Metheny tem de carreira. O músico possui um estilo próprio de executar seu instrumento, do qual tira improvisos com virtuose e melodia. É impossível não gostar de suas músicas, pois seus acordes soam familiares e agradáveis aos ouvidos até de quem não aprecia jazz.

Idolatrado por músicos de jazz e rock, o guitarrista e violonista já gravou dezenas de álbuns tanto em versão solo quanto com sua banda, o Pat Metheny Group, onde, ao lado do tecladista Lyle Mays, provocam uma miríade de timbres que nos deixa em dúvida se determinado som é de guitarra, de teclado ou de trompete.

No vídeo abaixo, o músico interpreta “And I Love Her”, dos Beatles, com seu estilo inconfundível.

Ouça o som de Pat Metheny e aprecie sem moderação!.

 

Já pensou em ser perito de marketing?

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Em 2001, ano em que comecei como professor na Universidade Católica de Brasília, pude entrar em contato com profissionais ímpares no mercado. Um deles é Rossana Pavanelli, diretora da Hoje/EMP Consultoria, empresa dedicada a pesquisa, consultoria e avaliação.

Na época, Rossana já comandava a empresa e dedicava-se, também, à atividade docente em instituições de graduação e pós-graduação do DF. Porém, o que mais me chamou a atenção foi ela me contar que era perita de marketing. Rossana colocava seu conhecimento à disposição da justiça sempre que seus pareceres eram solicitados para dirimir dúvidas em um pendência envolvendo empresa e profissionais de marketing. Esta atividade exige um bom relacionamento com pessoas do judiciário para que se entre no seleto grupo de peritos.

Restrito ou não, o certo é que este é um caminho para profissionais de marketing desempenharem seu trabalho com o que tem de melhor: seu conhecimento. Para se ter uma idéia, dependendo da complexidade da pendência, um parecer de um perito de marketing pode custar até R$ 200 mil.

E aí, que tal ser um perito de marketing?

Linda Huber e seus desenhos a lápis

Utilizando apenas um lápis, ela desenha maravilhas.

Ela é Linda Huber, estadunidense do Brooklin (NY), 51 anos. Linda revela que gasta de 20 a 80 horas para realizar cada trabalho, a partir de fotografias. Tanto tempo dedicado a uma obra só poderia produzir um trabalho de muita precisão. Suas obras são utilizadas em publicidade, livros e websites.

“Eu não desenho o que vejo, mas o que conheço!”, revela Linda.

A qualidade das obras tem a ver com o nome da designer, não?

Tio Tito e a Internet

O ano era 1984.

Então com 18 anos e trabalhando na empresa de serviços gráficos do meu irmão Teodoro, estava feliz com o desempenho de uma nova função: operador de composer IBM. Para quem não sabe, este era o nome da então função de datilógrafo de máquina de escrever eletrônica. Como o teclado era muito suave, conseguia “sapecar” 480 toques por minuto, pouco se comparado aos 900 tpm de Teodoro. O resultado da digitação eram tiras e tiras com textos blocados, alinhados à esquerda ou à direita. Na época não existia computador pessoal nem editor de textos. A digitação era direta. Utilizando esferas com fontes diversas, imprimíamos nestas tiras os textos que seriam utilizados em artes-finais. Era um trabalho até bem remunerado, considerando-se seu aspecto mecânico.

Pois bem, naquele ano estava de férias em Abadia dos Dourados, cidade mineira com cerca de 5.000 habitantes, visitando meu tio Indalécio, carinhosamente chamado de tio Tito, na casa de seus 60 anos. Em sua simplicidade, ele sempre me oferecia amendoim, pois sabia que eu gostava. Sujeito amável, tranqüilo e brincalhão, tio Tito, certo dia, ao saber de minha nova profissão, pediu-me que lhe escrevesse uma carta, não manuscrita, mas sim digitada na Composer IBM. Fiquei animado com o pedido e lhe prometi que faria tão logo chegasse em Brasília.

O tempo passou e não enviei a carta para ele. Um ano depois, recebi a notícia de seu falecimento. Bateu-me o remorso e lamentei não ter lhe enviado a carta. Tio Tito sequer sabia como era a máquina, mas achava moderna e legal a minha profissão. Hoje, certamente ele teria me pedido um simples e-mail, para enviar ao seu vizinho ou mesmo o computador de seu filho, quem sabe.

Assim como ele, muitas pessoas queridas se foram antes que existisse o computador pessoal, ou mesmo a Internet. Penso que talvez teria me comunicado melhor e com mais freqüência com estas pessoas. Mas a verdade é que procurei conviver ao máximo com umas e menos com outras. É preciso saber conviver e não deixar para depois o que prometemos para quem a gente gosta. A lição é dura, mas nunca é tarde para corrigir o rumo.

Por que youtubers fazem sucesso?

Se você já se fez esta pergunta, talvez o youtuber Cauê Moura tenha a resposta.

5 anos e 100 milhões de acessos depois, o apresentador reflete, com seu estilo bem-humorado, sobre seu sucesso e também o de outros profissionais que vivem de suas produções na principal rede social de vídeos da atualidade.

Para simplificar, podemos afirmar que os youtubers fazem sucesso por que seu público, formado a maioria por crianças e adolescentes, se identifica plenamente com eles, adotando-os como uma das rotinas de suas vidas. Para eles, assistir um vídeo de Cauê Moura, Julio Cocielo ou Kefera representa sintonizar com alguém que retrata o seu mundo e que assume o papel de companheiro, com seu conteúdo e com sua personalidade.

Estamos em um novo momento na comunicação e vale a pena compreendê-lo.

O que é juvenóia?

O canal VSauce produziu um vídeo muito legal abordando a “Juvenóia”, ou o medo exacerbado que os adultos possuem das novidades que “influenciam” a vida dos jovens.

Sabe quando você acha que os jovens não sabem de nada e que sua geração é que soube viver e que sabe de tudo? Pois é a razão disto ocorrer que Michael Steven nos apresenta neste vídeo de média duração: nenhuma geração é melhor que outra.

Recomendo!

D’alessandro, liderança e o ambiente corporativo

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Sempre dou uma pausa neste blog para comentar conquistas coloradas, pois ninguém é de ferro e merece comemorar uma grande conquista de seu time. Mas hoje não tratarei apenas do futebol praticado pelo tetracampeão gaúcho Internacional. Falarei sobre liderança.

Estou me referindo a Andrés D’Alessandro, armador e cérebro do time, que possui características que podemos comparar como virtudes necessárias a qualquer líder empresarial.

Para começar, o argentino está no time há 6 anos e já colecionou muitas taças, graças à sua principal virtude: determinação. Ele é, de longe, o mais determinado dos jogadores colorados, com espírito combativo e buscando sempre o melhor resultado.

A segunda virtude é a lealdade. Por diversas vezes, o meia disse não a propostas de outros clubes, por acreditar no projeto de seu time. A aposta deu certo, pois ele foi campeão gaúcho por 4 ocasiões e ainda colocou em sua conta uma Libertadores da América e uma copa sulamericana, além de torneios menores.

A terceira qualidade do líder colorado é a liderança. Antes indisciplinado, ao receber a braçadeira de capitão da equipe D’Alessandro transformou-se e passou a ser exemplo de caráter nos treinamentos e nos jogos, onde não raro é visto apartando brigas, mas defendendo com energia seus companheiros perante os adversários.

Por fim, o craque colorado demonstra muito comprometimento com sua torcida, sempre se responsabilizando por resultados que esta deseja. Em uma analogia com o ambiente corporativo, isto pode ser comparado a orientação para o cliente, uma filosofia que deveria ser seguida por todas as empresas que desejam sucesso.

Andrés D’Alessandro, enfim, incorpora diversas características que fazem um líder ser admirado, respeitado e seguido. No caso do futebol, essas características levam um jogador a ser referência na história do clube, como o craque argentino já é.

A importância de Paulo Goulart para a publicidade

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O Brasil perdeu hoje mais um de seus grandes atores: Paulo Goulart. Casado há décadas com a atriz Nicete Bruno e patriarca de uma família de artistas, como Beth Goulart, Paulo desempenhava papéis de grande carga dramática em novelas e peças de teatro.

Acompanho o desempenho deste profissional desde criança e passei a admirar suas atuações, seu caráter, e, principalmente, sua voz metálica e segura. Cresci desejando virar publicitário inspirado por comerciais por ele protagonizados, os quais apresentavam um desempenho digno dos melhores profissionais da dramaturgia.

Goulart não era requisitado apenas por autores de teatro ou de televisão. Sua personalidade e sua voz eram disputados por agências de publicidade que desejavam transmitir credibilidade aos produtos que anunciava. Invariavelmente, Goulart entregava o que dele esperavam.

Um dos comerciais clássicos na  publicidade brasileira é um alusivo ao Dia dos Pais, patrocinado pelo Banco Itaú e criado pela agência DM9DDB. A peça foi mereciamente premiada em festivais nacionais de propaganda.

A publicidade brasileira só tem a agradecer a este ator cuja carreira atravessou diversas gerações, que hoje o reverenciam. Obrigado, Paulo Goulart!

Um dos comerciais clássicos

Adriano Silva reflete sobre a diferença entre jornalismo e publicidade

Ok, tá certo. Você acha que  já sabe a diferença entre jornalismo e publicidade. Provavelmente, é um aluno de Comunicação Social. Mas o fato é hoje li um texto interessante do Adriano Silva sobre estas duas áreas. O texto nos faz refletir sobre o foco de cada um e suas diferentes nuances. “O jornalismo é retrato, lida com a realidade. Na publicidade, a verdade varia na medida em que as intenções e as expectativas são distintas. A publicidade tem 30 segundos e não 30 minutos; ela tem 5 ou 6 linhas de texto e não 5 ou 6 mil caracteres para fazer o seu ponto”, afirma Adriano. Quer saber mais? Acesse a crônica e reflita 

Kristof Saelen esbanja talento com a Pixel Art

Você reconhece os artistas acima? A imagem é uma peça de Pixel Art de Kristof Saelen, um diretor de arte belga que recria personagens dos anos 80 e 90 em forma de personagens de games, a partir de softwares como Flash, Photoshop, Ilustrator e Safari.  Além de obras como esta, Saelen cria logomarcas e websites, pois atua também como arquiteto de informação. Vale a pena conferir o trabalho deste designer. Aproveite para verificar a criatividade e objetividade do artista em seu website.