Novo empreendimento da Technisa sacrificará qualidade de vida no Pistão Sul

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Na semana anterior, fui abordado no estacionamento dos professores da UCB por um corretor de imóveis da Lopes Royal oferecendo-me um apartamento no Taguá Life Center, novo empreendimento da Technisa em Taguatinga. Pra começar, não gostei do nome, mas vá lá! Procurei mais informações sobre o empreendimento e descobri que em frente à UCB serão construídos 1.200 apartamentos, além de 58 salas comerciais e um pequeno “shopping” com 64 lojas. Já imaginou: 1.200 apartamentos! Fazendo as contas, podemos concluir, por alto, que serão mais ou menos 3.000 pessoas circulando com seus veículos na região. O progresso deveria trazer mais qualidade de vida, não? Pois é, neste caso a ganância imobiliária provocará um transtorno sem precedente no próspero Pistão Sul de Taguatinga.

Os deuses da empregabilidade não me deixaram trabalhar na Encol

Encol

Em 1996 eu  já atuava no segmento de construção civil. Por sugestão de meu cunhado Aloisio, entreguei meu curriculum a ele, que encaminhou para o departamento de marketing da Encol, na época a principal empresa do segmento. Em 1990, havíamos trabalhado juntos na campanha de Francisco Soares a deputado distrital. Sua cortesia rendeu uma entrevista com Gina, Diretora de Marketing, que na época pretendia implantar uma divisão de marketing direto na Encol. O trabalho desenvolvido era, para mim, o estado da arte em marketing imobiliário. Fiquei entusiasmado com a proposta, mas Gina deixou claro que a contratação ainda dependia da implementação da nova divisão. Resumindo: a vaga era minha, mas teria que esperar. No problem. Alguns meses se passaram e nenhuma novidade surgiu relativa àquele emprego. Em novembro de 1997, a Encol entrou em processo de concordata. Em 1999, a empresa faliu, deixando 792 edifícios inacabados e milhares de pessoas sem o sonho da casa própria. Os deuses da empregabilidade que acreditava terem me abandonado, na verdade me protegiam.

Blog da Tecnisa: informações úteis sobre o universo imobiliário

Ambiente da empresa foi o primeiro blog corporativo brasileiro.

Ambiente da empresa foi o primeiro blog corporativo brasileiro.

Os blogs são ferramentas cada vez mais utilizadas pelas empresas para estreitar o relacionamento com seus clientes.  Um bom exemplo disso é o Blog da Tecnisa, uma das imobiliárias de maior sucesso em São Paulo. Com uma filosofia de marketing que busca fidelizar seus clientes, a Tecnisa disponibiliza, também um podcast, aplicativo i-phone e está presente em todas as redes sociais.  As informações do blog não se limitam ao mercado, mas também a temas do dia-a-dia do cliente, como supermercado, administração financeira e outros. Vale a pena conhecer este blog.

Empresas de material de construção esbanjam propaganda, mas carecem de marketing

Brasília é uma cidade com alta renda per capita. Aqui está o Governo Federal e uma legião de servidores públicos que representam a identidade da Capital Federal. O comércio busca atender este público de alto poder aquisitivo com produtos que atendem a todos os nichos de mercado. No caso da construção civil, porém, a busca pela satisfação do cliente parece estar distante. Acomodados com um público praticamente cativo, uma vez que é inviável comprar pela internet, por exemplo, os empresários do setor preocupam-se, apenas, em promover panfletagem nas ruas e no ponto-de-venda, sempre a partir de ofertas baseadas em preço. Neste contexto, empresas preocupadas com o cliente, como a Leroy Merlin, encontrma um terreno próspero para atuar. Atualmente, ministro aulas para uma turma gestão comercial composta, em sua maioria, de alunos de lojas de material de construção. Nas aulas de marketing tenho reforçado esta minha percepção. É verdade que as lojas de material de construção encontram-se com alguns processos aprimorados, como logística e estoque, mas ainda falta, na maioria dos players, um foco voltado a orientação para o cliente. Na reforma que tenho empreendido em meu apartamento, tenho percebido em cada ambiente onde entro esta realidade. Não é hora de mudá-la?

Melhores práticas em gestão de pessoas podem ampliar produtividade na construção civil

Ser um operário da construção civil é uma das poucas opções do mercado que não requer nível de instrução elevado. Conseqüentemente, a maioria os “peões” é composta por migrantes de outras cidades ou do campo que buscam um espaço no mercado de trabalho. Por executarem atividades que pouco requerem exercício mental, alguns acomodam-se, como ajudantes. Outros, porém, especializam-se, como azulejistas, em busca de salários maiores e atividades mais estimulantes. Muitos, invariavelmente, consomem bebidas alcoólicas constantemente para suportar a dureza do trabalho. A verdade é que falta uma política de recursos humanos para empreendedores da construção civil. Não serve a desculpa de que “peão é mesmo assim”. Acredito na força da motivação acompanhada de uma série de benefícios ao funcionário da construção civil como elemento ativador da produtividade no segmento. Enquanto não for tomada uma atitude proativa dos empreendedores, 30% do material adquirido para as obras continuarão a ser desperdiçados e grande continuará sendo a rotatividade e falta de compromisso dos funcionários.