Mercantilismo tira do Rock in Rio a aura de generation event

Em sua primeira edição, o Rock in Rio  teve a aura de ser o evento de uma geração. Marcado pelo culto à alegria e a liberdade, o show marcava o fim da ditadura e a entrada do Brasil no circuito dos grandes shows. Embora com atrações heterogêneas, a identidade de ser um evento ligado ao rock’n roll marcou os fâs deste ritmo.

Nas outras edições, buscou-se reavivar este conceito. Em 1991 e 2002, a organização ajustou as atrações às expectativas do público, com algumas críticas. A aura de evento de uma geração manteve-se, pois os intervalos de realização do mesmo era, em média, de 10 anos.

Agora, em 2011, o evento profissionaliza-se de vez, vendendo todos os ingressos e estabelecimento o máximo de parcerias que possam garantir seu êxito e as próximas edições. Porém, alguma coisa se perdeu. Mais precisamente a aura de “generation event”. É o mercantilismo marcando seu território no evento que tem o maior índice de lembrança do público. Recentemente, o site do Rock in Rio, noticiou que haveria a realização do evento também no ano de 2013, para viabilizar a parceria com um banco que lançara um cartão co-branded com a marca do evento. O anúncio do cartão prometia aos adquirentes “prioridade na edição 2013 do evento”. Dias depois, no entanto, mudou o texto para “prioridade nas edições do Rock in Rio Lisboa, Madri e onde mais fosse realizado o evento”, provavelmente voltando atrás na intenção de realizar uma edição em período de tempo mais curto. Curioso, não?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s