A importância de Paulo Goulart para a publicidade

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O Brasil perdeu hoje mais um de seus grandes atores: Paulo Goulart. Casado há décadas com a atriz Nicete Bruno e patriarca de uma família de artistas, como Beth Goulart, Paulo desempenhava papéis de grande carga dramática em novelas e peças de teatro.

Acompanho o desempenho deste profissional desde criança e passei a admirar suas atuações, seu caráter, e, principalmente, sua voz metálica e segura. Cresci desejando virar publicitário inspirado por comerciais por ele protagonizados, os quais apresentavam um desempenho digno dos melhores profissionais da dramaturgia.

Goulart não era requisitado apenas por autores de teatro ou de televisão. Sua personalidade e sua voz eram disputados por agências de publicidade que desejavam transmitir credibilidade aos produtos que anunciava. Invariavelmente, Goulart entregava o que dele esperavam.

Um dos comerciais clássicos na  publicidade brasileira é um alusivo ao Dia dos Pais, patrocinado pelo Banco Itaú e criado pela agência DM9DDB. A peça foi mereciamente premiada em festivais nacionais de propaganda.

A publicidade brasileira só tem a agradecer a este ator cuja carreira atravessou diversas gerações, que hoje o reverenciam. Obrigado, Paulo Goulart!

Um dos comerciais clássicos

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TIM acerta com Blue Man Group na publicidade

Poucas parcerias publicitárias deram tão certo quanto a empreendida há alguns anos pela TIM com o Blue Man Group. O que era para durar apenas um ano mostrou-se eficaz e perdura até hoje. Mas qual será a razão deste sucesso estratégico?

Acredito que seja sinergia do tema “você, sem fronteiras” e pela originalidade, bom humor e, é claro, pela identificação da cor azul comum a ambas as marcas.

Esta parceria exige muita criatividade da agência de propaganda responsável por suas campanhas, pois, embora crie uma personalidade para a comunicação da empresa telefônica, por outro lado obriga os criativos a variarem o discurso. É exigido também dos profissionais de marketing da companhia a adoção de estratégias de produto inovadoras, pois a identificação da empresa com o Blue Man Group pressupõe que se utilize originalidade na abordagem com o público.

O Blue Man Grou caiu como uma luva para a comunicação da TIM. Espera-se apenas que a empresa telefônica respeite o mercado e não manche a imagem do grupo performático nova-iorquino.

Vem aí o espetáculo israelense Aluminum Show

Vem aí o Aluminum Show, uma experiência única e cheia de energia para toda a família, um espetáculo de Teatro Fantástico que combina objetos, artes plásticas, ficção científica, reciclagem e humor.

Após a estréia do Aluminum Show em 2003, em Jerusalém, no Festival de Israel, o espetáculo ganhou reconhecimento internacional e, desde então, vem hipnotizando platéias pelo mundo. A trupe israelense vem ao Brasil, pela primeira vez, para uma turnê nacional por 14 cidades – Curitiba (24/ago Teatro Positivo), Florianópolis (26/ago), Porto Alegre (28/ago Teatro Bourbon), São Paulo (30/ago Teatro Abril), Goiânia (2/set Teatro Rio Vermelho), Brasília (3 e 4/set Teatro Nacional), Santos (8 e 9/set Teatro Coliseo), Rio de Janeiro (11/set Vivo Rio), Campos (13/set Teatro Trianon), Vitória (14/set TBC), Recife (17 e 18/set UFPE), Salvador (20/! set Teatro Castro Alves), Natal (22/set Teatro Riachuelo), Fortaleza (24 e 25/set Teatro Via Sul). A turnê Aluminum Show Brasil é uma realização Musika Produções Artísticas com patrocínio Bic Banco e B Braun

The Aluminum Show utiliza materiais recuperados de descarte industrial que são re-utilizados para construir o conjunto, vestir o elenco e interagir com a platéia. Com graça, música e muitos efeitos visuais, o grupo dá vida ao alumínio e produz um espetáculo sensorial em que todos os sentidos estão em alerta máximo.

O roteiro apresenta uma jovem máquina que tenta reencontrar seus pais. Durante suas viagens através de um mundo futurista governado por uma tecnologia bizarra, a máquina/personagem encontra aventura, emoção e até mesmo um amigo humano, que faz o que for preciso para ajudá-lo a concluir sua busca.

(Fonte: Israel Press)

Nós no Bambu e o espetáculo “Ultrapassa”

O vídeo acima apresenta a  Cia. Nós No Bambu em seu espetáculo “Ultrapassa” , que aborda com humor as situações vividas por atletas de aventura. Sobre um grande cenário de bambu, nove intérpretes levam ao palco as adversidades do ambiente competitivo. De forma lúdica e dinâmica, o espetáculo trata o valor da vitória e o desgosto da derrota como faces de uma mesma moeda na arena da vida. Porque rir de si mesmo é parte indissociável da conquista! Saiba mais acessando o blog da companhia.

Ayrton Salvanini celebra 40 anos da comunicação pela palavra

Mambembe é um conceito simples e que não retrata adequadamente o perfil de Ayrton Salvanini. Ele é, na verdade, o que poderíamos chamar de legítimo empreendedor do teatro: ator, cantor, diretor e produtor. Aos 63 anos, Salvanini consagra-se como um dos mais completos profissionais de teatro do país, completando 8.000 apresentações de seus 12 monólogos. São 40 anos de carreira levando cultura aos mais diversos espaços: teatros, escolas, igrejas e outros. A fórmula do empreendedor é simples: pesquisar personalidades da literatura e da história a fundo e retratá-los em monólogos. Seus espetáculos, assim, tornam-se uma boa diversão, mas acima de tudo, são didáticos. O que  é admirável é sua técnica para decorar mais de 40 páginas por espetáculo e seu talento para representá-las com personalidade, paixão e fidelidade. Conheci Ayrton nos anos 80, quando tive contato com os monólogos “Hitler”, “Sermão de Pe. Antonio Vieira” e “Meu Tio, o Iauaretê” (de Guimarães Rosa). Desde então, virei fã deste ator que bem poderia estar sendo melhor aproveitado pela televisão. Mas Salvanini não pára com seus empreendimentos. O mais recente é o musical “Vinícius de Moraes”, o qual tive a oportunidade de assistir na quarta-feira passada, 21, na abertura do Congresso Nacional de Educação Católica, em Brasília. Para mim, fora uma surpresa, pois a programação não informava o espetáculo. Acompanhado do violonista Zeza do Amaral, Salvanini resgata parte da obra do poeta, “retrata o encontro do homem com a emoção”. O envolvimento da platéia é total e o resultado, cativante. Em conversa com o ator após o espetáculo, Salvanini revelou que seu maior prazer é celebrar a literatura e a história pela palavra, pela comunicação verbal, algo pouco valorizado no mundo atual da TV, da multimídia e da internet. Longa vida para Salvanini!