Planalto estreia seu blog

Hoje entra no ar o Blog do Planalto, novo canal de comunicação da Presidência da República,  Um post publicado às 23h50 de domingo (30) apresenta um vídeo do presidente Lula dando boas vindas aos visitantes do site. O chefe do Planalto fala do marco regulatório do pré-sal, que será anunciado também nesta segunda, e pede aos internautas que contribuam com o blog. O blog não oferece a opção dos comentários, mas a página traz ferramentas para blogar sobre o post, enviar para redes sociais como Twitter e Facebook, além de imprimir e opinar se gostou ou não do texto. Há ainda espaço para enquetes, fotos e vídeos. É a Presidência da República aderindo a blogosfera. Acesse!

Cultura do Grátis está matando a indústria pornográfica

Recentemente, uma reportagem do Los Angeles Times trouxe a reclamação de um produtor de filmes eróticos sobre a influência da Cultura do Grátis no volume de títulos lançados no mercado. A Cultura do Grátis é o nome que o autor Chris Anderson utiliza para designar o paradigma da nova geração que nasceu consumindo produtos gratuitamente, como os conteúdos de Internet, por exemplo. Segundo Dion Jurasso, proprietário da empresa Combat Zone, o número de títulos que as produtoras de filmes eróticos vem lançando é 30 a 50% menor que no ano passado. Seus negócios, em particular, reduziram 50% nos últimos 3 anos. Ele aponta como principal fator a pirataria on-line, que disponibiliza filmes integrais em sites pornôs semelhantes ao Youtube. Cinco entre os 100 principais portais acessados nos EUA são de conteúdo erótico, segundo o instituo Alexa.com. Além disso, as produções dos estúdios vem concorrendo também com produções amadoras dos próprios usuários da Internet. Para sobreviver, a indústria pornográfica terá que se reinventar, se é que isto é possível. O  impacto econômico desta tendência pode ser devastador para este segmento, a exemplo do que já vem ocorrendo com a indústria da música. Parafraseando Chris Anderson, a nova geração quer produtos grátis e a indústria terá que se adaptar a isto, sob pena de ver os jovens buscando caminhos alternativos para obter o que desejam.

Uma mesa, um laptop e um aeroporto

Alain de Botton nasceu em Zurique, na Suíça, em 1969 e vive em londres. Ele é autor de ensaios sobre o que ele descreve como “a filosofia da vida cotidiana”. Já escreveu sobre amor, viagens, arquitetura e literatura. Seus livros são best-sellers em 30 países. Foi um dos precursores da The School of Life, dedicada a pesquisar e aplicar um novo estilo de Educação. Em abril destes ano, publicou o livro The Pleasures and Sorrows of Work (algo como Os Prazeres e os Dissabores do Trabalho). A novidade, porém, é que o autor agora é writer-in-residence no aeroporto de Heathrow. Durante uma semana, ele trabalhará em uma mesa no corredor do ambiente, observando as pessoas e descrevendo tudo o que vê: encontros, despedidas, reeencontros, tristezas e alegrias dos transeuntes . O autor foi contratado pela agência de Relações Públicas Mische, com a intenção de mostrar como o ambiente é interessante. De Botton tem total liberdade para escrever o que observar. O livro será editado em setembro pela Profile Books e distribuído gratuitamente a 10 mil passageiros. Após isto, o autor terá os direitos para explorar como quiser. Que os aeroportos tem muitas estórias para contar, todos já sabiam. O que faltava era uma empresa investir em um escritor de aeroporto. Não falta mais!

Fabricante espanhol lança “sorveterapia”

A maior marca de sorvetes artesanais da Espanha lançou neste verão uma linha medicinal que promete tratar de celulite e estresse até impotência. A “sorveterapia”, como descreveu Félix Llinares, chef e proprietário da sorveteria Llinares, utiliza ervas e plantas medicinais misturadas a uma base de leite vegetal. A ideia, segundo ele, foi unir a moda da vida saudável com a fitoterapia. “É como tomar um chá, mas em forma de sorvete”, disse Llinares. Com receitas exclusivas, a marca criou 12 sabores de sorvetes terapêuticos. O de centelha asiática, por exemplo, promete combater a celulite. Contra o estresse, a Llinares sugere a mistura de três ervas medicinais (valeriana, erva-cidreira e tília). E para combater gases, sorvete de erva-doce. Na lista há também propostas mais atrevidas, como o sorvete para evitar a impotência, à base de ginseng e outras plantas medicinais, a mistura para emagrecer, com aloe vera, além de outros sabores que prometem ajudar o consumidor a parar de fumar ou superar problemas de insônia. Llinares explicou que a ideia da linha terapêutica surgiu depois que o pai dele teve um câncer de próstata. “Comecei a pensar nos tratamentos naturais que poderiam ajudar o meu pai. Primeiro imaginei um sorvete diurético e uma coisa levou à outra”, disse. “A saída dessa linha ainda é limitada, mas sempre tem gente disposta a provar novidades e se surpreende porque gosta do sabor e acredita na eficácia das plantas”, completou. Essa forma de inovar foi o que deu fama à sorveteria, cujas receitas são secretas. A família administra a marca há quase 80 anos e já está na quinta geração de sorveteiros. As lojas têm mais de mil sabores – muitos deles raros, como os sorvetes de chopp, cerveja preta, azeite de oliva, alho, cebola, salmão e canja de galinha. Neste verão, foram introduzidos ainda sorvetes de alface, omelete, embutidos e anchovas com vinagre. Para o ano que vem, o chef avisa que haverá sabores de carne de crocodilo e cobra. Quando será que isto chega ao Brasil? (Fonte: Portal G1)

Juan Francisco Casas à la Bic

A foto acima não é apenas uma foto, muito menos obra do Photoshop. É a obra de Juan Francisco Casas, um artista espanhol nascido na província de Jaén. Casas utiliza como ferramenta exclusivamente canetas esferográficas. O artista possui um curriculum invejável e possui obras em importantes museus da Espanha. Também atuou como fotógrafo dos grupos musicais Baby Charles, Mieszanka e Staxx. Diga a verdade: a Bic não poderia patrociná-lo?

Quer assistir David Portes de graça? Ligue já!

Em minhas aulas de Empreendedorismo e de Publicidade, sempre cito o exemplo de David Portes, camelô carioca que pratica marketing sem sequer ter o primeiro grau concluído. David é uma lição de vida e de bom humor. Suas palestras são muito concorridas. Mas você pode assisti-l de graça, nesta terça-feira, 25/08, no Sesc Taguatinga Norte (CNB 12). Basta ligar para o Sebrae – 0800-570-0800, cadastrar-se e fazer sua inscrição. As inscrições começaram às 8 horas de hoje. Eu liguei e fiz minha inscrição, mas quem demorar vai perder esta boquinha. Ligue já!

Update em 26/08/09: Ontem fui à palestra de David Portes e pude confirmar tudo o que sempre disse (e diziam) sobre o camelô que pratica marketing. Em homenagem a ele, oferecerei, daqui há duas semanas, uma seqüência de posts sobre os principais pontos da palestra. Até lá!

Barrows Trade Shop chega ao Brasil

Nos últimos anos, o número de agências de trade marketing reduziu-se. As players atuais do mercado, porém, realizam trabalhos com a qualidade de suas concorrentes internacionais. Empresas concorrentes como a sul-africana Barrows Trade Shop, que em maio inaugurou seu primeiro escritório na América Latina. A Barrows paulistana terá como primeiro cliente a Unilever, mas já tem em seu portólio internacional multinacionais como Philips, 3M, Bic e Coca-Cola, entre outros. Além da pátria-mãe e do Brasil, a empresa atua também na Turquia e no Reino Unido.

Você sabe escrever seu nome em Chinês?

Hoje é dia almoço na Igreja que frequentamos e o tema é comida chinesa. No embalo culinário do evento, aproveito para  perguntar: você sabe escrever seu nome em Chinês? Não? No problem. Entre no site Chinese Tools e acesse a ferramenta Chinese Names. Os nomes tradicionais, incluindo o meu, estão disponíveis em uma grande biblioteca. É só digitar seu nome e solicitar a conversão para o respectivo ideograma. O site gera a imagem e você poderá utilizá-la como quiser. Acesse e divirta-se!

Sobre o Cool Text

Ontem, quando publiquei o link do Cool Text Graphics Generator, minha intenção era divulgar uma ferramenta nova para auxiliar na criação de peças de identificação visual. Naturalmente, os autores do site não oferecem a solução completa, pois revendem um software mais amplo, com mais recursos. O site do Cool Text, neste contexto, é apenas uma degustação do produto revendido pela empresa. Mesmo assim, é bom observar que a produção automática de uma logomarca poderá não se prestar para um estudo de identificação visual mais amplo. Creio que o mérito do software seja estimular os interessados a avançarem no estudo das marcas. Afinal de contas, publicitários e designers se propõem, com seu amplo conhecimento, a oferecer uma solução completa de comunicação visual, devidamente embasada e elaborada com esmero. Acredito que, tão cedo, não surgirá um software que substitua a qualidade do trabalho daqueles, muito menos um estudo de Branding.  Mas que o Cool Text é uma ferramenta divertida, isso é, não?

Website constrói logomarcas instantaneamente

CoolText

Se você achava que dava para criar uma logomarca sem esforço intelectual e sem auxílio de algum amigo designer, você estava certo. Nos últimos dias, descobri que isto seria possível através do website Cool Text Graphics Generator. Com um software engenhoso, o ambiente interativo permite que você digite a palavra que deve constar na logomarca e, com modelos pré-definidos,  a processa no formato que desejar, gerando uma logomarca. Simples assim. Visite-o e divirta-se. A propósito: aceito donativos de internautas que passarem a ganhar dinheiro com esta dica que acabei de dar! (rs) Acesse e divirta-se!

Não confunda tanta queratina com Quentin Tarentino!

Desde pequeno convivo com trocadilhos. Meu irmão mais velho, Teodoro, me fazia rir com seus comentários cheios de paronomásia. O gosto pela disciplina de Português me fez gostar de brincar com o idioma. Na quinta série do ensino fundamental, convivi com Nildo, um rapaz nada estudioso mas muito criativo que soltava suas tiradas regularmente. Na oitava série, um amigo colorado chamado Fábio era o engraçado da vez. No segundo ano do Ensino Médio, Carlos Germano era um colega que extrapolava nos comentários. Não perdoava ninguém em seus trocadilhos. Já no terceiro ano, no Colégio Rio Negro, foi a vez de conviver com Júlio César, um gaúcho cuja cultura tradicional eu apreciava bastante. Júlio era um produtor de trocadilhos e um grande divulgador dos meus. Sim, pois eu era bastante tímido para falar em voz alta minhas paronomásias. Júlio era meu porta-voz. Na faculdade, já me soltava, tendo William como amigo apreciador dos trocadilhos. Em meu exércício profissional, utilizei muito esta técnica para criar slogans e logomarcas. Funcionou e ainda funciona! Mas chega de papo, amanhã volto com conteúdos “realmente” interessantes para o querido leitor do blog!

Update: hoje, no blog do Carlos Henrique Vilela, encontra-se um case de sucesso de uma agência espanhola que, por usar um trocadilho, tornou-se famosa e sucesso na web. Veja mais aqui!

Logotipo ou logomarca?

Ontem recebi uma provocação da professora Silvia Zampar, que me dá a honra da leitura diária deste blog.  Relembrando uma discussão em seu blog intitulada Logotipo x Logomarca, o qual recomendo que acessem, ela propõe que eu dê minha opinião sobre quando utilizar cada expressão. Vamos lá!

Convivo desde meus onze anos de idade com o universo gráfico. Não é à toa que ministro também a disciplina Produção Gráfica na UCB. Naquela época, por volta de 1977, a expressão mais recorrente era logotipo, expressão muito associada à utilização de uma determinada família de tipos (ou tipia) para representar uma empresa, como faz a  3M, por exemplo. Dedicada à inovação, a empresa utiliza uma grafia simples, preservando-o assim até hoje.

A expressão logotipo era também muito utilizada porque a maioria das empresas utilizava uma tipia padrão para representá-la, sem qualquer recurso de estilização. Tudo em nome da facilidade de reprodução, cujos recursos eram precários à época, pois não havia computador pessoal e softwares gráficos para fazê-lo.

E a expressão logomarca? Na década de 80, com um maior desenvolvimento das indústrias gráfica e publicitária, surgiram recursos fotográficos e de software com novos recursos, permitindo aos designers diversas experimentações em suas criações. O resultado passou a ser uma mistura de tipia (logotipo) com letras estilizadas ou figuras de propaganda (marca, tal qual a fundida em um touro, por exemplo), evoluindo para o conceito de logomarca. Para melhor compreender, veja a marca Nike. Quando ela utiliza apenas o nome Nike em tipia específica, podemos chamar o símbolo de logotipo. Quando esta tipia está combinada com a curvinha característica (o “Swoosh”), teremos, assim, a logomarca da empresa. Se utilizarmos apenas o Swoosh, teremos aqui apenas a marca.

Acho importante fazer esta distinção em nosso discurso do dia a dia. Senão, tenderemos a utilizar indiscriminadamente a expressão logomarca, vulgarizando-a.

Será que enriqueci o debate sobre o tema?