Morre Herbert Richers

“Versão brasileira: Herberth Richers”. Quem não se lembra de ter ouvido esta frase em filme estrangeiros nas décadas de 80 e 90? Pois é. O produtor de cinema Herbert Richers, dono da empresa pioneira no ramo de dublagens no Brasil, morreu nesta sexta-feira (20), aos 86 anos, na Clínica São Vicente, Rio de Janeiro, depois de um ano de padecimento, com uma doença de rins. Richers dirigia um dos melhores estúdios de dublagem do mundo. Paulista de Araraquara, SP, fundou, em 1950, a distribuidora de filmes Herbert Richers S.A, que depois virou uma das pioneiras no ramo da dublagem no Brasil. A dublagem foi introduzida ao produtor em 1960 pelo amigo Walt Disney, como forma de resolver o problema das legendas, que eram quase ilegíveis para a tecnologia da época (televisão pequena, em preto e branco e sem definições). Inicialmente com cinejornais, a organização, aos poucos, começou a produzir e distribuir longas, como a comédia Sai de Baixo (1956). Nos anos 60, ela já produzia cerca de oito filmes por ano, a maior média de qualquer estúdio ou produtora da época. Com o desenvolvimento da televisão, Herbert Richers organizou um departamento de dublagem. Sua empresa também passou a lançar filmes nacionais, com destaque para O Assalto ao Trem Pagador (1962), Vidas Secas (1963) e Bonitinha, Mas Ordinária (1963).

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