Dr. Consulta: por que ninguém pensou nisso antes?

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Hoje, pouco mais da metade dos cerca de 12 milhões de paulistanos têm a cobertura de um plano de saúde. É um porcentual bem acima da média da população nacional (25%), mas não necessariamente uma boa notícia: para os cerca de 5 milhões sem a carteirinha, a opção é o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS), considerado ruim ou péssimo por 51% de seus usuários paulistas, segundo pesquisa Datafolha.

Foi atento a essa fatia mais carente dos moradores da capital que um administrador de empresas de 38 anos, educado no colégio Santo Américo e pós-graduado em estreladas universidades americanas, montou escritório na favela de Heliópolis, a fim de criar um negócio que está atraindo o interesse de acadêmicos estrangeiros e recebeu recentemente o aporte milionário de um príncipe europeu.

Trata-se da rede Dr. Consulta, um conjunto de clínicas particulares voltadas para as classes C e D. Valor do atendimento para quase todas as 27 especialidades: 80 reais. Um hemograma sai por 10 reais e um raio X do joelho, a partir de 25 reais. Apesar dos preços baixos, o atendimento é de bom nível, a cargo de profissionais formados nas melhores universidades de medicina do país.

Ao contrário do que se possa imaginar, a iniciativa não tem nada a ver com filantropia. É um negócio criado para fazer dinheiro, com metas rígidas de desempenho e controle de custos. Deve fechar 2014 comum faturamento de 6 milhões de reais. O valor é o dobro do investimento nos três anos iniciais, mas todo o lucro é reinvestido na operação — não há previsão de quando começarão as retiradas dos sócios, que focam a expansão.

(Fonte: Veja SP)

Cerveja Quilmes inova na comunicação com seu público durante Mundial 2014

Um fabuloso esforço de marketing e tecnologia patrocinado pela Cerveja Quilmes, na Argentina, intitulado Mitigol, provocou uma fabulosa interatividade entre brasileiros e portenhos durante o Mundial de 2014. Sob o atrativo convite de jogar uma partida de futebol na terra do Mundial 2014, a empresa construiu máquinas virtuais de pebolim, onde metade do campo era jogado por argentinos em terras portenhas e, do outro, por brasileiros em território tupiniquim. Assista o vídeo e veja o fantástico resultado desta interatividade! A criação é da agência +Castro.

Para que divulgar minha empresa se não consigo vender mais do que vendo?

Esta pergunta me foi formulada recentemente por um empresário ao se justificar por que não possuía um website para seu negócio. Como sempre faço, inicialmente concordei com seu ponto de vista, mas provoquei-lhe uma reflexão sobre seu planejamento estratégico e a função da comunicação para o empreendimento.

Concordo, do ponto de vista negocial, que ao trabalhar no limite de sua comercialização, o empresário passe a se concentrar na administração da empresa e deixe para segundo plano o processo comunicacional junto ao seu público-alvo. Abandonar a comunicação, entretanto, prejudica a valorização da marca e seu posicionamento junto ao target. É aí que quero chegar.

Uma organização que desfruta de permanente êxito comercial deve aproveitá-lo para a construção de sua marca. Perceba que obter sucesso na comercialização não significa tornar-se o número um em vendas. A competitividade, normalmente, é grande nos mercados atrativos e, em muitas ocasiões, o sucesso da comercialização de toda produção da empresa pode não revelar crescimento no mercado, mas sim uma limitação nas possibilidades de crescimento. Como, então, crescer no mercado sem construir uma marca sólida?

A única explicação para aquela postura do empresário é a acomodação com o patamar alcançado. Esta atitude, por si só, é compreensível, porém toda empresa que se acomoda no mercado cria abertura para o crescimento de outra às suas custas, o que ocorre gradualmente e só é percebido tardiamente por quem optou pela estagnação.

A Comunicação não serve apenas aos propósitos de venda, mas à formação de um bom conceito da empresa e de seus produtos no mercado, revertendo para a valorização de sua(s) marca(s). Ainda que não esteja nos planos da organização a venda pela internet, a comunicação via website, blog, e-mail e outras ferramentas básicas pode contribuir substancialmente para uma melhor percepção dela pelo mercado.

 

Trabalhadores informais: lucro hoje, prejuízo amanhã

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A contratação informal, infelizmente, ainda é uma realidade no meio empresarial brasileiro. Em meu trabalho como consultor, deparo-me frequentemente com empresários que lançam mão deste expediente para reduzir seus custos. Mas isto pode ser, a longo prazo, uma bomba-relógio para as finanças de sua organização.

Normalmente, a contratação informal dar-se-á por uma relação de confiança estabelecida entre patrão e empregado. Este tipo de acordo, embora comum, é ilegal. Caso a relação de trabalho se estenda por alguns anos, os direitos trabalhistas irão se acumular e representar um grande passivo para o empresário. Neste contexto, o gestor dependerá da “boa-vontade” do funcionário em não denunciá-lo às instâncias trabalhistas.

Se este é o caso dos funcionários de sua empresa, sugiro que repense esta estratégia de recursos humanos. Embora seja aparentemente sedutora, esta alternativa pode se revelar o estopim da falência da empresa, no futuro. Isto porque, enquanto contratado, o funcionário pode até admitir esta situação, mas uma vez demitido, seguramente lançará mão de recursos judiciais para receber todos os direitos assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho.

O melhor a fazer, se esta é sua situação, é redimensionar sua força de trabalho e ajustá-la dentro dos parâmetros da legislação trabalhista. Se necessário, reduza sua equipe e formalize os empregados remanescentes.