Mercado quer obrigar profissionais de marketing a serem designers

“Precisa-se de profissional de Publicidade ou Marketing, formado ou cursando, com experiência em produção de eventos, criação e execução de projetos  Deve escrever bem e ter noções básicas do pacote Adobe.”

“Contata-se de Comunicação e Marketing para atuar juntamente a diretoria comercial e de mercado sendo responsável pela identificação de novos mercados, análise e pesquisa de concorrentes e clientes potenciais. Realizar gestão das redes sociais, site, uso do Adwords e Google Analytics. Atuação direta em campanhas de marketing, endomarketing e CRIAÇÃO de artes e peças. Experiência com campanhas de marketing, criação publicitária, eventos e planejamento estratégico. NECESSÁRIO conhecimentos AVANÇADOS nas ferramentas de criação e edição: Photoshop, Illustrator, Indesign ou Corel…”

Os textos acima estão reproduzidos literalmente, incluindo as enfáticas letras maiúsculas, e foram publicados no site Comoequetalá, que periodicamente publica vagas de empregos nas áreas de Comunicação e Marketing.

O que deveria ser apenas a contratação de um profissional com experiência em análise, planejamento, implementação e controle de ações mercadológicas transformou-se na busca por um profissional que também entenda de softwares de editoração e criação gráfica. Atentas à grande oferta de profissionais no mercado, as empresas ampliaram as exigências para contratação, visando encontrar em um único candidato habilidades normalmente encontradas em profissionais distintos. Assim, procuram economizar em contratações. Mas será que os profissionais selecionados são bons planejadores e, simultaneamente, bons designers?

Creio que não, embora tenha sempre acreditado que profissionais de marketing devessem, de fato, fazer cursos de softwares gráficos, não para aprofundar em design, mas para entender os recursos daqueles aplicativos e, com isso, colaborar com idéias aos diretores de arte em reuniões criativas.

Cabe aos candidatos a emprego aceitar ou não esta imposição das empresas do mercado. Quanto mais pessoas aceitarem estas exigências, mais elas serão irreversíveis e acabarão transformando estes mesmo profissionais em planejadores mais ou menos e designers idem, o que será negativo para o curriculum, a carreira e o bolso dos profissionais que se sujeitarem às exigências.

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