O que está acontecendo com os estudantes de Publicidade de Brasília? (III)

Trago hoje algumas respostas para minha inquietação sobre o interesse dos publicitários brasilienses em investir em sua formação. Chego às seguintes conclusões:

a) A internet e o marketing promocional são as novas praias dos publicitários e é nestas áreas que investirão seus recursos visando sua preparação;

b) Publicitário que gosta de agência gosta MESMO e vai seguir carreira sempre neste ambiente;

c) Um grande contingente de estudantes de publicidade não seguirá sua profissão e investirá mesmo no serviço público, para onde canalizará seus recursos financeiros e tempo;

d) Um pequeno contingente de publicitários mais sintonizados com gestão especializar-se-á em áreas como marketing, inteligência competitiva e gestão de projetos;

c) As assessorias de comunicação continuarão sendo ocupadas por jornalistas.

A inquietação continua.

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O que está acontecendo com os estudantes de Publicidade de Brasília? (II)

Continuando sobre minha preocupação quando aos reais intereses dos estudantes de publicidade em relação a sua preparação para o mercado, gostaria de abordar outro fato que aguça esta minha inquietação. Recentemente ofertamos ao universo de alunos dos cursos de Administração e de Publicidade um curso de Marketing de Serviços o qual, subsidiado pelo Sebrae, cobrava uma taxa simbólica para inscrição. Minha expectativa era de que fecharíamos uma turma de 30 alunos, dado o interesse sempre demonstrado pelos alunos naquele tema. No primeiro dia do curso, surpreendi-me com a ausência de alunos do curso de propaganda, uma vez que pelo menos 10 alunos haviam se manifestado previamente interessados em se matricular. Já os alunos de administração estavam presentes, além dos profissionais de empresas incubadas. O curso foi muito proveitoso, com 15 alunos inscritos, mas minha inquietação com os estudantes de publicidade continua. Até porque dois daqueles que haviam manifestado interesse prévio me perguntaram se as presenças no curso recuperariam faltas na disciplina que ministro na graduação. Dá para entender estes sem noção que querem barganhar com a ética?

O que está acontecendo com os estudantes de Publicidade de Brasília?

Há 2 anos atrás, tive a oportunidade de ministrar a disciplina Legislação da Comunicação para alunos de jornalismo e de publicidade e propaganda de uma instituição de ensino de Brasília. Eram 43 alunos de jornalismo e 34 de PP. Na ocasião, tive que dividir parte da carga horária para a legislação de jornalismo e e outra parte às leis que regulam a publicidade. Era natural que eu esperasse um maior interesse dos alunos de jornalismo sobre sua atividade e, conseqüentemente, seu aparato legal. Isso de fato ocorreu. O mesmo não pude dizer dos alunos de publicidade, que invariavelmente sentavam-se ao fundo e, mesmo no que dizia respeito às suas leis, não demonstravam muito interesse, limitando-se ao burburinho com os colegas. Na época, encantou-me o interesse dos estudantes de jornalismo pela legislação da publicidade. Tal discrepância me incomodou por todo o semestre, até que um dia solicitei, ao final da aula, que somente os alunos de propaganda permanecessem no recinto. Aproveitei a ocasião para explanar-lhes sobre a realidade das assessorias de comunicação no Governo Federal, amplamente dominadas pelos jornalistas, que, por se interessarem não só por seu meio, mas também por todo espectro da comunicação, desempenham bem seu papel e ocupam maior espaço no mercado de trabalho. O interesse restrito dos estudantes de publicidade é evidente não só por jornalismo, como também por matérias relacionadas ao seu próprio ambiente, o que é preocupante e limitador das oportunidades de inserção no mercado. E aí surge a pergunta: o que está acontecendo com os estudantes de Publicidade? Ainda voltarei ao tema.

Sound Branding marca território como estratégia

Sound Branding é o planejamento e concepção de identidade sonora para marcas conforme suas diretrizes estratégicas. Como resultado tem-se o fortalecimento da identidade do negócio, do seu reconhecimento e da sua consistência.

Nos dias 04 e 05 de novembro últimos foi realizado, na Alemanha, o Congresso de Sound Branding do mundo, reunindo mais de setenta empresas interessadas e atuantes no assunto.

Uma delas é a Zanna Sound, considerada única na América Latina neste setor. A empresa apresentou o case da Unimed-Rio, o mais votado do congresso. Sound Branding é o processo de transformação do conceito e linguagem visual da marca em linguagem sonora.

Por ser uma das linguagens mais antigas na mídia, o áudio proporciona um grande apelo ao imaginário do consumidor e estimula a reelaboração do conteúdo. Neste contexto, marcaram território ferramentas eficazes como os jingles e as assinaturas sonoras. Estas, principalmente, passaram a fazer parte do universo cognitivo da maioria dos consumidores, dado seu alto grau de renteção? Exemplos? O plim-plim da Globo, o “totetotê” da Intel, a seqüência de dez notas musicais da Sadia e muitas outras. O Sound Branding auxilia a lembrança de marca e busca posicioná-la na memória auditiva do consumidor.

No vídeo acima, você confere a ação de sound branding desenvolvida pela Zanna Sound para o Banco do Brasil, por ocasião dos 200 anos da instituição.

O Caderno de Reuniões de Newton Scheufler

Nesta semana, o colega professor Newton Scheufler revelou ao mundo os segredos de seu caderno de desenhos. Sempre observamos que, nos debates das reuniões de professores da UCB, Newton não para de desenhar um só minuto. Para quem observa de forma simplista, talvez ele não estivesse interessado nos temas do encontro, mas na verdade ele executava uma técnica que aprendeu outrora, segundo a qual, quando mais ele desenvolve o lado direito do esquerdo, desenhando, por exemplo, mais concentrado ficará no raciocínio do lado direito do cérebro. Ou seja, enquanto desenhava, Newton prestava atenção e também intervinha nas discussões. Mas faltava descobrir “o que” o mestre Scheufler rabiscava. Pois há poucos dias ele nos revelou a arte por trás de seus rascunhos. Em uma época de tantas questões pragmáticas, orçamentos, relatórios e grade horária, envio-lhes um pequeno divertimento gráfico produzido ao longo dos últimos dez anos durante as reuniões de nosso Curso.  “Sobre os desenhos feitos em meu caderno de anotações trabalhei digitalmente e produzi uma pequena série de trabalhos onde o plástico e o digital se encontram e a história de Curso é gráfica e poeticamente relatada”, revela Newton. Acesse e conheça mais da obra do mestre Newton Scheufler!