Como a publicidade viabiliza os desfiles de carnaval

Realizar o Carnaval não é coisa fácil.  São meses  e meses de preparativos para a escola brilhar no dia do desfile. A lista de materiais não é pequena: milhares metros de tecido, das penas, plumas, paetês, lantejoulas e pedras. Para patrocinar esse gasto, a prefeitura destina uma verba às escolas. Além disso, somam-se os valores arrecadados com bilheterias e direitos de transmissão. Em São Paulo, por exemplo, cada uma das escolas integrantes do grupo especial recebeu cerca de R$ 530 mil da prefeitura; da Rede Globo, R$ 420 mil, pelos direitos de transmissão e, da participação das bilheterias, uma quantia próxima a R$ 280 mil. Ou seja, pouco mais de R$ 1,2 milhão. Mas onde a publicidade contribui com o Carnaval? Se uma escola investe, no mínimo, R$ 2 milhões, a conta precisa fechar com apoio da propaganda.  No Rio de Janeiro, as empresas investem de R$ 1,5 a R$ 4 milhões, dependendo do tamanho da escola, segundo Carlos Perrone, presidente da agência de publicidade Pepper. Mas, como funciona essa inserção da publicidade no samba? “Antes do samba existe o enredo. O enredo é a história. O que a gente busca, antes da música em si, é falar de um tema. Internet, por exemplo. A escola escreve um pré-roteiro, que vira um roteiro, como um filme. Neste caso, o roteiro vai para os compositores para que eles façam um samba-enredo, uma música que vai contar o tema na avenida. O tema, em muitas ocasiões, é patrocinado por empresas a ele relacionadas. No ano passado, a Positivo patrocinou a Portela, cujo tema foi a inclusão digital. Tempos atrás, foi a vez da Salgueiro falar de aviação, sob os auspícios da TAM. Mas a inserção publicitária está na sutileza do tema, e não na exposição da marca patrocinadora, o que é proibido na Marquês de Sapucaí, em respeito aos patrocinadores oficiais do desfile. Não sendo explícito, não está quebrando nenhum regulamento. É uma linha muito tênue e você tem que cuidar muito pra que não esbarre no mau gosto e se transforme em uma coisa que volta contra o patrocinador. Uma forma de otimizar o patrocínio na avenida é, ao invés de inserir o nome do patrocinar no samba, incluir o slogan, o que não é proibido. É assim que a publicidade banca os desfiles.

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