Você sabe o que é astroturfing?

astroturfing

Astroturfing é o ato de camuflar (“mascarar”) os patrocinadores de uma mensagem ou organização (ex: política, publicitária, religiosa ou de relações públicas), visando fazer parecer que ela tenha surgido ou seja apoiada por membros de movimentos populares espontâneos da sociedade, estes também conhecidos em inglês por grassroots. É uma tática que visa dar credibilidade a declarações ou organizações sem, no entanto, fornecer informações a respeito da conexão financeira de sua fonte.

O termo astroturfing deriva-se de uma marca de grama sintética similar a um gramado natural.  É um neologismo com a expressão inglesa “grasroots”, que, em português, seria o equivalente a “raízes da grama” e que significa movimentos espontâneos de uma comunidade. A implicação por trás do uso do termo astroturfing é de que não existem movimentos grassroots “verdadeiros” ou “falsos”, mas sim de apoio “falso” ou “artificial”, ainda que alguns de seus praticantes defendam a sua prática.

Na Internet, praticantes de astroturfing usam software com o objetivo de disfarçar as suas reais identidades. Às vezes, uma única pessoa opera vários perfis que passam a impressão de que existe um amplo apoio em favor de suas agendas.

Alguns estudos sugerem que essa atividade é capaz de alterar a maneira de pensar do público e de criar dúvidas o suficiente para inibir ações.

Internet: terra de todos ou “terra de ninguém”?

Ao ser concebida, a internet apresentou-se como um espaço de compartilhamento de conteúdo e de socialização, mas há quem esteja se apropriando indevidamente de conteúdos de terceiros para obter fama, formação ou dinheiro. E quem produz o conteúdo, como fica neste contexto?

Pena que tantos enxerguem a web como uma “terra de ninguém” e desenvolvam negócios que em nada valorizam quem se dedica a criar os conteúdos. A base da economia criativa é o respeito à cadeia de valor. É preciso regular os direitos autorais e a remuneração das obras na internet!

Particularmente, creio que a solução passa por 3 medidas:

a) Gerar contrapartidas obrigatórias de empresas formais que se apropriam dos conteúdos (Facebook, Google e serviços de armazenamento e compartilhamento na nuvem, como OneDrive, Dropbox e Google Drive, entre outros), obrigando-os a criar uma forma de reconhecer e proteger o produtor original do conteúdo;

b) Estabelecer um marco jurídico para pessoas que se apropriam de conteúdos de terceiros, exigindo que peçam autorização dos autores e responsabilizando-as em caso de apropriação indébita; e

c) Estimular empreendedores a criar negócios que se proponham a exatamente monitorar o uso indevido da produção de um determinado autor, a exemplo do que faziam, por exemplo, as editoras gráficas e as editoras musicais, por exemplo.

Tais medidas podem  parecer soluções utópicas, mas é preciso pensar em soluções para um uso indevido da web que está prejudicando autores e beneficiando quem exagera na apropriação e compartilhamento de conteúdo.

Creio que alguma instituição poderia patrocinar um grupo de pesquisadores para o tema, se é que talvez já não exista. Mentes brilhantes podem conceber soluções práticas para esta questão que vem transformando a web no império do “control-c, control-v”.

O que é juvenóia?

O canal VSauce produziu um vídeo muito legal abordando a “Juvenóia”, ou o medo exacerbado que os adultos possuem das novidades que “influenciam” a vida dos jovens.

Sabe quando você acha que os jovens não sabem de nada e que sua geração é que soube viver e que sabe de tudo? Pois é a razão disto ocorrer que Michael Steven nos apresenta neste vídeo de média duração: nenhuma geração é melhor que outra.

Recomendo!

Artplan mapeia o potencial das pequenas cidades do Brasil

95% dos municípios brasileiros tem menos de 100 mil habitantes, abrigam 45% da população e concentram 30% do PIB do país. Com toda essa relevância, por que as empresas ainda concentram seus investimentos nos grandes centros?

Em busca desta resposta, a agência Artplan e o instituto Ideia Consumer Insights decidiram pesquisar algumas cidades com aquele perfil e revela algumas descobertas no vídeo abaixo. Vale a pena conhecer esta realidade!

 

Vale a pena fazer um curso de coaching?

coaching

Fazer coaching vale a pena, mas é preciso critério na escolha da instituição formadora

Muitos amigos e parentes tem me perguntado se vale a pena fazer um curso de coaching.

Resolvi conversar com profissionais da área e pesquisar sobre o tema, tendo encontrado um artigo que trouxe muitas contribuições a esta reflexão, o qual cito ao final desta matéria.

A seguir, resumo os principais aspectos que colhi na pesquisa:

  1. O Coaching é uma ferramenta de grande potencial de desenvolvimento humano e representa uma nova carreira e negócio.
  2. É possível ter uma alta renda sendo coach.
  3. Bons coachs ganham bem, mas a média do que se cobra uma sessão fica entre R$ 100,00 e 150,oo, patamar semelhante a de psicólogos.
  4. É preciso ter outros conhecimentos acadêmicos e culturais além desta formação, bem como experiências profissionais sólidas.
  5. É preciso gostar de lidar com pessoas, de entender sobre comportamento humano, de entender sobre negócios e empresas, e de gostar da profissão de desenvolvedor do potencial humano e dos resultados das organizações.
  6. A maioria da carga horária dos cursos oferecidos é insuficiente para uma boa formação. É preciso ficar atento ao volume real de horas oferecido pelos formadores.
  7. Desconfie de cursos que oferecem formação em 7 dias, mesmo com carga horária intensiva. Isto não é aconselhável, pedagogicamente falando.
  8. Muitas empresas de formação utilizam expressões de impacto como Sociedade, Instituto, Federação, Academia, Associação, para induzir o público e a mídia sobre sua seriedade. Utilizam-se deste artifício para parecerem órgãos representativos e não simples escolas de curso livre, o que na verdade são.
  9. É importante conferir a idoneidade de parcerias internacionais que conferem um caráter desta natureza ao curso formador. Nem sempre uma empresa de fora é séria o suficiente para chancelar um curso livre no Brasil. Além disso, a certificação é para o curso, e não para o aluno.
  10. Para formar outros coachs, não basta fazer o curso de coach, mas também um curso de aperfeiçoamento, como pós-graduação, por exemplo.
  11. Há associações sérias , de portas abertas a profissionais Coaches que demonstrem capacidade e qualidade profissional, e que passem na avaliação de credenciamento, além é claro de se disporem a pagar a anuidade. As mais sérias, normalmente, possuem algum tipo de funil para avaliar o mérito do aluno ser acolhido por elas.
  12. Outra maneira de “valorizar” a formação é dizer que após a conclusão em todos os módulos de coaching você pode fazer mais 90 horas de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e obter uma pós-graduação. Por ser o Coaching uma profissão ainda não reconhecida pelo Ministério do Trabalho e o MEC não aprovar nenhum curso superior ou de pós-graduação naquela área, o valor deste TCC pode ser questionável como passaporte para o diploma de pós-graduação. Mesmo assim, se desejar uma pós-graduação em coaching, investigue o histórico e a estrutura do instituto formador, principalmente o corpo de professores.
  13. O coaching é um serviço para pessoas com alto grau de evolução e conhecimento, cultura e experiência corporativa e que querem efetivamente saber mais e contribuir para o crescimento das demais pessoas, das empresas e organizações, com ética e congruência.
  14. O mercado de formação de Profissionais Coaches tem se pautado por dinheiro e volume, o custo de uma formação inicial na área é altíssimo, em torno de R$ 5.500,00 por no máximo 80 horas aula (o que justifica investir de R$ 30.000,00 a R$ 80.000,00 mensais no Google para divulgação das formações), e quem quiser efetivamente conhecer e ter mais recursos técnicos e profissionais como Coach tem que obrigatoriamente fazer mais cursos e formações na área, o que pode elevar este investimento a mais de R$ 21.000,00 caso resolva-se fazer uma formação em Master Coach ou muito mais caso resolva-se fazer uma formação fora do país, ou seja, realmente internacional.
  15. Embora se forme cerca de 100 Coaches por mês no Brasil, e com certeza mais de 4000 coaches já atuam no país, o fato é que uma pequena porcentagem efetivamente exerce o coaching profissionalmente, e menos ainda que vivem exclusivamente do Coaching.
  16. Embora o conteúdo e professores sejam bons, o foco financeiro dos formadores faz que com a gestão de cursos rápidos e com grande quantidade de alunos pode prejudicar a adequada aprendizagem das técnicas e da filosofia da área. Aqui esta o “nó”, o gargalo dos cursos de formação, tempo para assimilação e compreensão efetiva.
  17. Se perguntarmos a qualquer formando dos cursos de Coaching o que acharam de sua formação dificilmente ouviremos queixas, muito, mas muito mais provável ouviremos elogios, o investimento é alto. Além disso, as técnicas de alto impacto comportamentais usadas nos treinamentos presenciais, que realmente promovem autoconhecimento e novas percepções, além de oportunizarem insights muito interessantes, muitas vezes mascaram a qualidade da formação, não em termos das ferramentas e sessões ensinadas, mas em termos da absorção real do conhecimento necessário para realmente entender e aplicar o processo de coaching.
  18. Seja, se você fizer uma pesquisa entre os formados das diversas “instituições” formadoras perceberá que todas as formações são excelentes, pois pouquíssimos formandos teriam a coragem de citar falhas ou deficiências, quando muito estes formandos comentam isso entre si, mas jamais com o mercado. Podemos ressaltar que uma das coisas que as “instituições” formadoras de coaching não falam em seu marketing, mas muitas vezes falam no último dia de aula de suas formações, é que em média apenas 2% dos formandos irão realmente se tornar um profissional Coach. É um ponto a se refletir.
  19. coaching é muito mais do que apenas uma nova profissão, é uma filosofia de vida e profissional, pois com sua aplicação pode-se incrementar e potencializar qualquer área pessoal e profissional em que atuamos, assim como nas empresas que atuamos, ou seja, é uma ferramenta que agrega valor ao que fazemos, potencializa resultados, fortalece o trabalho em equipe, alinham objetivos e valores.
  20. É preciso abrir novas perspectivas e analisar o coaching on line, um tendência muito forte no mundo e a área que mais cresce. Uma das possibilidades é o Mix ou Blender, mistura de Coaching presencial com coaching à distância (coaching a distância pode ser feito on line via Skype, telefone ou webconference, jamais via CHAT ou e-mail que são apenas ferramentas de apoio), com muitas vantagens. O Coaching a distância é tão ou mais efetivo que o presencial, muitas pessoas se sentem mais seguras e mais a vontade para se exporem através deste meio. As instituições tradicionais pregam o coaching on line e ao mesmo tempo não fornecem ao aluno que efetivamente aprenda esta prática.
  21. Coaching não é terapia, é reflexão, feedback e ação, e desta maneira cabe ao Coach ser um apoio e fornecedor de ferramentas para o crescimento e execução de ações e resultados e objetivos de seu coachee (cliente).
  22. Para quem pretende ser Coach, se não tiver disciplina e comprometimento, independente do tipo de formação que defina fazer, esta escolhendo a profissão errada.
  23. Infelizmente, os institutos formadores não disseminam aos futuros Coaches o “como” comercializar seus serviços, o “como” atuar na área e ter perspectivas de mercado, e de como fazer esta transição, e muito menos se preocupam em disseminar o coaching como uma filosofia de vida, tanto pessoal como profissional, pois o intuito é atrair mais alunos através do chamariz de grandes ganhos financeiros.
  24. Existem formações mais longas que dão até uma semana de curso sem que o aluno pague para que ele sinta a metodologia, o processo e os resultados antes de se decidir a fazer efetivamente a formação. Mas poucas fazem isso neste mercado, mesmo porque ao analisarmos bem em uma semana ou oito dias a maioria dos cursos existentes já acabaram de dar a sua formação, ou seja, neste prazo de oito dias as pessoas já se tornaram Coaches, rápido, muito rápido.  O máximo que oferecem é: Se em meio dia ou um dia de curso você não gostar do que viu pode desistir e ter o investimento já feito de volta. Só que neste meio tempo você já gastou com passagens, hospedagens, alimentação, negociou no trabalho alguns dias de folga para fazer o curso, etc., acha mesmo que consegue desistir e deixar de ir até o final?
  25. Quer conhecer uma formação, quer experimentar, quer ter uma aula gratuita sem compromisso, desfaça-se de preconceitos e ideias sem comprovação, experimente, pesquise, informe-se, seja crítico, e defenda seus direitos de ter o melhor valorizando seu tempo e seu investimento.
  26. É imprescindível que os Coaches completem uma formação com total conhecimento, maestria e confiança nas técnicas e processos de coaching para que efetivamente a profissão e o processo de coaching sejam valorizados e reconhecidos por quem realmente interessa: O mercado.
  27. Se deseja seguir a carreira de coach, saiba que o mais importante é que você atinja seus objetivos e encontre o que procura, sempre, sentindo-se realizado e feliz. Sucesso!

Fonte: (Ricardo Gameiro – Administradores.com)

10 tendências para o marketing em 2015

2015

Todo ano, diversos eventos costumam influenciar comportamentos e percepções sociais, gerando novas oportunidades no mercado. Com base em relatório da trendwatching.com, listamos as 10 maiores tendênciaspara 2015 na América Latina. Nosso expertise é apontar novos caminhos que vão contribuir para o fortalecimento das marcas. Cada uma dessas tendências indica uma oportunidade de açāo e inovação a ser criada e adaptada pelas marcas de todos os setores.

Conheça as 10 maiores tendências de consumo e inovação para 2015:

  1. IN-HAND BRANDS

Sirva os consumidores no lugar certo e na hora certa. Enquanto as expectativas dos consumidores crescem nas Américas do Sul & Central, a paciência deles diminui. Marcas espertas estão integrando-se à vida das pessoas com um preciso senso de urgência. Em 2015, os consumidores irão demandar marcas que acrescentem recursos e criem atalhos que acelerem as entregas. E as melhores delas estarão onde e quando forem requisitadas, antes mesmo dos consumidores saberem que as querem.

  1. BRIGHT IS BEAUTIFUL

Ajude a alimentar o amor pelo conhecimento como status. O que isso significa para as marcas em 2015? Além de integrar o aprendizado e experiências literárias ao dia a dia dos consumidores, pense como você pode ajudar os consumidores a expressar (ou exibir) seus conhecimentos. Você pode ajudá-los a fazer isso via redes sociais? Na América Latina, as pessoas gastam mais tempo nelas do que em qualquer outro lugar do mundo, em torno de 8.67 horas por mês (comScore, julho de 2014). E se a oportunidade estiver no universo offline? Até mesmo um par de jeans pode ser usado para exibir o amor pela literatura.

  1. RECONCILIATION BRANDS

Tome uma posição na luta contra a desigualdade. Apesar de todo o progresso das Américas do Sul & Central, há ainda muita desigualdade e barreiras que separam a população da região. Dificuldades financeiras, desigualdade e preconceitos. Em 2015, as marcas não podem ignorar essas questões. A lacuna entre ricos e pobres é uma questão séria para 68% dos brasileiros (Pew Research, junho de 2014). Marcas corajosas (grandes e pequenas) irão abraçar esta discussão.

  1. DEMOCRATIC PRICING

Deixe os consumidores opinarem. Depois de viver anos de flutuação de preços, consumidores das Américas do Sul & Central estarão confiantes de que sabem o quanto produtos e serviços devem custar. Esses consumidores demandarão das marcas a possibilidade de participar da precificação de produtos. Estando confiante em sua oferta e respeito por seus consumidores, deixe que eles mostrem o quanto valorizam sua marca.

  1. INSIDE OUT

Ajude os urbanoides a aproveitar espaços ao ar livre. Os latinoamericanos andaram se escondendo (especialmente da violência urbana) em shoppings, em seus carros no trânsito e em condomínios nos últimos anos. Mas, desde 2013, esses consumidores estão redescobrindo o valor de ir às ruas. Em 2015, como você vai ajudar os seus consumidores a aproveitar o espaço público?

  1. PLAYFUL PERKS

Nas Américas do Sul & Central, as marcas muitas vezes recorrem a um tom sério no seu discurso, com o objetivo de serem vistas como profissionais e respeitáveis. Interações com marcas devem ser humanas: 73% dos consumidores do Brasil esperam que as marcas construam relações significativas com eles. (Edelman, outubro de 2014). Em 2015, as HUMAN BRANDS (“marcas humanas”) irão além das piadinhas com fãs e seguidores online, e vão estimular os consumidores com recompensas divertidas e interações surpreendentes.

  1. CITY CONNECTIONS

Os solitários moradores das cidades irão amar marcas que possam uni-los. Graças à contínua urbanização das Américas do Sul & Central e ao ritmo das grandes cidades (muito trabalho, pouco tempo livre), é comum que moradores não conheçam seus vizinhos. Sua marca é amigável o suficiente para ajudar as pessoas a se conectar? Quanto mais conexões você fizer, mais você será amado.

  1. OK COMMUTER

O cruzamento entre varejo e transporte é certamente uma das novas áreas mais interessantes a serem exploradas nas Américas do Sul & Central. Consumidores da região estão adotando novas formas de METRO MOBILITY (de apps de táxi e corridas compartilhadas à crescente adoção do transporte público). Conforme o status associado ao transporte muda da posse do carro a ter experiências únicas, a habilidade de comprar durante o trajeto será uma experiência valorizada. Em 2015, latinoamericanos irão abraçar marcas que se encaixem perfeitamente em suas jornadas.

  1. ONLIFE SERVICE

Acrescente controle e conveniência à vida online dos consumidores. Em 2015, enquanto os consumidores desejarem marcas que os ajudem a gerenciar suas vidas online, eles também irão esperar ser servidos e assistidos com total conveniência. As marcas devem ajudá-los a usar a tecnologia de maneira segura, mais saudável e mais produtiva.

  1. BRAND STANDS

Esteja comprometido com as mesmas causas que seus consumidores. De acordo com a pesquisa do Pew Research Center de junho de 2014, 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com o país. Eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada que se aproxima fizeram os consumidores das Américas do Sul & Central (não apenas do Brasil!) repensar o uso dos espaços públicos e a infraestrutura local, causando grande desejo de melhorar a região para que isso seja motivo de orgulho nacional. Em 2015, os consumidores irão esperar que as marcas provem que são comprometidas com as mesmas causas que eles.

(Fonte: Luciana Stein)

Por que a estréia de filmes passou para as quintas-feiras?

cinema

Uma das principais mudanças ocorridas recentemente no mercado de entretenimento foi um acordo entre exibidores e distribuidores de filmes visando antecipar as estreias para as quintas-feiras.

Tradicionalmente, os novos filmes eram exibidos em primeira mão às sextas-feiras, por permitir uma sequência de três dias de grande público e gerar bom retorno já nos primeiros dias de exibição. A mesma estratégia, porém, era utilizada por produtores de espetáculos musicais e teatrais, estabelecendo uma concorrência pelo mesmo público e pela atenção da mídia, uma vez que lazer é a principal pauta na imprensa às sextas-feiras.

Ao transferirem a estréia das películas para as quintas-feiras, distribuidores e exibidores podem obter maior visibilidade na mídia, antecipando sua divulgação à dos demais espetáculos artísticos.

Do ponto de vista estratégico, a decisão é perfeita, mas cria um novo arranjo na agenda de famílias e casais que apreciam a sétima arte, nada que uma programação antecipada não resolva.

Shoppings são novo alvo de ações anti-desigualdade

rolezinho

Os movimentos coletivos que recentemente tem ocorrido em shopping centers do país e abordados pela mídia, os chamados “rolezinhos”, representam uma nova realidade com a qual aqueles templos de consumo terão que enfrentar.

Uma corrente ideológica afirma que estes movimentos visam denunciar a desigualdade social. Para eles, nada melhor que realizar estes movimentos em uma das principais mecas do capitalismo, os shopping centers.

Outra corrente, a empresarial, vê nos “rolezinhos” uma ameça a seus negócios, e acreditam que devem ser protegidos dos arruaceiros pela justiça e a polícia.

Acredito que estejam ocorrendo muita distorção na compreensão sobre estes movimentos. Os “rolezinhos” são, inicialmente, uma manifestação coletiva que tem origem em redes sociais como quaisquer outras. Alguns manifestantes tem, sim, a nobre intenção de denunciar a desigualdade, mas outros não participam com a mesma intenção, mas sim a de praticar furtos.

O desvio da finalidade do movimento é semelhante ao que ocorreu nas manifestações de julho de 2013, quando jovens mascarados vestidos de preto, os chamados “black blocks”, aderiram violentamente à multidão que, de forma pacífica, clamava por mais justiça social.

Antes de escolher os shopping centers como alvo destas ações, os organizadores deste movimento deveriam lembrar que estes centros de consumo geram muitos empregos, principalmente destinados às classes mais pobres, como se verifica na maioria do quadro funcional do comércio das grandes cidades. Como agentes promotores da economia, os shoppings movimentam muito dinheiro e empregos, representando, para muitos integrantes das classes D e E, a chance do primeiro emprego.

Escolher os shopping centers como vilões pode gerar muita repercussão na mídia, e talvez seja isto que os organizadores queiram, mas não é a atitude mais inteligente.

Seria mais produtivo se estes movimentos concentrassem sua ação junto a quem decide as leis e buscar uma nova legislação que reduza ainda mais a desigualdade, o que já vem sendo obtido pelas as ações de inclusão social que os últimos governos tem promovido.

Carinho inspira carinho

Por entender a importância do cuidado, do afeto e do carinho na formação das crianças, a Johnson & Johnson conduziu, em parceria com uma escola infantil de São Paulo, uma atividade lúdica junto aos seus alunos, com idade entre quatro e cinco anos. O objetivo da iniciativa era observá-los ao trazerem para a sala de aula os exemplos de carinho e cuidado que recebem em casa.

Certo dia no final de novembro, as crianças foram informadas de que a mascote da instituição, um macaco de pelúcia, estaria doente.

Por meio da instalação de câmeras na sala de aula e dos olhos do brinquedo, foi possível observar a reação das crianças ao lidar com a situação e cuidado que tiveram com a mascote.

A importância da iniciativa é reforçada pela pesquisa encomendada pela Johnson & Johnson ao IBOPE que mapeou a importância do carinho para os brasileiros e deu origem à campanha CARINHO INSPIRA CARINHO™.

O estudo ouviu mais de duas mil pessoas de diferentes classes sociais, gêneros e regiões do país e concluiu que, embora o carinho seja mais importante do que o dinheiro, 28% da população brasileira afirma nunca ter recebido carinho na vida.

(Fonte: Revista Exame, 13/12/13)

A terceira revolução

Manifestação popular no Rio de Janeiro (Foto: O Globo)

Manifestação popular no Rio de Janeiro (Foto: O Globo)

Há uns 5 mil anos um macaco pelado começou a se destacar entre as espécies do Planeta Terra. Se houvesse alguém voando acima da atmosfera naquela época, veria lá do céu as comunidades desses primatas aprontando das suas – de tão gigantes que eram as estruturas que esses seres erguiam (pirâmides, templos, muralhas) elas podiam ser vistas do espaço. O nome desse macaco é ser humano. E a revolução que ele iniciou naquela época tem a ver com a capacidade de juntar grandes quantidades de pessoas para erguer obras monumentais.

Foi essa a primeira grande revolução tecnológica humana. A partir daí tornou-se possível juntar milhares de braços e cabeças para transformar a Terra. Bastava para isso que houvesse um rei suficientemente rico e poderoso, capaz de mobilizar a mão-de-obra, usando como incentivo recompensas materiais e ameaças físicas. E surgiu aquilo que chamamos de civilização.

No final do século 18 começou uma segunda grande revolução. Foi quando indivíduos especialmente endinheirados passaram a ter recursos suficientes para mobilizar mão-de-obra e construir coisas grandiosas – mesmo que não fossem reis. Era a chamada Revolução Industrial, quando tecnologias como a linha de montagem e as ferrovias tornaram possível produzir em quantidades gigantescas e conectar o mundo todo com rotas comerciais.

Pois então: um jeito de olhar para as grandes mudanças que estão acontecendo no mundo agora é que estamos às portas de mais uma grande revolução. Se, a partir da Antiguidade, os homens, comandados pelos Estados, tornaram-se capazes de transformar o mundo, e, com a Revolução Industrial, esse poder passou para as mãos das grandes empresas, agora, na aurora do século 21, pela primeira vez parece possível que uma grande quantidade de primatas pelados conectem-se sem comando central. Sem Estados ou corporações acima deles. Apenas indivíduos independentes, ligados uns aos outros pela internet, fazendo obras cada dia mais grandiosas, movidos não por salário ou ameaça de castigo, mas pelos seus próprios interesses.

Quando a Revolução Industrial estourou, no século 18, surgiu uma imensa demanda por novas instituições, que democratizassem o poder antes concentrado nas mãos do Estado. Eleições democráticas, partidos políticos, jornais, poderes que se contrabalançam, sociedade civil organizada, direitos humanos, organizações supranacionais são exemplos de invenções que se tornaram possíveis naquela época.

Pois agora, quando o poder mais uma vez está sendo democratizado, surge novamente uma demanda por um novo tipo de instituição. Se a Revolução Industrial criou a ideia de que o poder de uma só pessoa poderia ser distribuído entre centenas ou milhares, a revolução da conexão, pela qual estamos passando, dá a sensação de que esse poder pode agora ser pulverizado entre todo mundo.

É isso que estamos vendo acontecer. É isso que significam as manifestações que estão lentamente paralisando as ruas do mundo todo, de Túnis a Nova York a Atenas a São Paulo. Não se trata apenas de gente pedindo novas organizações – o que eles querem é um novo jeito de se organizar. As instituições que temos hoje, inventadas 200 anos atrás, não dão mais conta de nos representar.

As manifestações que assustaram e encantaram o Brasil ao longo do último mês não são apenas contra um partido político: são contra todo o sistema de representação. Mais que isso até: são contra todas as instituições sobre as quais se assentam nossa sociedade, inclusive a mídia, a religião institucionalizada, a justiça, as cidades, o lazer. Trata-se de conceber as bases de uma nova era. Tem um mundo novo nascendo. O nosso mundo industrial, vejam vocês, ficou obsoleto.

O mundo que está ficando para trás era caracterizado pela lógica da linha de montagem: grandes sistemas baseados em padronização e eficiência, movidos a energia fóssil. Já o mundo novo que está nascendo parece-se mais com um ecossistema: relações incrivelmente complexas envolvendo milhões de conexões entre suas partes, onde cada indivíduo está conectado a todo mundo e o poder está distribuído por todo lado.

Dito assim, parece vago e utópico – e é, já que estou falando de coisas que ainda não existem. Mas a construção dessas coisas é a missão da nossa geração. O mundo novo que estamos criando agora definirá a humanidade por séculos, para o bem e para o mal. Está em curso a terceira grande revolução da história da humanidade.

(Fonte: Denis Russo Burgierman, Superinteressante, 09/07/13)