O que seriam das férias sem as aulas?

O texto abaixo é de autoria do meu amigo colorado Gianlucca Favarini, que ganhou um concurso de redação do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. O texto é muito oportuno para refletir neste período de volta às aulas.

“Durante o ano letivo só existem dois dias maravilhosos: o primeiro e o último. O primeiro pelo reencontro com os amigos (e para dar uma olhada nas novas coleguinhas). E o último porque no dia seguinte começam as férias (se você não ficar de recuperação, lógico). E pensando sobre as vantagens – algumas nem tão vantajosas assim –  fiz uma lista com as diferenças entre estar sentado à beira do mar e sentado em uma sala de aula procurando o valor de X:
Na escola, você aprende a fórmula de Bhaskara. Na praia, você aprende a fórmula para ficar bronzeada (gurias) ou para não ficar queimado (guris). Na escola, você faz provas de marcar. Na praia, quem marca é o biquíni nas gurias (e as bermudas nos guris, mas isso não fica bonito, atraente e sensual). Na escola, você aprende anatomia. Na praia, você observa a anatomia desfilando de fio-dental. Na escola, você aprende que não existe vida por geração espontânea. Na praia, você aprende que se não lavar a louça, a vida vai surgir na sua pia sem explicação. Na escola, você consulta a tabela periódica. Na praia, você consulta a tabela de preços dos picolés. Na escola, você aprende orações subordinadas e coordenadas. Na praia, você aprende a oração para pedir a São Pedro que não chova.
Agora me pergunto o que seriam das férias sem as aulas. É como imaginar o Inter sem o Grêmio ou uma rodinha sem o chimarrão. Não dá. Eles se completam. Mas a gente só dá valor quando perde, não é mesmo? Ou vai dizer que você nunca se pegou dizendo “que saudade das aulas” em meio às férias? O contrário nem preciso comentar, é rotineiro. Por mais que eu afirme que a praia é melhor (momento final para puxar o saco), reconheço a importância da escola, principalmente na formação de cidadãos. Ou seja, resumindo tudo: na escola a gente aprende a sentir saudade da praia. Na praia, a gente aprende a sentir saudade da escola.”

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