Até que ponto é bom vender muito?

Nesta semana, fiquei 3 dias sem conexão com minha operadora de celular. Segundo o call center da Oi, que se diz “Simples assim”, o problema era o congestionamento na central telefônica, e a previsão era de que em 24 horas o problema seria sanado. Não foi simples assim! O celular de minha filha também registrou o mesmo problema. Ambos foram transferidos de outra operadora utilizando a portabilidade. Ontem fui à loja da empresa e descobri que era problema de configuração de rede e que outros usuários tinham o mesmo problema. O fato é que nos últimos meses a operadora vendeu muitos chips e agora está sentindo os efeitos da sobrecarga em sua central telefônica. Até que ponto é bom vender muito? No caso da operadora, o excesso de clientes utilizando os bônus em créditos de ligações está provocando insatisfação dos próprios usuários. Vender muito é bom, mas melhor é vender bem, ou seja, cumprir as promessas de qualidade que estão por trás dos anúncios. Bom fim de semana a todos!

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Mercado de motos cresce e transtornos no trânsito também

Um dos mercados que mais cresce com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro é o de motos. Depois da Dafra, lançada com campanha da Loducca no início do ano, mais uma marca entrará no segmento, que avançou 30% no primeiro semestre. Trata-se da Birelli, comercializada no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santos e Bahia. A agência carioca Groove atenderá a indústria. A venda de motos expandiu-se e chegou também aos supermercados. Na rede Carrefour é possível comprar motos de origem chinesa a R$ 4.000,00 pelo cartão da loja. Apesar de democratizar o acesso da população a um veículo de locomoção, apenas interpreto como uma miniaturização do individualismo automobilístico do brasileiro, o qual prefere andar sozinho em um veículo do que transportar várias pessoas e aproveitar o momento socializante de uma viagem compartilhada. Com o aumento das motos nas ruas, ampliam-se os acidentes envolvendo motociclistas, sejam motoboys ou condutores comuns. Creio que dar carona em um veículo é mais ecologicamente correto do que comprar uma moto. Transporta-se mais gente com menos agressão ao meio ambiente, menos riscos de acidentes e menos carros nas ruas. A indústria agradece, a ecologia e o trânsito não.

A juventude e o direito autoral

No dia 27 de julho, o jornal Folha de São Paulo publicou O Jovem Brasileiro, um dossiê de 20 páginas sobre os 35,3 milhões de brasileiros na faixa etária entre 16 e 25 anos, ou seja, 19% da população. A pesquisa foi realizada em 168 cidades com 1.541 jovens das classes A a E. O relatório aponta que 74% dos jovens acessam a internet, sendo que 26% a utilizam como fonte primária de informação. 81% estão no orkut e outros sites de relacionamento. 76% utilizam mensagens instantâneas tipo MSN, 61% fazem downloads de música, 23% de ilmes, 58% assistem a vídeos, 43% freqüentam salas de bate-papo, 32% lêem blos. Segundo Chris Anderson, em sua obra The Long Tail e agora pela teoria do Free (grátis), “uma geração que cresceu com a web, livre e grátis, está chegando à idade adulta, e eles vão encontrar maneiras totalmente novas de lidar com o mundo. Eles exigem as coisas grátis e vão ter”. E o direito autoral, como fica nesta história? Parece que a nova geração não está preocupada com isto. Uma geração que ganha míseros R$ 800,00 por mês. Uma geração cuja renda familiar não passa de R$ 1.900,00, insuficientes para garantir saúde, educação, vestuário e moradia, só pra ficarmos nos itens básicos. As empresas terão que aprender a lidar com isso, seja baixando seus preços  – como estão fazendo as gravadoras e empresas de alimentação -, seja utilizando ações promocionais cada vez mais criativas e de valor agregado. O direito autoral, ainda vigente, terá que ser flexível, para proporcionar a um autor disseminar sua obra ao máximo sem deixar de receber por isso. E você, o que acha?

Gerente de facilidades: surge uma nova profissão

Uma nova profissão está despontado no mercado de trabalho brasileiro: o gerente de facilidades, ou facilities. É a pessoa designada para gerenciar prédios corporativos: desde cuidar da infraestrutura dos prédios, como ar condicionado e luz, até a relação com prestadores de serviços e fornecedores. Na Europa essa profissão já é bastante conhecida e movimenta anualmente 4 bilhões de euros na economia. O Brasil não está muito atrás, embora há poucos anos o setor venha se profissionalizando. Com profissionais como a Márcia Aparecida da Silva, que gerencia o edifício da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, a Fecomércio. Na empresa há vinte anos, há menos de cinco entrou na profissão. Diariamente, ela coordena uma equipe de mais de 50 pessoas, que fazem de tudo para deixar os cinco andares do prédio funcionando perfeitamente. A rotina é corrida! “É muito dinâmico, porque não tem um dia igual ao outro. Sempre tem uma novidade na evolução do prédio. Sempre tem um probleminha, alguma coisa diferente pra você resolver”, ela conta.Marcos Meneghim é facility de um Complexo de Tubarão (ES) da Vale do Rio Doce, e gerencia mais de 15 km quadrados e 16 mil pessoas, diariamente. “A diversidade é o grande ‘x’ do facility. Você tem que estar preparado para a diversidade, e a tecnologia celular 24 horas ligada, porque pode acontecer alguma coisa a qualquer momento e você tem que estar pronto pra atender. Acho que este é o grande ponto”, comenta Meneghim. Pessoas como ele facilitam tanto a rotina de grandes empresas, que já existem até cursos de MBA, como na USP, para capacitar esses novos profissionais. “Já existe em vários países: Hong Kong tem. Na Europa todos os países têm alguma formação em gerencia de facilidades. A Holanda, por exemplo, forma cerca de 800 pessoas por ano, em nível de graduação, mestrado e doutorado. Fora do Brasil já é mesmo uma profissão”, esclarece Moacyr. “Se há 20 anos você não enxergava nas organizações, no organograma, o departamento chamado de facilities, hoje já enxerga. Em resumo, facilities hoje resulta da somatória de uma série de ações e reações que tínhamos no passado, mas mais recheada de tecnologia, de pesquisa, reflexão e principalmente, de muito trabalho”, sintetiza Gessé Campos Camargo, coordenador do Congresso Infra. (Fonte: Empregos Catho Online)

Vamos Cozinhar: prazer culinário a um clique

 

 

Está no ar, desde 18 de maio, o site Vamos Cozinhar, com vídeos direcionados aos apreciadores da culinária que gostam de fazer os pratos. A partir de um investimento de R$ 1 milhão, com parceria do Grupo Pão de Açúcar, o site tem como proposta atuar como uma multiplataforma dos clientes do segmento e traz receitas interessantes para todos os gostos. Acesse o site e veja como ser o apresentador dele!

Casa Cor vira grife licenciada

Casa Cor é sinônimo de evento consagrado de decoração, arquitetura e paisagismo. Em sua edição 2009, lançará uma série de produtos licenciados com a marca. Será 12 itens de marca própria que inicialmente serão revendidos em loja instalada no Jockey Club de São Paulo. Em seguida, os itens serão oferecidos em lojas de todo país. São roupas de cama e banho de lina premiun, cerâmicas, velas e CDs, feitos em parceria com Teka, Porto Brasil e Alpha FM. futurmaente, serão lançadas, também, tintas, móveis, tecidos, tapetes, luminárias, objetos de decoração e cosméticos.

Após 20 anos de pesquisa, Américo Pellegrini lança obra sobre Comunicação Popular Escrita

Após 20 anos de pesquisa, estudando mais de 14.000 grafitos originários de 107 países, Américo Pellegrini Filho apresenta um novo estudo, intitulado Comunicação Popular Escrita (EdUSP). Pellegrini pesquisou cartões de boas festas, escritos em lápides, frases em sanitários públicos, camisetas, pichações, entre muitos outros. As amostras foram registradas entre 1988 e 2007 e estão classificadas em 22 classes e 40 temas e subtemas, e são reproduzidas no livro nas línguas originais com a devida tradução: 42 línguas e quatro dialetos. Acompanha o livro um CD-rom com explicações complementares, levantamento bibliográfico, o acervo coletado em ilustrações, além do detalhamento das viagens do autor. Para a realização do estudo, o autor teve apoio da Fundação Nestlé, do Governo paulista e da USP. Este é um daqueles estudos que agradam não só pela curiosidade, mas também pela qualidade da pesquisa.

Anvisa fecha o cerco na publicidade de remédios

Desde 16 de junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA traz novas regras para a comunicação de medicamentos, com a primeira parte da RDC 96/08. A nova norma é uma revisão da resolução 102, de 2000 e traz novas restrições à publicidade de remédios. Para os produtos sem prescrição médica (ou OTCs), uma das mudanças é a proibição de cenas com atores utilizando os medicamentos. As mensagens de advertência também serão obrigatórias ao final de filmes e spots. As agências questionam a eficácia da medida e apontam dificuldades na assimilação das mensagens, mas a Anvisa insiste: “medicamento não é bem de consumo, é bem de saúde.”

Ivete Sangalo lança grife para licenciamento

A estratégia é mais ousada do que simplesmente batizar sandálias da Grendene. O Grupo Caco de Telha, responsável pelo agenciamento da carreira da cantora baiana, fechou uma parceria com a Prime Licensing para lançar a marca Ivete Sangalo. A receita será baseada em royalties de venda de produtos, que chegam ao mercado a partir do mês de novembro, nas linhas de confecção, calçados, lingerie e cosméticos. Todos serão previamente aprovados pela artista. “Ivete tem uma magia inexplicável como Pelé e Disney. É isso que queremos trabalhar”, diz Paulo Ferreira, diretor geral da Prime. “O mercado de licenciamento dá sinais de amadurecimento, mas tem uma dinâmica própria. Para atuar nesse segmento, mantendo o cuidado que temos com a carreira de Ivete, decidimos buscar um parceiro eficiente e com mais experiência”, afirma Alexandre San Galo, Diretor de Marketing da Caco de Telha. A Prime Licensing é responsável pela marca do rei Pelé e as negociações entre as duas empresas começaram em novembro de 2007.

Wikinomics: para entender e praticar a produção colaborativa

Surge uma boa obra abordando a produção colaborativa. É Wikinomics – Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o Seu Negócio, de Don Tapiscott e Anthony D. Williams. A obra discute como a lógica de produção colaborativa de conteúdos está impactando a economia. Relata, também, as principais ferramentas de colaboração online, como MySpace, Flickr, YouTube etc. e apresenta alguns cases de sucesso, como o da IBM, que investiu na comunidade Linux e está colhendo bons resultados. Preço nas lojas: R$ 50,00.

Quem criou o Jingle de Natal da Varig?

“Estrela brasileira no céu azul/iluminando de norte a sul/mensasgem de amor e paz/Nasceu Jesus, chegou o Natal/Papai Noel voando a jato pelo céu/Trazendo um Natal de felicidade/e um Ano novo cheio de prosperidade…” Esta é a letra do célebre jingle de Natal da Varig, criado em 1963 por Caetano Zamma, compositor e músico. Este e outros jingles famosos estarão presentes no livro que a Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM está preparando. A obra não será biográfica e deverá chegar em agosto. Vale a pena conhecer a obra deste publicitário pra lá de criativo!

Varejo de material de construção carece de treinamento

A cena não é rara: você entra na loja de material de construção e todos os vendedores estão ocupados. Você aguarda um pouco e nada. Enquanto espera, olha os produtos no show-room, passam-se cinco minutos e nenhum vendedor surge para atendê-lo. Apenas tempos depois, com sua insistência em permanecer na loja, surge um profissional colocando-se à sua disposição. Você pergunta sobre alguns itens, o vendedor tenta encaminhar a venda para determinada marca que lhe dá incentivo. Você pede alternativas a ele e poucas lhe são apresentadas. Estes são os vendedores das lojas de materiais de construção. O consumidor precisa mais que “tiradores de pedidos”, precisa de consultores. Infelizmente, a maioria das lojas só procuram oferecer treinamento quando uma indústria o patrocina ou surge um curso “baratinho” do Sebrae ou da entidade de classe a qual pertence. Falta treinamento customizado às lojas de materiais de construção. Um segmento que trabalha com produtos com alta margem de lucro devem oferecer qualidade também no atendimento. Um bom exemplo de empresa que pratica bem este conceito é a Leroy Merlin. Basta entrar na loja e buscar informações que um vendedor sempre estará pronto a atendê-lo. Não é merchandising, caro leitor. É experiência própria. Palavra de quem percorreu todas as lojas da cidade nos últimos dias em busca das melhores soluções para acabamento na construção.

De volta às aulas e ao blog

Nos últimos dias estive envolvido com obra no apartamento que comprei, como relatei anteriormente. Hoje, volto às aulas na Universidade Católica de Brasília, com algumas novidades. A primeira é que fui convidado para ministrar Marketing no curso de Tecnologia em Gestão Hospitalar. O tema me é familiar. Em 2000, a monografia que elaborei na pós-graduação da FGV teve como tema a importância do endomarketing nas instituições privadas de saúde. A segunda novidade é que serei docente no curso de Gastronomia, novo na instituição. Pretendo organizar um festival gastronômico até o fim do semestre. Além disso, volto a ministrar Produção Gráfica aos sábados. Vem aí mais uma edição do Jogos por Universitários. Isto sem falar nas turmas de Marketing Especializado e Marketing I do curso de Comunicação Social. Animação não falta! Nem para as aulas, nem para o blog.

Você é um profissional caro ou valioso?

Recentemente, tenho tido contato com profissionais outrora bem remunerados procurando posições no mercado por terem sido dispensados de empresas de propaganda e marketing. A busca não tem sido simples, pois hoje não basta ser competente e com boa formação. É preciso alardear seus feitos e sua capacidade de gerar resultados para os empregadores. Estamos recebendo a competição de recém-formados ávidos por experiências profissionais, e não salários altos. Junto com eles disputamos as vagas com profissionais experientes dispostos a receber remuneração inferior a que desejariam. Para estes, o importante é estar em uma vitrine. Mais que profissionais bem-remunerados (“caros”), as empresas buscam a melhor relação custo-benefício e querem ter a certeza de que vale a pena contratar um funcionário valioso, capaz de gerar o máximo de resultado com o mínimo de investimento. Esta é a regra do jogo e devemos nos preocupar com isto.

Propaganda cooperada: auxílio estratégico ou simples fonte de renda para o varejo?

Propaganda cooperada é aquela cujos custos de criação, produção e veiculação são rateados por duas ou mais empresas que possuem interesse complementar na venda de determinado produto ou serviço. Exemplo: uma indústria ajusta com uma revendedora de seus produtos uma peça ou campanha publicitária, divulgando mensagens como “produto X você só encontra na revendedora Y”.

A viabilização deste tipo de propaganda é salutar para a relação da indústria, que tem interesse em ampliar o posicionamento de seu produto em determinado mercado, e para o varejo, que permanentemente necessita divulgar suas ofertas e escoar os produtos que revende. Normalmente, a empresa varejista executa a campanha e encaminha os comprovantes de despesas e de veiculação à indústria, para reembolso em dinheiro ou bonificação/desconto em produtos. O sistema seria perfeito não fosse o interesse exagerado dos varejistas em gerar receita. Ao perceber seu poder de barganha com a indústria, muitos varejistas estão negociando ao extremo a contribuição daquela nos custos a níveis absurdos.

Alguns casos extremos são emblemáticos. Recentemente, uma profissional de propaganda me revelou que encomendara panfletos a uma gráfica para ação de panfletagem nas ruas. A ideia de seu cliente, uma rede revendedora de tintas, seria custear a impressão em regime de propaganda cooperada com uma indústria. Apesar de alertado, o varejista insistiu na produção dos impressos sem qualquer menção a produtos do fabricante parceiro. Resultado: o cooperado não aceitou dividir os custos com o varejista e uma nova impressão teve de ser refeita, desta vez seguindo as diretrizes de marketing do fabricante.

Assim como esse varejista, muitos estão procurando “sugar” ao máximo verbas dos fabricantes. A adesão das indústrias à propaganda cooperada, na verdade, é uma questão de conveniência. De acordo com cada mercado onde atua, a indústria destina mais ou menos verbas para seus parceiros locais.

Os departamentos de marketing dos fabricantes estão atentos às suas necessidades locais, mas também sabem que alguns varejistas tem exagerado na prestação de contas, alguns deles inclusive com notas frias e superfaturadas. Será, então, que as indústrias não estão repassando estes custos para seus produtos?