Já pensou em patrocinar um circo?

Marcas podem se beneficiar com patrocínio a esta arte milenar

Recentemente um circo se instalou perto de minha residência e por lá ficou por aproximadamente 30 dias.

Lembrei-me com carinho das atrações que me encantavam: o malabarista, o palhaço, o mágico, o trapezista. O circo tem sua fascinação junto às crianças e, principalmente, aos mais vividos, que o tem em suas memórias de infância com alegria.

Entretanto, percebo que não está sendo fácil a vida de empreendedores e trabalhadores neste segmento, cada vez mais relevado a segundo plano pela geração atual, que prefere megaeventos, de um lado, e o lazer caseiro proporcionado por internet e TV por assinatura.

Propaganda em carro de som, ações nas escolas e distribuição de bônus são táticas promocionais de que os circos sempre se valeram para atrair o público para seus espetáculos. Alguns circos renomados fazem publicidade na TV, em parceria com as emissoras. Manter um circo em um tempo de competição com outras formas de lazer e com a internet é um verdadeiro desafio.

Diferentemente de outros segmentos, porém, os circos são verdadeiro patrimônio cultural da humanidade. É preciso fazer algo para protegê-los. Mais que isso: acredito que os circos podem ser adotados pela iniciativa privada, pois podem oferecer contrapartidas ao investimentos institucional das companhias.

Para começar, uma empresa que patrocine o circo pode utilizá-lo para eventos diferenciados, seja pelo próprio local, seja utilizando suas atrações. Um circo pode ser o local ideal para uma convenção, seminários e tudo mais que as equipes de RH e marketing criarem usando este espaço lúdico para motivação e engajamento de seu público interno.

Para uma empresa que está presente em diversas capitais do país, por exemplo, o circo pode montar tournées tendo como roteiro o local de suas filiais, envolvendo tanto o público interno quanto o externo e, principalmente, a mídia, que possui boa vontade com a arte circense.

Creio que o orçamento milionário de marketing de companhias nacionais e multinacionais possa contemplar este tipo de patrocínio.

Para fomentar esta parceria, instituições como SEBRAE, por exemplo, poderiam atuar como ponte, capacitando gestores da casa de espetáculo a desenvolverem planos de parceria para proporem a empresas investidoras potenciais.

Fica aqui a semente de uma ideia que pode garantir a sobrevivência de uma arte milenar e um maior reconhecimento público a empresas engajadas com causas culturais e em busca de diferenciação de imagem em seus concorridos mercados.

O circo mais do que sobreviver: merece progredir. Viva o circo!

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