Não existe ponto comercial ruim, mas negócio certo no lugar errado

Ontem, ao passar por uma loja recém-inaugurada, deparei-me com uma faixa com a inscrição: “Queima total”. A loja revende colchões e está localizada em um dos acessos a um hipermercado de Taguatinga. Lembrei-me, então, de diversas lojas que abriram na cidade mas que não se sustentaram por muito tempo. Na verdade, menos de um ano. Algumas, menos de seis meses. Embora há que se considerar diversos fatores na gestão que podem determinar o insucesso, costuma-se atribuir ao ponto escolhido a principal razão. Em alguns casos, até concordo, mas há que se considerar a natureza do empreendimento a se estabelecer em um determinado ponto. No caso da loja de colchões, acredito que o ponto tenha sido mal escolhido por ser um local de circulação predominantemente automotiva. Naquele local, poucas pessoas circulam a pé. A exposição de colchões na loja fica prejudicada para quem passa apenas alguns segundos à frente do estabelecimento, por exemplo. Neste caso, o problema não é o ponto, mas sim, a natureza da loja. Na mesma rua, estabelecimentos de gastronomia e lazer deram certo, ao contrário de outros inúmeros segmentos comerciais que não obtiveram êxito.  Escolher o negócio adequado para um determinado ponto é um dos critérios fundamentais a serem considerados em um plano de negócios. Resumo da ópera: não existe ponto comercial ruim, mas sim negócio certo no lugar errado. Pense nisso!

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