O teste da bomba

Um anúncio de oportunidade criativo movimentou o Rio de Janeiro na década de 80. Uma residência da cidade de Petrópolis explodiu, sem vítimas, devido a um butijão de gás que provavelmente alguém esqueceu de desligar. À época, a mídia deu ampla cobertura ao evento. Um fotógrafo do jornal O Globo, para dar maior dramatiidade ao fato, fotografou a residência em ruínas tendo em primeiro plano uma cadeira tubular, na cor preta, intacta.

Antenados, os profissionais da agência de propaganda que atendia o fabricante da referida cadeira (Móveis Tubeline) propuseram imediatamente a este um anúncio de oportunidade. O anunciante aprovou e a agência veiculou, no dia seguinte, com o fato ainda “fresco” na memória do público, o anúncio. Tendo adquirido os direitos da foto publicada no dia anterior, a agência a estampou com um recorte da matéria do jornal e apenas um título: “O teste da bomba”.

Este anúncio é antológico e um bom exemplo de aproveitamento do fato jornalístico em benefício do anunciante.

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A hora do salto

Todo empreendedor se vê diante deste momento.

Após alguns anos atuando no mercado, o empresário se vê diante da possibilidade de expandir seus negócios a partir do incremento de uma variável de seu negócio: a possibilidade de adquirir um maquinário mais moderno e produtivo, de aumentar a equipe de vendas, de aumentar os investimentos em marketing ou, até mesmo, mudar para um endereço mais amplo e adequado à produção.

Este momento costumamos chamar de “a hora do salto”.

A decisão não é simples, pois ao mesmo em tempo em que tudo parece conspirar a favor, é necessário, também, coragem para assumir riscos maiores e, consequentemente, maiores custos para a empresa com algum grau de incerteza. A perspectiva de acomodar-se frente às atuais conquistas incomoda os empresários audazes e confortam os acomodados.

A maioria dos empresários que conheço aceitaram este desafio e “pagaram para ver”. Claro que eles se cercaram das melhores informações para decidirem por este caminho, mas a cartilha do empreendedor tem a palavra “risco” na página 2. Como a sabedoria popular diz que “quem não arrisca, não petisca”, a decisão com melhor perspectiva é, também, sempre a mais arriscada.

E a sua empresa, está preparada para a hora do salto?

Atlético-MG: mais uma bela história de superação

Um craque desacreditado. Um artilheiro desacreditado. Um técnico que nunca ganhou um título além dos campeonatos regionais. Torcedores que sempre acompanham seu time jogar partidas finais de campeonatos importantes mas nunca conquistá-los.

Este é o ingrediente de uma história que terminou com final feliz nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, tendo como platéia o mundo inteiro.

Após 41 anos, o Clube Atlético Mineiro conquistou a Taça Libertadores na situação mais adversa possível. Necessitando ganhar por 3 a 0 para conquistar o torneio, venceu por 2 a 0 no tempo normal e venceu nos pênaltis a resistente equipe do Olímpia, do Paraguai.

Após partidas emocionantes com finais quase impossíveis, o Atlético Mineiro conquistou a cobiçada taça com mérito e muita superação, sob o mantra “Eu acredito”.

Uma bela história daquelas que guardam uma bela lição também para o mundo corporativo: sua empresa pode estar desacreditada, mas com o apoio de seus colaboradores, é possível devolvê-la ao Olimpo, com muito trabalho e fé, por mais impossível que pareça a vitória.

 

O papel de todos na empresa é vender!

Não estou sugerindo que todos sejam vendedores. O que estou afirmando é que muitas empresas ainda não perceberam, que todos os funcionários precisam saber vender.

Imagine um cliente que, ao ligar para comprar um produto, recebe da telefonista a sugestão de ligar mais tarde, pois o vendedor estaria ocupado naquele momento.

Neste caso, a telefonista não percebeu que ela não era só uma telefonista, e que fazia parte da equipe de vendas. Não seria melhor se ela dissesse: “Me deixe seu telefone que assim que ele desocupar eu ligarei de volta”?

Imagine também um simpático técnico da Globo Net que, ao consertar o decodificador, perceba que o cliente não havia comprado o conversor HD e o lembre que a imagem ficaria muito superior à atual. Se receber na hora uma autorização do cliente para instalar o aparelho mais moderno, ele afirmará: “Infelizmente, sou apenas técnico, e não vendedor”. Não seria melhor que ele ligasse na hora para o departamento de vendas e colocasse um atendente em contato com o cliente?

Em empresas administradas por administradores e não por gestores, todos são do departamento de vendas em primeiro lugar.

Pense nisso.

Vídeo da Apex-Brasil destaca valorização do Brasil

“Todos nós temos lembranças dos tempos de criança. Quando você era pequeno, com certeza alguém te perguntou: “O que você quer ser quando crescer?”.

Agora, com o crescimento do nosso País, o mundo inteiro quer aquilo que você já tem: o Brasil. Nós estamos crescendo com o Brasil e analisando as nossas lembranças, dá pra ver o quanto estamos grandes. O Brasil está cheio de oportunidades. E a hora de investir é agora.”

Este é o novo vídeo de divulgação dos serviços da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil. Que tal?

O desafio de comunicação do Papa Francisco

Papa

Em visita ao Brasil desde ontem, o Papa Francisco tem um belo desafio de comunicação pela frente. Em meio a manifestações que movimentam o país, o Sumo Pontífice tem a missão de motivar uma juventude com um discurso que requer simplicidade e modernidade.

A tarefa não parece incomodar o Santo Padre, que tem exatamente nestas características o traço de sua personalidade. Sua principal frase ontem foi:  “A Igreja não será babá de ninguém”, acenando para um liberalismo que a Igreja tende a adotar.

Cabe ressaltar a preocupação do representante da igreja em apresentar uma imagem despojada e humilde, típica da Ordem Jesuíta, da qual proveio. A nova imagem, em contraste com o dirigente máximo anterior, apresenta o desejo de renovar uma Igreja que é atacada por todos os lados em seus dogmas. A Igreja Católica, aliás, é, provavelmente, a última das instituições que se mantém firmes em sua postura dogmática.

Francisco não se furtará a reforçar os dogmas da Igreja, ao mesmo tempo em que buscará apresentar um ajustamento de sua instituição à modernidade de um mundo carente de líderes exemplares.

Como dizia uma música da MPB, “a multidão precisa de alguém mais alto a lhe guiar”. Francisco parece ser “o cara” que conduzirá a juventude católica a encontrar caminhos de vida com maior espiritualidade e menos materialidade.

O que é o shopper marketing?

Shopper Marketing é uma evolução do conceito de Trade Marketing.  Esta nova área de estudo surgiu da necessidade dos profissionais atuantes na cadeia de Promoção e Vendas identificarem e compreenderem o que e como as pessoas pensam e agem no momento da compra como forma de aumentar as vendas no varejo de suas próprias marcas e ainda proporcionar uma experiência de compra mais agradável para o cliente.

Através da pesquisa de shopper marketing, é possível criar ações vantajosas junto aos varejistas, utilizando ações estratégicas focadas no aumento das vendas de suas vendas, das marcas da indústria e melhorar experiência de compra junto aos shoppers (clientes compradores).

Cabe ressaltar que o shopper marketing está interessado em compreender como o comprador age, e não como o consumidor pensa.  

O Shopper Marketing é um neologismo que procura juntar a ciência do Marketing (no caso do Trade Marketing) com os conhecimentos recentes sobre o comportamento do shopper dentro dos pontos-de-venda.

– O Shopper Marketing não entra em conflito com qualquer outra ferramenta do Marketing, estuda os compradores antes de se lançar um programa de comunicação no ponto-de-venda. O seu grande objetivo é descobrir como se comunicar da forma mais eficiente com uma pessoa que está em movimento, com 85% do seu cérebro ajustado no módulo automático, e ainda ser fiel aos princípios já elaborados de uma marca: posicionamento, branding, mensagem publicitária, promoção, atendimento, relacionamento humano etc.

Filme “O Concurso” brinca com o universo dos concurseiros

Não restam dúvidas: concurso público é assunto sério. Não é por acaso que, a cada ano, mais de 12 milhões de brasileiros participam de processos de seleção para ingresso na carreira pública. Para obterem êxito, nesta receita não podem faltar ingredientes como persistência, força de vontade e dedicação aos estudos. Mas, alertam especialistas, nessa maratona os candidatos devem reservar espaço na agenda para atividades de lazer – exatamente para combater o estresse inerente ao clima de competição.

Pois anote aí: nesta sexta-feira, dia 19, entrou em cartaz um filme especialmente dirigido a este respeitável público. “O Concurso” ocupará as salas de cinema para provar que, ao menos no fértil campo ficcional, a vida de concurseiro pode ser levada na brincadeira. E o que é melhor: sem riscos de sofrer prejuízos, como a reprovação ou a eliminação.

A terceira revolução

Manifestação popular no Rio de Janeiro (Foto: O Globo)

Manifestação popular no Rio de Janeiro (Foto: O Globo)

Há uns 5 mil anos um macaco pelado começou a se destacar entre as espécies do Planeta Terra. Se houvesse alguém voando acima da atmosfera naquela época, veria lá do céu as comunidades desses primatas aprontando das suas – de tão gigantes que eram as estruturas que esses seres erguiam (pirâmides, templos, muralhas) elas podiam ser vistas do espaço. O nome desse macaco é ser humano. E a revolução que ele iniciou naquela época tem a ver com a capacidade de juntar grandes quantidades de pessoas para erguer obras monumentais.

Foi essa a primeira grande revolução tecnológica humana. A partir daí tornou-se possível juntar milhares de braços e cabeças para transformar a Terra. Bastava para isso que houvesse um rei suficientemente rico e poderoso, capaz de mobilizar a mão-de-obra, usando como incentivo recompensas materiais e ameaças físicas. E surgiu aquilo que chamamos de civilização.

No final do século 18 começou uma segunda grande revolução. Foi quando indivíduos especialmente endinheirados passaram a ter recursos suficientes para mobilizar mão-de-obra e construir coisas grandiosas – mesmo que não fossem reis. Era a chamada Revolução Industrial, quando tecnologias como a linha de montagem e as ferrovias tornaram possível produzir em quantidades gigantescas e conectar o mundo todo com rotas comerciais.

Pois então: um jeito de olhar para as grandes mudanças que estão acontecendo no mundo agora é que estamos às portas de mais uma grande revolução. Se, a partir da Antiguidade, os homens, comandados pelos Estados, tornaram-se capazes de transformar o mundo, e, com a Revolução Industrial, esse poder passou para as mãos das grandes empresas, agora, na aurora do século 21, pela primeira vez parece possível que uma grande quantidade de primatas pelados conectem-se sem comando central. Sem Estados ou corporações acima deles. Apenas indivíduos independentes, ligados uns aos outros pela internet, fazendo obras cada dia mais grandiosas, movidos não por salário ou ameaça de castigo, mas pelos seus próprios interesses.

Quando a Revolução Industrial estourou, no século 18, surgiu uma imensa demanda por novas instituições, que democratizassem o poder antes concentrado nas mãos do Estado. Eleições democráticas, partidos políticos, jornais, poderes que se contrabalançam, sociedade civil organizada, direitos humanos, organizações supranacionais são exemplos de invenções que se tornaram possíveis naquela época.

Pois agora, quando o poder mais uma vez está sendo democratizado, surge novamente uma demanda por um novo tipo de instituição. Se a Revolução Industrial criou a ideia de que o poder de uma só pessoa poderia ser distribuído entre centenas ou milhares, a revolução da conexão, pela qual estamos passando, dá a sensação de que esse poder pode agora ser pulverizado entre todo mundo.

É isso que estamos vendo acontecer. É isso que significam as manifestações que estão lentamente paralisando as ruas do mundo todo, de Túnis a Nova York a Atenas a São Paulo. Não se trata apenas de gente pedindo novas organizações – o que eles querem é um novo jeito de se organizar. As instituições que temos hoje, inventadas 200 anos atrás, não dão mais conta de nos representar.

As manifestações que assustaram e encantaram o Brasil ao longo do último mês não são apenas contra um partido político: são contra todo o sistema de representação. Mais que isso até: são contra todas as instituições sobre as quais se assentam nossa sociedade, inclusive a mídia, a religião institucionalizada, a justiça, as cidades, o lazer. Trata-se de conceber as bases de uma nova era. Tem um mundo novo nascendo. O nosso mundo industrial, vejam vocês, ficou obsoleto.

O mundo que está ficando para trás era caracterizado pela lógica da linha de montagem: grandes sistemas baseados em padronização e eficiência, movidos a energia fóssil. Já o mundo novo que está nascendo parece-se mais com um ecossistema: relações incrivelmente complexas envolvendo milhões de conexões entre suas partes, onde cada indivíduo está conectado a todo mundo e o poder está distribuído por todo lado.

Dito assim, parece vago e utópico – e é, já que estou falando de coisas que ainda não existem. Mas a construção dessas coisas é a missão da nossa geração. O mundo novo que estamos criando agora definirá a humanidade por séculos, para o bem e para o mal. Está em curso a terceira grande revolução da história da humanidade.

(Fonte: Denis Russo Burgierman, Superinteressante, 09/07/13)

Por que nossa política é tão burra?

Este é o questionamento da capa deste mês da revista Superinteressante, da Editora Abril. Um ampla reportagem explica as razões pelas quais nosso sistema político é pouco representativo.

Um vídeo especialmente produzido pela equipe da revista apresenta, de forma simples e didática, a forma como o brasileiro conduz sua vida política e como contribui para a perpetuação de um grupo que raramente muda de configuração e pouco opera em prol da população.

Vale a pena assistir, refletir e compartilhar.

Eike Batista e o barquinho de papel

O_Barquinho

No início do ano, fui procurado por um empresário, chamado William, na sede do IBTI, interessado em contar com o apoio do Projeto de Extensão Industrial Exportadora – PEIEX em seu negócio.

Por mais de uma hora, William explicou a natureza de seu negócio, que consistia na miniaturização de barcos a partir de corte laser em papel prensado. O empresário me convenceu, por A mais B, que seu negócio era viável e lucrativo. Explicou-me que seu empreendimento estava, literalmente, indo de vento em popa, deixando-me maravilhado com a perspectiva de conviver, enfim, com um negócio ao mesmo tempo, ecologicamente correto, lucrativo e com base tecnológica. A argumentação de William encantou não só a mim, como os aos demais consultores do projeto, que demonstraram interesse em conhecer pessoalmente sua indústria.

Passados seis meses, até hoje não encontramos sinais consistentes da existência da empresa de William, o qual, sempre que pressionado a nos mostrar as instalações da indústria, desaparece do circuito, reaparecendo apenas alguns meses depois, com a mesma conversa de outrora e a promessa de um dia conhecermos seu misterioso negócio in loco.

O caso deste empresário me faz estabelecer uma analogia com Eike Batista e o sucesso de suas empresas que começam a ruir no cenário econômico nacional.

Como se sabe, Eike Fuhrken Batista é um empreendedor bom de projeto e de argumentação, mas incapaz de sustentar seus negócios, pelo simples fato de que sua maior motivação é iniciar um projeto, e não administrá-lo diariamente, como confidenciou recentemente a amigos.

Tal como William, Eike Batista sabe “vender seu peixe”, mas não assegura a sustentabilidade de seus projetos. Pior para seus sócios, especialmente o BNDES, que injetou alguns bilhões em seus “powerpoints” e já pressente que não os terão de volta ao caixa.

Resumo da ópera: as empresas de Eike não passam de barquinhos de papel, pois o verdadeiro empreendedor não é o que apenas sabe vender suas idéias, mas, sim, aquele que conduz com maestria os desafios diários da competição no mercado.

Homenagem a Jorge Ferreira

JorgeFerreira

Na última terça-feira Brasília perdeu um de seus filhos mais ilustres: Jorge Ferreira,  poeta empresário, conhecido por seu sucesso à frente de empreendimentos como o Feitiço Mineiro, Bar Brasília e mais 10  negócios na área de restaurantes, todos no Distrito Federal.

Jorge Ferreira possuía grande sensibilidade para os negócios, colhendo êxito em todas as suas iniciativas. Jorgão, como era conhecido, deixou uma legião de fãs pelos quatro cantos do país. Gente que admirava o mineiro de Cruzília capaz de fazer amigos facilmente, pelo companheirismo e pela sensibilidade que demonstrava a frente de seus comandados. Seu sepultamento será hoje, no cemitério Campo da Esperança, às 14 h.

A cerimônia de adeus a Jorjão promete ser marcada por homenagens. O cantor e compositor Eduardo Rangel, ao lado do violonista clássico Jaime Ernest Dias, se despedirão do camarada com a canção O meu silêncio, de Cláudio Nucci.

Jorge Ferreira já faz parte da história de Brasília, não aquela da Esplanada dos Ministérios, mas aquela dos empresários da iniciativa privada que sabem, como ninguém, administrar com maestria o dia a dia de seus negócios.

Como realizar uma promoção com prêmios

Uma promoção que envolva a distribuição gratuita de prêmios, seja mediante sorteio, vale-brinde ou concursos, deverá observar algumas prescrições legais.

Em termos gerais, atividades que dependem de sorte são proibidas, restritas a locais ou entidades específicos (hipódromos, por exemplo) ou são monopólio do Estado.

Assim, as promoções que estejam contempladas nas hipóteses acima, inicialmente deverão observar o seguinte:

– necessidade de obtenção de autorização específica para a promoção, a ser requerida perante a Caixa Econômica Federal,
– prova de regularidade como pessoa jurídica e prova de propriedade dos bens,
– medicamentos, armas e munições, explosivos, fogos de artifício, bebidas alcoólicas, fumos e seus derivados não poderão ser objeto de promoção.

Os concursos culturais que tenham como resultado a premiação dos participantes podem estar isentos do pedido de autorização, mas, para tanto, deverão observar os termos da lei. O assunto é extenso e é recomendável um estudo mais específico do caso antes de organizar a promoção.

(Fonte: Thais Mayumi Kurita, Exame, 02/07/13)