Intervenção urbana ultra-leve

ultraleve

Em 1985 eu cursava  o quarto semestre de Publicidade e Propaganda no Uniceub, em Brasília. A partir da dica de estágio de um amigo, José Henrique Vilches Nogueira (hoje Coordenador de Comunicação Interna da Embrapa), entrei em contato com Roberto Lino Bonfim. Assessor de Comunicação da Rede Projeção de Ensino (na época com quatro unidades educacionais), Bonfim precisava de um estágiário para viabilizar as peças promocionais da  instituição.

Em um ano de estágio na ACS, tive a oportunidade de conceber, redigir e produzir diversas peças e campanhas publicitárias para cursos regulares e preparatórios para a universidade. Uma das campanhas memoráveis foi a execução de uma estratégia inusitada para a época. Precisando criar impacto junto aos vestibulandos, potenciais clientes para o curso pré-universitário, contratamos um ultra-leve com a missão de atirar panfletos sobre o campus da Universidade de Brasília, em um domingo de vestibular. No dia combinado, lá estava nosso amigo piloto sobrevoando a UnB e  espalhando nossos panfletos sobre o target.

O feedback foi maravilhoso, possibilitando a formação de turmas nas unidades da rede e repercussão na mídia da época. O lado negativo foi a reprimenda que a Rede Projeção recebeu do Ministério da Aeronáutica, pois nossa ação, de certa forma, contrariava as normas de segurança, pois ultra-leves não podem ser utilizados para espalhar quaisquer materiais pela cidade.

Mesmo assim, a experiência valeu a pena. Acabamos nos divertindo com o fato. Hoje em dia, fala-se em intervenções urbanas, marketing de guerrilha, como verdadeiros mantras da publicidade moderna. Em 1985, eu e alguns publicitários malucos já fazíamos isto.

De certa forma, acho que estávamos no caminho certo.

Um comentário sobre “Intervenção urbana ultra-leve

  1. Prezado Professor,
    Estou procurando por notícias do inesquecível amigo Roberto Lino e, por incrivel que pareça, não tenho mais como obter informações da familia, filhos e etc. Fiquei muito triste com a notícia do falecimento dele, assim tão cedo. Fomos grandes amigos nos anos de 1974 até 1978 quando voltei para o Rio de Janeiro não retornando mais a Brasília. Desculpe recorrer ao mestre para obter notícias de nosso amigo.

    Grato

    Marcondes Alexandre Seeberger – seeberger1@oi.com.br – 03/08/2012

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