Falta de tempo: obstáculo ou desculpa?

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Pelo projeto PEIEX, atendo empresários de diversos segmentos, cada um com uma realidade diferente, com disponibilidades de tempo diferente para usufruir dos benefícios que oferecemos.

Um grupo empreendedores razoavelmente organizados em sua rotina diária tem participado das consultorias, das capacitações e dos eventos que realizamos. Acredito que alguns até adiem providências ou reuniões importantes para estarem conosco para receberem a extensão que para eles disponibilizamos. Por que então o outro grupo não menos organizado não segue o exemplo seu exemplo e evitam estes momentos tão úteis para sua empresa?

A resposta talvez seja a falta de planejamento de seus afazeres. Muitos empresários se vêem “engolidos” pela rotina diária, alegando necessidades operacionais ou  a necessidade de estar permanentemente de olho nas ações de seus empregados.

Independentemente da razão que apontam, preocupa-me o fato de perderem momentos de absorção de conhecimento relevante para seu negócio em função da própria rotina do mesmo. Acredito que somente um negócio altamente lucrativo e resolvido em termos organizacionais faça um empresário prescindir de um apoio gerencial externo. Entretanto, não é esta a situação da maioria dos empresários que atendemos.

O empresário brasiliense, a despeito da alta carga de impostos que paga e das dificuldades estruturais, é perseverante e antenado com as oportunidades que surgem. O que lhes falta é precisamente um melhor planejamento de seu tempo para que consigam executar a rotina diária e pensar estrategicamente para a expansão de seu negócio.

É importante que o empresário programe racionalmente a utilização de seu tempo para exercer os diversos papéis que desempenha no dia a dia. Quem planeja melhor seu tempo estabelece uma frequência de trabalho mais produtiva e com mais qualidade de vida. A empresa, os funcionários, sua família e sua saúde agradecerão.

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Afonso Galvão é o novo reitor da UCB

AfonsoNa noite de ontem, 26 de junho de 2013, tomou posse o novo reitor da Universidade Católica de Brasília, Afonso Celso Tanus Galvão, que terá o apoio do professor Jorge Hamilton Sampaio, como Pró-Reitor Acadêmico, e o professor Vanjivaldo da Silva, Pró-Reitor de Administração.

Graduado em Psicologia em Londres e em música pela Universidade de Brasília, Afonso Galvão concluiu cursos de Mestrado e Doutorado em Psicologia Educacional na Inglaterra, Atualmente é professor adjunto II do Núcleo Permanente do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da UCB, tendo ocupado cargos de diretor na instituição e desempenhado consultorias para diversos organismos governamentais e internacionais, possuindo bom trânsito junto a entidades de fomento à pesquisa.

Embora eu não faça mais parte do quadro docente da empresa, tenho acompanhado as mudanças desenhadas para a instituição.

A principal preocupação que detectei no discurso do novo reitor é a consolidação da pesquisa como diferencial da única universidade particular do Distrito Federal.

Preocupado com a identidade da instituição frente ao aumento da concorrência no mercado universitário, Afonso Galvão aponta o investimento na pesquisa, tanto por parte de docentes, quanto pelos alunos, como o principal diferencial a pontuar aquela IES. “Estamos assumindo a expectativa de oferecer uma Instituição Universitária do mais alto nível, uma Instituição Universitária que seja permeada pela pesquisa em todos os seus segmentos, uma Instituição que exija não somente professores autores, mas alunos, estudantes autores”, afirmou o Reitor.

O caminho traçado pelo novo dirigente é racional, uma vez que a Universidade deve se destacar pelo que faz de melhor. Embora algumas medidas me preocupem, como a demissão semestral de docentes na instituição, devo concordar com a proposta do reitor, pois está antenada com o projeto pedagógico e a excelência sempre buscada pela UCB.

Resta agora verificar se a força de seu discurso se consolidará em números positivos de crescimento, a exemplo do que ocorreu na gestão do Pe. Romualdo Degasperi no período 2007-2011, quando a instituição chegou a registrar 23.000 alunos matriculados.

Os tempos são outros, os resultados poderão não ser tão grandiosos, mas o desafio é o mesmo: manter a UCB como a principal instituição de ensino superior  privado da Região Centro-Oeste.  O caminho é investir em pesquisa e na valorização de seus quadros docente e administrativo, um caminho plenamente possível!

A hora e a vez dos profissionais de redes sociais

RedesSociais

Os últimos acontecimentos políticos e sociais gerados pelas manifestações que tomaram conta do Brasil nas últimas semanas apontam um incremento de organizações públicas e privadas na contratação de especialistas em redes sociais.

Pesquisa realizada pelo IBOPE demonstrou que a grande maioria do público presente às manifestações apontou ter tido conhecimento dos eventos a partir do contato via redes sociais.

Uma das provas desta nova realidade está no site Comoequetalá, que lista diariamente oportunidades de emprego para profissionais da área de comunicação, marketing e design no Distrito Federal. Acessando a página de empregos daquela ambiente na web, é possível constatar que, depois de design, os empregos disponíveis para profissionais de redes sociais constituem-se na maior oferta.

Aos profissionais que utilizam e querem se dedicar aquele segmento na área de comunicação, recomendo que façam cursos na área e invistam na prospecção de empregos nas empresas especializadas e nas que procuram, em geral, se relacionar melhor com seu público via web.

O momento nunca esteve tão bom para os profissionais de redes sociais!

Empresa têm lições a aprender com as manifestações de ontem

Ontem foi, sem dúvida, um dia histórico para a sociedade brasileira. A mobilização das redes sociais gerou passeatas por diversas capitais do país, em um exercício pacífico de cidadania.

Sem entrar no mérito das reivindicações, o que se percebeu foi o estágio de sociedade em rede que vivemos. Cada vez mais conectados, os cidadãos passarão a ser mais ativos na exigência por uma sociedade mais adequada às suas expectativas. Os governantes estão tendo que aprender a lidar com este público mais exigente e atuante.

Há que se refletir, porém, sobre o desdobramento do comportamento do público como cidadãos para a realidade como consumidores. A mobilização demonstrada ontem deve preocupar as empresas na medida em que o público passará a atuar de forma mais interativa com as marcas, incluindo aí suas reclamações e anseios.

Entender esta nova sociedade em rede é imperativo para as empresas. O relacionamento um-a-um será a solução, demandando mais estrutura de comunicação e marketing nos departamentos hoje existentes no ambiente organizacional e maior monitoramento do que se fala a respeito das companhias na internet.

É tempo de preparar sua empresa para este novo desafio.

Sony Mobile inclui consumidor em filme 3D interativo

A Sony Mobile desenvolve e disponibiliza a plataforma interativa 3D “Fábrica Sony Mobile”, que mostra lançamentos icônicos da marca. No vídeo, os funcionários computadorizados interagem com os produtos de cada período, contando a história do consumidor por meio dos itens. Graças à conexão com o Facebook, fotos reais dos usuários aparecem nas imagens em câmeras fotográficas e outros equipamentos. Os dados e informações da timeline das pessoas também são mencionados pelos próprios personagens do filme. O objetivo é mostrar a relação que os produtos da Sony têm com a vida de seus consumidores.

(Fonte: Mundo do Marketing, 14/06/13)

Number branding: uma ferramenta para memorização de sua marca

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Number branding é um neologismo que criei para descrever a ação que busca adotar números facilmente memorizáveis pelo consumidor para o contato comercial. Afinal, tão importante quanto batizar a empresa com um nome adequado é possuir um número telefônico facilmente lembrado, não é mesmo?

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Hoje em dia, as empresas já acordaram para a importância de registrar ou mesmo investir na aquisição de um domínio web que seja facilmente lembrado pelo público. O que poucos percebem, porém, é a igual importância que devemos dar para os números que ajudam a identificar a empresa, como os telefones de contato fixo e celulares.

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Exemplifico: há anos a Gráfica Santa Clara, do meu irmão Teodoro, utilizava como principal elemento de propaganda o número de telefone: 3376-7676. De fácil memorização, esta sequência de algarismos certamente facilitou inúmeros contatos de clientes com o departamento comercial da empresa. Após aposentar-se este ano, Teodoro repassou o número para seu filho, Bráulio, que hoje atua na Gráfica Executiva, a qual se beneficia da “carona”.

É recomendável, portanto, sempre contatar a operadora em busca de um bom número telefônico, até mesmo pagar por isto. Este simples cuidado pode ajudar a vender. As empresas de telepizza descobriram isto há décadas. Falta o restante do comércio atentar para esta tática.

Empresário da indústria relata sobre sua busca de qualidade de vida

Ontem relatei a dificuldade de quem opera no comércio em conciliar sua vida pessoal com a profissional devido à exigência de funcionamento diário de seu negócio. Hoje abordarei um empreendedor que resolveu esta questão com pesquisa e racionalidade.

Há quase duas décadas conheço um empresário que atuou no comércio e obteve pouca qualidade de vida com esta atividade. Ele atuava com uma distribuidora de bebidas e sua folga era somente nas tardes de domingo, quando seu negócio estava fechado. Tempos depois, arrendou a distribuidora e abriu uma revenda de produtos alimentícios caseiros. A rotina de trabalho, porém, continuou a mesma.

Nesta semana, retomei contato com ele e descobri que havia vendido seu empreendimento e ingressado no ramo industrial. Fabricando recheios para as indústrias de panificação, ele começou produzindo apenas seis tipos de produtos. Hoje, após 6 anos de ação na região, oferece 30 recheios diferentes para seus clientes, com o auxílio administrativo de um de seus filhos.

E  sua rotina de trabalho, como está hoje? Empregando 8 funcionários, o empresário destina o período de segunda a quinta-feira para produção e a sexta-feira para limpeza e manutenção de suas impecáveis instalações. Aos finais de semana, ele, seu filho e seus funcionários podem dedicar-se às suas famílias.

O segredo de não trabalhar de domingo a domingo? Simples: ele vende seus produtos para distribuidoras de produtos para panificação, as quais já possuem logística e atendimento diário às padarias. Com esta parceria, a produção de sua indústria atende cerca de distribuidores.

Como operar no comércio com qualidade de vida: o desafio do século

Desculpem o sensacionalismo do título, mas ele dá uma boa dimensão do drama de quem opera atualmente no comércio, especialmente na área de alimentação.

Atendendo empresários com belas histórias de sucesso, tenho convivido com um lado da história não tão feliz. Trata-se da qualidade de vida de quem opera de domingo a domingo para atender seus clientes.

Em um mundo onde os clientes querem ser atendidos a qualquer momento, é imperativo estar disponível permanentemente para suas demandas, o que, invariavelmente, sacrifica os dias reservados a descanso, especialmente o domingo, dia que reservamos para o convívio em família.

O que tenho observado é a redução no tempo do empresário em um determinado negócio. Enquanto há saúde e disposição, vejo empresários dedicando-se plenamente ao seu negócio e aos clientes. Porém, na medida em que  a saúde começa a se debilitar, a idéia de abandonar o empreendimento passa a ser considerada e executada.

O drama fica mais complexo com a não adesão dos filhos ao negócio dos pais. Sem ter como vislumbrar sucessores confiáveis, muitos empreendedores fecham seu negócio e passam a investir em imóveis como alternativa de renda e qualidade de vida.

Será que há uma solução razoável para o drama destes empresários?