Pesquisadores de Comunicação da UCB desenvolvem experiência digital com vídeo que estimula adoção

O vídeo acima foi experimentado pelo grupo de pesquisa da Universidade Católica de Brasília que estuda e testa possibilidades de construção dos conteúdos digitais e interativos, especialmente para TVDI.

“Dentro da proposta de “Convergência Tecnológica”, o vídeo busca estimular as pessoas à adoção de crianças.

A estrutura narrativa da história utiliza como fio condutor uma família que usa as redes sociais para se informar como cuidar do filho com síndrome de Down e para partilhar experiências com outros pais. Um bom exemplo de deslocamento do aplicativo na condição de suporte (meio, tecnologia) para a condição de fim, assumindo um estatuto de inscrição narrativa.

No relato, o aplicativo de rede social, com interface gráfica desenvolvida exclusivamente para o vídeo, figura com papel narrativo. Promove o espaço de interação entre os personagens localizados em regiões diferentes do país. Trata-se de uma inscrição que não somente interfere no fluxo narrativo normal como estabelece uma nova ordem interna instituindo na relação dialógica das famílias (personagens) partir das lógicas e da estética (sonora e imagética) das redes.

O uso da tecnologia como parte da mensagem, do discurso e da narrativa, tende a resgatar o que Marshall McLuhan escreveu em 1963, quando afirmou que “o meio era a mensagem”. É bem verdade que o autor canadense fez essa reflexão a partir de outra realidade (a televisão analógica em seu estagio inicial) e tecnologias (eletricidade) e pensava no palimpsesto (GENETTE, 1992) que emolduradava ou enquadrava os conteúdos às condições de produção e de recepção. Mas sua análise assume uma dimensão referencial quando o meio se torna mais que um meio, e, na perspectiva aqui apresentada, avança à ideia de limite e institui a premissa de abertura do sistema. Portanto, uma transposição conceitual a partir do postulado de MacLuhan, quando se confere a tecnologia um caráter enunciador no interior do discurso.” (Texto: Alexandre Kieling)

Anúncios

O que Obama tem a ver com Divinópolis

A intensa negociação com que o presidente norte-americano Barak Obama tem se envolvido nas últimas semanas pode afetar os mais diversos negócios no Brasil. A batalha pela aprovação por um maior envidividamento pelo congresso americano tem preocupado executivos de todo mundo. Como exemplo, podemos citar uma empresa da cidade mineira de Divinópolis que fabrica uniformes para o exército americano. Já tendo exportado milhares de exemplares da vestimenta, a empresa pode ter seus pedidos reduzidos por futuras medidas de contenção de despesas das forças armadas estadunidenses. Este é apenas um dos impactos possíveis que empresas de todo mundo poderão sofrer com o freio de uma das “locomotivas” da economia moderna. Esperamos que Obama consiga obter a aprovação do congresso, apesar dos esforços do partido conservador em dificultar seu governo, às vésperas das eleições de 2012 naquele país.

Que moto, o quê! O negócio da Honda vai ser robô!

A marca Honda já se consolidou nos mais importantes mercados como sinônimo de motocicleta e automóvel, além de já fazer parte da história da Fórmula-1. O que poucos sabem é que o planejamento estratégico da empresa prevê um grande investimento no desenvolvimento de robôs para uso doméstico e corporativo. Há décadas a empresa busca desenvolver seus projetos o mais próximo da aparência de um ser humano.

O modelo em que a empresa aposta é o Asimo, um boneco humanóide de 1,40 m que realiza as mais diversas funções, inclusive subindo e descendo escadas.

A visão da Honda é de que as ruas ficarão infestadas de motocicletas de sua marca e, principalmente, de modelos de um número cada vez maior de concorrentes.

Uma consultoria japonesa prevê que em 2025 metade da população mundial terá em casa algum tipo de robô. De olho nesta previsão e neste mercado, a Honda aposta suas fichas na criação de um mercado em que já é líder. Duvida? veja o vídeo acima e conheça o Asimo, o qual poderá estar em sua casa daqui a alguns anos, ao preço de uma moto zero quilômetro.

Mobilização da mídia para as Olimpíadas de Londres é tímida

Em 2003, a cidade de Londres, na Inglaterra, foi escolhida como sede das Olimpíadas 2012. De lá para cá, a mobilização da mídia brasileira para o evento é tímida, mesmo a menos de um ano para o início do evento.

Programada para ter início em 27 de julho e término em 12 de agosto de 2012, as Olimpíadas de Londres serão transmitidas, no Brasil, pela TV Record, em Canal aberto, e pelos canais da Globosat, em tv por assinastura. Na internet, a exclusividade será do Portal Terra.

É curioso notar a força da Rede Globo na agenda esportiva brasileira, pois o silêncio da emissora de Roberto Marinho sobre a olimpíada 2012 reforça a rivalidade da emissora com a TV Record, mas prejudica os telespectadores que apreciam as disputas olímpicas. Fosse a Rede Globo detentora dos direitos à transmissão, certamente a atmosfera olímpica estaria mais pulsante, não?

Goodbye and thank you, Amy!

O mundo lamenta a morte de Amy Jade Winehouse, a diva do soul, a voz mais original e vibrante da música pop na atualidade. Quem curte soul e jazz sabe do que estou falando. Esqueçamos o sensacionalismo de sua vida conturbada. Amy poderia ser um exemplo melhor para a juventude, mas ela era apenas o retrato de uma geração perdida nos extremos da fama: dinheiro e drogas, reconhecimento e decadência, poder e difamação. Em post anterior, intitulado “Dando a mão à palmatória“, reconheci o talento da cantora e reafirmo tudo o que disse.  Ela era a maior intérprete deste início de século. Apenas 2 álbuns foram suficientes para demarcar seu território e assegurar um lugar na história da música como intérprete e compositora. Agora, só podemos relembrar seus sucessos e lamentar sua perda para o vício. Clique na foto acima e aprecie um de seus maiores sucessos, Back to Black, aliás, minha música preferida na voz da diva. Goodbye and thank you, Amy!

O Google está diminuindo sua memória?

Encontrar virtualmente tudo o que se precisa saber na web é uma facilidade que estaria diminuindo nossa capacidade de memória, afirmam alguns cientistas americanos. Estamos realizando uma espécie de transferência de memória, levando para o mundo online aquilo que, em outras épocas, ficaria dentro de nossas cabeças, principalmente nas pessoas com talento para guardar nomes, datas e demais informações.

Em um estudo realizado pela pesquisadora Betsy Sparrow (Universidade de Columbia -Nova York) em 100 estudantes de Harvard, ela notou que sempre que alguma questão levantava dúvidas, as pessoas pensavam em seus computadores como o lugar onde todas as respostas seriam encontradas. É um caso clássico de transferência! E mais: muitos sequer lembravam onde encontraram as informações! Apenas sabiam que, uma vez online, teriam a resposta.

Este tipo de comportamento já havia sido identificado há 30 anos por outro grupo de pesquisadores que, na época, chamaram-no de “memória transacional”. Neste caso está, por exemplo, um casal em que o homem é bom para guardar nomes de ruas e a mulher de parentes distantes. Juntos, eles compartilham os dois grupos de informações.

Segundo Betsy Sparrow este novo tipo de memória já tem até nome: “Efeito Google”. Estamos transformando estas imensas bases de dados em nossa memória externa e coletiva. Enquanto estiver tudo no ar e, gratuitamente, não tem problema algum! (Reproduzido do Blog da Lu)

Centros clínicos tornam-se a “bola da vez” no mercado imobiliário

O mercado imobiliário vem experimentando uma grande expansão com o auxílio do programa “Minha casa, minha vida”. Por enquanto, o auxílio governamental, com subsídios, tem sido suficiente para quem deseja adquirir a casa própria, aumentando a demanda por imóveis e aquecendo o mercado.

Do lado dos investidores em imóveis, por sua vez, o momento é de muita cautela nos investimentos, especialmente em Brasília. Uma grande oferta de imóveis irá, simultaneamente com a redução do financiamento, provocar uma redução nos preços. Até o investimento em salas comerciais parece preocupar os investidores.

Neste cenário, investir em salas em centros clínicos pode ser um oásis neste deserto de incertezas. Como os empreendimentos em saúde tendem a se expandir com o aumento da população e com o ingresso crescente de médicos no mercado de trabalho, estes verdadeiros “shoppings da saúde”, com sua boa infraestrutura, representarão boas oportunidades de investimento.

O fim dos heróis da resistência na publicidade brasileira

Eles mantiveram-se fiéis ao ideal romântico de agência nacional por algumas décadas, mas chegou a hora de capitularem. Refiro-me às grandes agências de propaganda com capital 100% nacional que agora estão nas mãos de grandes corporações estrangeiras de comunicação.

Na última semana, o mercado publicitário acompanhou a concretização da aquisição de 70% das ações paulista DPZ pelo grupo Publicis, que recentemente adquiriu, também, a Talent, a QG e a GP7.

A DPZ e a Talent são as últimas vítimas do processo de globalização que atingiu o milionário mercado publicitário. Imagino os dilemas pelos quais passaram Duailibi, Peti, Zaragoza e Júlio Ribeiro ao analisar a proposta do conglomerado multinacional Publicis. Os quatro mosqueteiros da publicidade tupiniquim resistiram até onde puderam, mas a associação com um grupo forte pode representar a sobrevida deles em um mercado que exige, cada vez mais, uma grande “musculatura financeira” para enfrentar a concorrência.

Com a aquisição da DPZ, a Publicis alcança o posto de segunda maior compradora de mídia do país, atrás apenas do grupo WPP.

De volta às aulas

Estive de férias nas três últimas semanas, razão pela qual postei poucos comentários neste blog. Pausa para a família para programar o próximo semestre. Hoje retomo a rotina das aulas. São 10 turmas me esperando. Em agosto, completo 10 anos de Universidade Católica de Brasília. Estou animado com este semestre. Volto também à rotina do blog. Até amanhã!

Uma câmera digital que as mulheres vão adorar!

A Panasonic acaba de lançar uma câmera digital que aplica maquiagem virtualmente. A DMC-FX78, a princípio, parece uma câmera comum, porém, depois de você bater a foto, é possível retocar a imagem colocando alguns efeitos que ficam iguais a uma maquiagem.

Há duas formas de tratamento de fotos: o modo Cosmetic e o modo Beauty Retouch. O primeiro permite retirar retratos com diferentes cores de pele.  Além disso, é possível dá retoques em partes da pele como uma pequena espinha. Já o segundo modo, o Beauty Retouch permite aplicar uma maquiagem virtual no rosto fotografado. Os detalhes são tão precisos que é possível definir cor dos lábios, sombra de olhos, bochechas e cor da base. Além disso tudo, é possível branquear os dentes e melhorar a textura da pele.

Não há previsão de quando o fabricante irá trazer a câmera ao Brasil, porém nos Estados Unidos ela pode ser comprada por US$ 300 (cerca de R$ 470).  Veja o vídeo demonstração acima.

Como os shopping centers estão utilizando as redes virtuais?

Para responder a esta pergunta, o Portal do Shopping realizou um interessante debate envolvendo representantes de seis centros de compras do país. Eis algumas respostas:

Priscilla Leão, do Shopping Leblon: O Shopping Leblon desenvolve desde o início de 2011 uma série de promoções e ações no Facebook para atrair nosso público-alvo. Estamos presentes, também, no Tiwter, no Foursquare e no Youtube, mostrando o making of de campanhas, fotos de eventos, promoções online e etc. Contratamos uma empresa especializada em mídias sociais no início do ano e, desde então, o relacionamento um a um com o cliente cresceu vertiginosamente. Uma das integrantes da empresa de mídias sociais fica no Shopping, com interação diária com a equipe de marketing e os lojistas.

Nico, Samira e Fabiano, do Unique Shopping: Informamos sobre lojistas, promoções e atrações para as redes sociais e institucionais, entre outras ações. O relacionamento com os clientes do shopping é realizado por meio do Facebook e do Twitter. Procuramos estar o mais próximo possível dos clientes.

Márcia, Fátima, Fernanda e Caio, do Grand Plaza Shopping: O Grand Plaza Shopping divulga suas campanhas, realiza promoções, divulga conteúdos relevantes aos usuários e interage com o consumidor, respondendo a quaisquer perguntas referentes ao empreendimento. Temos também um blog, onde publicamos, semanalmente, matérias de interesse para nosso público, que também são postadas no Facebook, Twitter e Orkut.

Adriana Cardoso, do Shopping Mueller Curitiba: O Shopping Mueller está online nas principais redes (Twitter, Facebook, Orkut e Foursquare) e campanhas de varejo. Divulgamos as vitrines de oferta e fazemos ações de relacionamento e incentivo com os clientes.

Ricardo Portela, do Shopping Ibirapuera: No Shopping Ibirapuera o foco é o relacionamento e o diálogo com os interessados em nosso negócio. As informações devem estar ligadas aos acontecimentos importantes, não apenas do shopping, mas da cidade e do mundo. Buscamos constantemente oportunidades para que a informação seja útil ao interessado. Temos uma pessoa para cuidar especificamente destas redes.

Tony Bonna, da AD Shopping: Hoje estamos no Orkut, Facebook e Twitter, além de termos um Blog, sempre tendo o relacionamento como o principal objetivo das redes sociais. Nossa política é contrária à terceirização da relação do empreendimento com seus públicos pelas redes sociais. Estamos incentivando a contratação de profissionais que atuem internamente nos empreendimentos e com livre trânsito junto às gerências, pois, acreditamos que esta é a melhor forma de agilizar a comunicação nesses canais.

Morre o autor da maior promoção de vendas que o Brasil já teve

Faleceu, no sábado passado, 02 de julho, o autor da maior e melhor promoção de vendas que o Brasil já experimentou. Estou falando do ex-presidente  Itamar Franco, que em 1994 implantou o Plano Real, revolucionando a economia brasileira. Até 1993, a inflação corroía o poder aquisitivo a ponto de ser necessário fazer a compra de alimentação para o mês inteiro no mesmo dia que recebíamos o salário. No ano seguinte, Itamar Franco bancava a implantação do Plano Real após tentativas frustradas de governos anteriores. Utilizando a URV – Unidade Real de Valor, como índice de transição, o ex-presidente lançou no final do primeiro semestre de 1994 uma moeda forte, que nascia valendo o mesmo que 1 dólar. A concepção do plano foi tão inteligente que os governos seguintes fizeram de tudo para manter a moeda forte, o que foi decisivo para que o Brasil hoje seja uma potência emergente.

Mas Itamar Franco fez mais: seu governo não registrou casos de corrupção, lançou o conceito de carro popular, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar, determinou à Caixa Econômica Federal a abertura de contas populares, o pagamento das contas inativas do FGTS, o combate ao trabalho escravo e infantil, a promulgação da Lei Orgânica da Previdência Social e o barateamento dos remédios pro meio da lei dos genéricos.

Apesar de seu governo ter durado apenas 2 anos, pois era vice de Fernando Collor, que recebera o impeachment do Congresso Nacional, Itamar Franco foi um grande estadista. Como disse recentemente Walter Barelli, “a história fará justiça por sua honestidade, dignidade e interesse público acima de qualquer outro”.

Obrigado, Itamar!