Hoje é Aniversário de Brasília

Hoje Brasília comemora 55 anos de fundação.

Quando vim de Minas Gerais para cá, a cidade já contava 11 anos.

Para homenageá-la,  encontrei e compartilho com meus fiéis leitores este documentário produzido em 1968 que apresenta a vida das pessoas na cidade naquela época em que a região possuía apenas 400 mil habitantes.

Hoje, a cidade conta com aproximadamente 2.500.000 moradores e já é, sob o ponto de vista de diversos segmentos econômicos, o terceiro mercado do país.

Parabéns, Brasília!

A diferença entre Minas e São Paulo

“Em cada cidade de Minas tem uma igreja. Já em São Paulo, cada município possui uma indústria”. Esta é uma das frases preferidas do meu saudoso sogro, Gonçalo Benjamin da Silva, nas conversas que mantínhamos. Na experiência dos seus 70 anos, Gonçalo mostrava-se indignado, como mineiro, por seu estado não ser mais desenvolvido que São Paulo. Estaria resumida na sua frase a diferença entre ambos os estados?

Hoje atuando como consultor e professor, deparo-me com a diferença de postura empreendedora de mineiros e paulistas. Naturalmente, o Brasil não se resume a estes estados, mas os comparo pela vivência que tenho com ambos. Sem querer generalizar, percebo uma diferença de cultura desenvolvimentista entre aquelas unidades da federação. A tradição mineira nos remete à valorização da família e, especialmente, à vocação religiosa do estado. São inúmeras as festas de cunho religioso que ocorrem pelos 725 municípios mineiros. A conexão do povo mineiro com a religião é, sem dúvida, forte, graças à atmosfera interiorana e o culto aos valores tradicionais. O desenvolvimento industrial, infelizmente, não cresceu na mesma medida do fervor religioso dos mineiros. Embora a Federação das Indústrias de Minas Gerais seja atuante, a verdade é que Minas são muitas, e uma parte do estado reluta em se desenvolver, como o Norte do estado, por exemplo.

Já o comportamento dos paulistas é mais focado em trabalho. Eles também valorizam família e religião, mas percebe-se uma unidade de postura de paulistas do interior e da capital no sentido de desenvolverem suas cidades não só a partir do turismo, que não é tão forte como em Minas, mas principalmente a partir do fomento à atividade industrial. De fato, em cada cidade daquele estado existe uma indústria a movimentá-la.

A diferença de postura de ambos os estados é apenas um microcosmo da postura dos governantes e dos habitantes dos demais estados, que dividem-se entre se desenvolver e permanecer no passado. Até quando?

 

“Custo Brasília” assusta executivos de empresas entrantes

Embora a Capital Federal seja atraente para os investimentos do varejo e do segmento de serviços, muitos players ainda não aportaram por aqui. É o caso da C&C e da Universo. Enquanto a rede de varejo de materiais de construção adia sua inauguração por entraves burocráticos que envolvem até pedido de propina de gestores públicos locais, a Universidade Salgado de Oliveira, mesmo tendo patrocinado por um bom tempo a equipe local de basquete, desistiu de instalar-se na capital por problemas de ordem ambiental.

Ao grande acréscimo no custo de implantação das operações das empresas na Capital Federal, seja por burocracia,  especulação imobiliária ou por razões tributárias, denominado “Custo Brasília”, que está cada vez maior graças à valorização do Distrito Federal como “oásis mercadológico”.

O “Custo Brasília” não poupa nem as empresas locais. Até quando a iniciativa privada terá que enfrentar estas dificuldades?

Brasília ou Uniceub/BRB?

Ao decidirem patrocinar a equipe brasiliense de basquetebol, o Uniceub (Centro Universitário de Brasília) e o BRB (Banco de Brasília) sabiam que estavam fazendo um bom negócio. Afinal, herdar a equipe que já fora campeã brasileira de basquete trazia um grande potencial de exposição de ambas as marcas. Ao rebatizar a equipe (outrora “Universo”), porém, ambas as marcas passaram a conviver com uma dualidade. De um lado, as emissoras Globo e SporTV chamando a equipe simplesmente de “Brasília”. Do outro, o restante da mídia pronunciando o nome mercadológico do time, ou seja, “Uniceub-BRB”. Na semana passada, ao sagrar-se novamente campeã do NBB (Novo Basquete Brasil), o Uniceub BRB capitalizou o sucesso apenas pela metade, principalmente porque, no ginásio Nilson Nelson, o grito de guerra dos 18 mil torcedores presentes era “Brasília”, em forte identificação com a cidade que agora é pólo brasileiro de bola ao cesto. Eis um belo desafio para os profissionais de marketing de ambas instituições: unificar a percepção do público e da mídia sobre o nome da agremiação. Este é o lado complexo de quem adota o marketing esportiva como estratégia. O público não quer gritar marcas, mas sim nomes de clubes ou cidades. E agora?

E a Copa começou…

Começou hoje a Copa do Mundo 2010 na África do Sul. Espera-se que o evento ajude alavancar inúmeros benefícios para o país anfitrião. Os empregos temporários gerados, sem dúvida, ajudaram a reduzir o alto índice de desemprego do país, que ainda enfrenta o apartheid, não mais social, mas agora de natureza econômica. Isto porque apenas 10% da população negra tem condições de habitar nas áreas mais nobres, ocupadas pela etnia branca. A grande maioria dos negros ainda habitam bairros essencialmente setorizados por raça. O governo sul-africano faz seus esforços para integrar o país, tanto que a final do campeonato de rugby, paixão nacional, foi disputada no bairro de Soweto. Felizmente, o país conta com diversas atividades econômicas que alimentam a esperança de crescimento nacional, ao contrário dos demais países do continente, que ainda encontram-se na monocultura. Espera-se que o grande vencedor do mundial seja a própria África do Sul, se não no campo, pelo menos, no âmbito social e econômico. E viva a copa!

Não importa onde você esteja

Ainda homenageando Brasília pelos 50 anos completados ontem, apresento, hoje, um video interessante, rodado na cidade por alunos do UniCeub, intitulado “Não importa onde você esteja”. A peça conta a história de Gabriel, um jovem em conflito que se encanta perdidamente por uma garota que pode lhe reservar surpresas. Escrito e dirigido por Gilberto Vieira e protagonizado por Túlio Starling e Roxyanne Alves, a história tem uma produção simples mas creio que você irá gostar. Aprecie sem moderação.

Céu de Brasília, por Toninho Horta e Fernando Brant

A cidade acalmou logo depois das dez
Nas janelas a fria luz da televisão divertindo as famílias
Saio pela noite andando nas ruas
Lá vou eu pelo ar asas de avião
Me esquecendo da solidão da cidade grande
Do mundo dos homens num vôo maluco
Que eu vou inventando e vôo até ver nascer
O mato, o sol da manhã, as folhas, os rios, o azul
Beleza bonita de ver nada existe como o azul
Sem manchas do céu do Planalto Central
E o horizonte imenso aberto sugerindo mil direções
E eu nem quero saber se foi bebedeira louca ou lucidez.

(Foto: Ricardo Stuckert)

Hoje tem Brasília no sambódromo paulista

Hoje, no desfile das escolas de samba de São Paulo, Brasília será tema de samba-enredo, graças à iniciativa da Tom Maior, agremiação que tenho a maior simpatia. Ver a cidade retratada por uma escola de samba que gosto é motivo de muita satisfação. Em post anterior, apresentei a letra do samba-enredo, que aliás, é lindo! “São 50 anos de brasilidade, Distrito Federal, eu sou feliz cidade!”, diz a letra. O refrão diz: “A luz da minha alma/reflete as cores do meu pavilhão/amor que já não tem explicação/É Tom Maior no coração do meu país/ Sou Brasília, muito mais feliz”. Convido você, caro leitor, a assistir ao desfile da escola de samba, por volta de 23h30, na TV Globo.

Arruda e a marca Brasília

A prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi recebida ontem como notícia positiva por quem preza pela moralidade pública. Arruda é acusado de liderar um suposto esquema de propina envolvendo políticos e funcionários do GDF. O desenrolar dos fatos frustra uma parcela da população de Brasília que, como eu, acreditava em um governo que se pautava pela responsabilidade fiscal e por iniciativas inovadoras na gestão pública. Junto com seu vice-governador, Paulo Octavio Pereira, Arruda tomou medidas importantes, como redução drástica nas lotações, passe livre para estudantes e muitas outras. A ânsia pelo poder e pelo dinheiro superou o desejo de fazer história e Arruda afundou, perdendo uma chance ímpar. E a marca Brasília, como fica? No ano em que comemora seus 50 anos, a Capital Federal tem o brilho da festa ofuscado por um fato político negativo. Creio que deve-se fazer uma distinção entre Brasília e o mineiro José Roberto Arruda. Distinção esta que se deve fazer sempre que se tenta generalizar o nome da cidade como sinônimo de corrupção. Até porque muitos corruptos hoje residentes na cidade foram “importados” de outras unidades da federação. Nos próximos dias, as escolas de samba Tom Maior, de São Paulo, e Beija-Flor, do Rio de Janeiro, homenageiam os 50 anos da Capital da Esperança. Serão vaiadas? Creio que o público saberá fazer a distinção e embarcará na festa destas agremiações. Quanto à Arruda, a Justiça definirá seu rumo. Uma coisa é certa: a primeira prisão de um governador é histórica e pode gerar desdobramentos importantes no comportamento dos demais governantes da nação, pois a impunidade parece ter chegado ao fim. E viva Brasília!

Mercado imobiliário do DF: até quando vai esta bolha?

A notícia que reproduzi ontem, neste blog, traz um fato positivo para a economia brasiliense, mas também é motivo de preocupação. Isto porque analistas do mercado apontam para a existência de uma bolha econômica (termo utilizado para designar uma circunstância de mercado de supervalorização de ativos que não se sustenta por muito tempo). Segundo meu colega professor da UCB, Adolfo Sachsida, investir em imóvel será vantajoso pelos próximos cinco anos, mas há risco de bolha na cidade, apesar dele achar queela não deve estourar tão cedo. Para ele, a alta demanda, a elevação dos preços e o sucesso dos lançamentos são indícios de bolha. “Além disso, as pessoas estão comprando por causa da valorização, e não pelo retorno do aluguel”, completa. Em meu caso particular, estou vivenciando esta situação, pois adquiri um imóvel em uma região que está sendo sobrevalorizada com a expectativa de, daqui há alguns anos, trocá-la por imóvel de maior valor. Há um aspecto peculiar no Distrito Federal que manterá por um bom tempo a especulação imobiliária. Situado em área de 5.822 quilômetros quadrados, o DF ainda possui áreas para exploração imobiliária cada vez mais valorizadas, com demanda crescente por unidades habitacionais. A própria área que ocupa, daqui há algum tempo, será obstáculo para o crescimento imobiliário desenfreado. O que ocorrerá quando não houver mais áreas para construir?

Brasília já é o 2º mercado imobiliário do País

O Setor Noroeste é a nova aposta do mercado imobiliário brasiliense

O mercado imobiliário do Distrito Federal ultrapassou o do Rio de Janeiro e, em 2009, se consolidou como o segundo do país em faturamento e em número de unidades vendidas. Os lançamentos movimentaram R$ 11,7 milhões por dia, um total de R$ 4,3 bilhões no ano. Cerca de 14 mil unidades ganharam o mercado brasiliense. Os números foram divulgados pelo Conselho de Corretores de Imóveis do DF (Creci-DF), com base em levantamento feito entre 10 grandes empresas do setor. Na capital carioca, o faturamento das empresas com a venda de cerca de 13 mil unidades parou em R$ 3,9 bilhões, segundo estimativa da Ademi-RJ. São Paulo lidera o ranking, com uma previsão de 34 mil unidades comercializadas em 2009. O faturamento não foi divulgado, mas o volume do mercado na maior cidade brasileira tende a ser quatro vezes maior do que o do DF. Salvador e Belo Horizonte se revezam no quarto e quinto lugares. Empresários do mercado do DF encaram o segundo lugar como se fosse o primeiro. São Paulo completou 456 anos no mês passado. Brasília faz 50 anos em abril. Os lançamentos em cidades como Samambaia, Gama e Ceilândia, além do fenômeno Noroeste (1), sustentou a expectativa de ultrapassar o Rio em 2009. “De certa forma, não nos surpreende. O DF tem um mercado de muito volume e muita dinâmica”, diz Fernando Maia, diretor da Brookfield Incorporações no Centro-Oeste. Somente a empresa dele faturou R$ 498,3 milhões com vendas no DF. (fonte: Correio Braziliense, 07/02/2010)

Beija-Flor homenagerá Brasília sob encomenda

Conforme informei em post em 01/06/09, a escola de samba Beija-Flor, de Nilópolis, terá como enredo os 50 anos de Brasília. A decisão motivou-se por proposta do Governo do Distrito Federal, que desembolsará 3 milhões de reais para o custeio do desfile da agremiação. Veja como ficou o samba-enredo:

Enredo: “Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília: do sonho à realidade, a capital da esperança”
Autores: Picolé da Beija Flor, Serginho Sumaré, Samir Trindade, Serginho Aguiar, Dison Marimba e André do Cavaco
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor

Dádivas o Criador concedeu
Fez brotar num sonho divinal o mais precioso cristal
Lágrimas, fascinante foi a ira de Tupã
Diz a lenda que o mito Goyás nasceu
O brilho em Jaci vem do olhar
Pra sempre refletido em suas águas
A força que fluiu desse amor é Paranoá… Paranoá
Óh! Deus sol em sua devoção
Ergueu-se no Egito fonte de inspiração
Pássaro sagrado voa no infinito azul
Abre as asas bordando o cerrado de Norte a Sul

Ah! Terra tão rica é o sertão
Rasga o coração da mata desbravador!
Finca a bandeira nesse chão
Pra desabrochar a linda flor

No coração do Brasil, o afã de quem viu um novo amanhã
Revolta, insurreições, coroas e brasões
Batismo num clamor de liberdade!
Segue a missão a caravana em jornada
Enfim a natureza em sua essência revelada
Firmando o desejo de realizar
A flor desabrochou nas mãos de JK
A miscigenação se fez raiz
Com sangue e o suor deste país
Vem ver… A arte do mestre num traço um poema
Nossa Capital vem ver …
Legião de artistas, caldeirão cultural!
Orgulho, patrimônio mundial

Sou candango, calango e Beija-Flor!
Traçando o destino ainda criança
A luz da alvorada anuncia!
Brasília capital da esperança

Tom Maior homenageia 50 anos de Brasília

A criação de um samba-enredo é como criar um jingle. Prepare-se um briefing, com o máximo de informações sobre o tema a ser retratado, estuda-se as palavras que proporcionem a melhor melodia e que passem bem o recado. O resultado, normalmente, é muito bom, com a passarela toda cantando a canção. O enredo deste ano da escola de samba Tom Maior, de São Paulo, são os 50 anos de Brasília. A letra foi bem elaborada e a melodia também. ” Nosso enredo mostrará o início da saga com as belezas naturais do cerrado e do Planalto Central, as levas de migrantes das mais variadas partes do Brasil buscando esperança, prosperidade e realizações, os sonhos de JK, a criatividade de Oscar Niemayer, Lucio Costa e Burle Marx e enfim, uma cidade construída”, afirma o carnavalesco Roberto Szaniecki. Veja como ficou a letra:

Eu vi brilhar
Um lindo sonho se transformar
Das mãos dos artistas eu ganhei
A imagem da modernidade
Um Eldorado eu sou
Com um futuro de prosperidade
Vieram para trabalhar
Candangos a miscigenar
Meu solo “cerrado”
E fez pulsar a vida com ares de mudança
Eu sou a capital da esperança

BIS

GIRA BAIANA…
O MEU TEMPERO TE CONVIDA A VIAJAR
VEM SE ENCANTAR…AMOR
AQUI É O SEU LUGAR!

É meu orgulho
Ver brotar a musicalidade
A arte, com talento de verdade
Mostrando ao mundo meu Brasil
Na fé, eu sou roteiro para a devoção
Na romaria da religião
Tenho a energia dos cristais
Mistérios espaciais
Meu sonho real, eu quero extravasar
São 50 anos de Brasilidade
Distrito Federal, eu sou feliz cidade

Refrão

A LUZ DA MINHA ALMA
REFLETE AS CORES DO MEU PAVILHÃO
AMOR QUE JÁ NÃO TEM EXPLICAÇÃO
É TOM MAIOR NO CORAÇÃO DO MEU PAÍS
SOU BRASÍLIA MUITO MAIS FELIZ