Truculência e intolerância das autoridades interditam UCB por 24 horas

Na última sexta-feira (18/06), programei com minha turma de Gestão Comercial a aplicação de uma prova, às 20 h, na Universidade Católica de Brasília. Ao chegar à sala, não encontrei nenhum aluno. Pouco depois, tomei conhecimento de que a instituição havia sido interditada pela AGEFIS, agência de fiscalização do Distrito Federal, sob a alegação de que não havia renovado o alvará de funcionamento. A iniciativa da AGEFIS atingiu também outras instituições de ensino superior de Taguatinga e do Guará. Poderia ser uma ação correta das autoridade se não se registrasse algumas incoerências, quais sejam:

a) O alvará da instituição é válido até 31/12/2012, portanto, em vigor.

a) Não houve notificação prévia da AGEFIS à instituição, o que é previsto em lei;

a) A ação ocorreu na noite de sexta-feira, dentro, portanto, do fim de semana, quando a instituição não poderia se articular para rapidamente resolver o problema, o que só foi resolvido na tarde de sábado.

b) A ação ocorreu de forma truculenta e arbitrária, constrangendo professores e alunos no exerício do processo ensino-aprendizagem.

c) A iniciativa não atingiu instituições do Plano Piloto, maiores concorrentes da Católica. Não é curioso que, das grandes instituições, apenas a UCB tenha sido interditada?

Ignoro as razões pelas quais as autoridades decidiram interditar a instituição, uma vez que o alvará encontrava-se em vigor. Até porque a UCB jamais deixaria a situação chegar a estes extremos, pois estou lá há quase dez anos e a mesma sempre honrou os compromissos assumidos e suas responsabilidades legais.

No plano especulativo, acredito que a ação das autoridades ocorreu por algum membro do governo exigir algum tipo de propina da instituição e a mesma se recusar a fazê-lo, fato que já ocorreu no passado quando elementos do governo Joaquim Roriz propuseram que o metrô circulasse próximo à instituição. Na ocasião, a reitoria da instituição não aceitou e o metrô foi transferido para quase três quilômetros de distância da Universidade. Por estas atitudes, admiro a instituição e condeno a ação das autoridades que, arbitrariamente, decidiram prejudicar a UCB, mesmo com o histórico lícito que  a instituição dispõe.

A UCB publicou, neste sábado, nota oficial esclarecendo a circunstância. Leia.

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