A internet, a juventude e uma – quase breve – reflexão

A Semana de Comunicação da Universidade Católica de Brasília, popularmente conhecida como Secomunica, chega ao meio. Meio tempo, meio do tempo que dura qualquer semana, em especial esta, que pensa sobre ele, o tempo. A mesa desta quarta, dia 27, prometia! Fala de nós, sim, nós jovens criados em frente a uma tela, seja ela de computador, videogame ou televisão, LCD ou LED. A Geração da Tela.
A professora Valesca Lobo, da UCB, media a mesa. Os convidados desta noite, diga-se de passagem, de expressão significativa, são Karla Carvalhal, representante da MTV em Brasília, e Marco Frade, diretor de mídia da Artplan, uma das maiores agências de publicidade da capital federal.
Antes, como gancho da mesa – melhor dizer debate? Sim, foi um debate entre todos que quiseram dele participar – foi exibido um resumo de uma pesquisa da MTV, o Dossiê Universo Jovem 5. Trata – como o nome diz – dos jovens, de 12 a 30 anos, das classes A, B e C. Tenta entender suas preferências, expectativas, comportamentos – se é que isso é possível.
A internet é onipresente
A inovação constante da tecnologia e dos games é fato. Seu uso é parte constante da vida de toda a população, principalmente dos jovens. O tempo – sim, ele mesmo – gasto (leia-se perdido) em atividades que não rendem muito retorno, que são apenas entretenimento, é muito. E se esse tempo fosse melhor utilizado? Já parou para pensar quantas coisas você, isso mesmo, você amigo internauta, poderia realizar? Mas não venho aqui ser moralista, é só uma observação. Digamos, jornalisticamente falando, um gancho para refletir.
A internet é onipresente. Sim, não somos só eu e você, amigo internauta, que acreditamos nisso, esse é um dos tópicos da pesquisa exibida em vídeo. Os depoimentos no documentário atestam isso. Guilherme de Rosis, 27, declara: “Eu sou refém da internet”. A leitura, o relacionamento, o estudo, tudo é feito pela internet. Então, pra quê sair de casa? Um aluno presente à palestra, Bruno, do 5º semestre de jornalismo, cita a Solidão Interativa.
Nós, jovens, sabemos que a internet limitou os relacionamentos. As pessoas não se veem mais tanto quanto antes. “Paquerar por MSN é mais fácil, mas brigar pela internet é muito mais difícil”, afirmou um dos entrevistados do vídeo. Concordo. E vocês? Aliás, nessa linha, pensamos: Para que ter amigos reais se você pode ter virtuais e os bloquear quando quiser? Quando enjoar, você sai fora. E se eles enjoarem de você?
A dica da noite é valorizar quem e o quê realmente valem a pena (leia-se: família e carreira). Sim, sim. Falando em família, prole, a chamada “célula mãe da sociedade”, engraçado um dado mostrado no vídeo: 40% dos jovens pesquisados não têm mãe e pai morando juntos, contudo 71% destes mesmos jovens pensam em se casar. Sim! Ainda tem gente que acredita na instituição casamento! Curioso, né?
O tempo da palestra dessa noite? O tempo de refletir. Como disse Karla Carvalhal, “Todo vício leva a gente ao desequilíbrio”.
(Texto: Janine Martins – OPN/UCB)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s