Têm as marcas um grande potencial pedagógico?

Há muito tempo venho alimentando uma tese sobre o poder das marcas sobre as crianças. Acredito que a facilidade com que o público infantil assimila as marcas poderia auxiliá-lo no processo de alfabetização, contribuindo para uma aceleração facilitada no aprendizado. Se estamos mesmo predestinados a conviver com marcas, que as utilizemos para educar nossas crianças. Não seria eficaz?

Play it Again também comemora 20 anos

A produtora Play it Again, comandada por Tula Minassian, lançou neste mês a RK 30 Filmes e Sons, uma extensão da Play RK 30, que produzirá conteúdo sonoro focado em cinema, documentários, CDs, games e rádios, além de prestar serviços de consultoria. “Onde tem silêncio, vamos botar som”, brinca Minassian, que tive o prazer de conhecer em abril do ano passado, considerado por ele o melhor ano da empresa.  Segundo ele,  a idéia é criar projetos musicais que serão distribuídos como brindes e feitos sob demanda. Será criada, também, uma editora musical para assegurar o registro de todas as obras gravadas pela Play It Again, uma garantia a mais de qualidade e exclusividade para seus clientes e para a própria produtora.  “A Play passa a garantir a originalidade da obra musical ou criação contratada, como também assegura, perante os artistas envolvidos em cada trabalho, a cessão para administração de seus direitos conexos”, assegurou Minassian. Abaixo, foto da visita técnica de alunos da UCB à produtora. 

TV1.com leva a conta da Secom para a internet

A TV1.com venceu a licitação pela conta de comunicação digital da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), vencendo a Agência Click e a CDN. Apresentando a melhor proposta comercial, a TV1 vai assinar um contrato estimado em R$ 11,1 milhões anuais, com prorrogação máxima de 5 anos, e prevê a prestação de serviços de planejamento, concepção, desenvolvimento, implementação e atualização de sites da Presidência da República.  Espera-se que a TV1.com apresente um trabalho à altura de seu chairman, o ex-global Sérgio Motta Mello, um jornalista empreeendedor que se aventurou, no passado, com uma produtora de vídeo bem-sucedida (A TV1) e agora estende seus tentáculos para a internet.

20 anos na Globo? Ô Louco, Meu!

1.044 programas, 75 mil videocassetadas, 31 mil convidados no palco, entre famosos e anônimos, 4 mil atrações musicais. Estes são os números do Domingão do Faustão, hoje uma referência de lazer de muitas famílias aos domingos. Antenado com as necessidades do mercado, Fausto Silva tem se consolidado como o maior faturamento da Rede Globo. Por sugestão de Octávio Florisbal (diretor-geral da Rede Globo), Fausto se envolve diretamente na produção do programa, além de interagir permanentemente com profissionais de marketing e publicidade envolvidos no processo de merchandising. Estratégias vitoriosas como o Caminhão do Faustão, Olimpíadas, videocassetadas, marcaram o programa, sempre ancorados por ações promocionais.  Os bons resultados auferidos pelos anunciantes confirmam o êxito do programa. Particularmente, no ano em que o Domingão completa 20 anos, eu completo 20 anos de casado. Dá pra imaginar, então, como o programa tem feito parte de minha vida, seja voluntária ou involutariamente.

Incorporação da Brasil Telecom consolida vocação de perdedora no mercado de telefonia

Próximo de ser definitivamente incorporada pela Oi e ir para o limbo, a marca Brasil Telecom foi um exemplo de gestão desastrosa deste importante ativo por seus antigos controladores. Ao herdar o patrimônio e o target das antigas companhias telefônicas estatais, os dirigentes da empresa buscaram um nome conciliador para a empresa que representasse a fusão de empresas como Telebrasília, Telegoiás e outras. O nome Brasil Telecom, então, foi trabalhado pela companhia em todas as suas ações. Porém, o surgimento de nomes mais simples e de fácil assimilação, como Vivo, Claro, Oi e Tim, fizeram com que a marca Brasil Telecom transmitisse o atributo de uma companhia grande e lenta no mercado de telecomunicações. Enquanto a Vivo aproveitou-se da expressão “vivo” nas transmissões em tempo real, a Oi aproveitou-se de uma expressão falada por todos, inclusive crianças, e a Claro usufrui da associação com uma expressão de obviedade inserida em uma conversa, a Brasil Telecom decidiu manter sua marca. Hoje, ao ser incorporada pela Oi, verificamos que a empresa perdeu o timing de uma nova marca. Amigos que tenho na Brasil Telecom estão preocupados com o enxugamento da nova empresa, mas a Oi já sinalizou que irá manter os principais talentos.

O último Natal do Cd II

O que virá depois do fim do CD e do império dos arquivos MP3? Parece que migraremos para novos arquivos, com maior compactação e maior qualidade de som. A indústria musical deve estar com saudade do vinil, pois quando criou o CD, não imaginava que ele evoluiria para modalidades de livre distribuição de música e sem controle de direitos autorais, como programas de compartilhamento ou aparelhos como IPODs. O fato é que a obsolescência programada, imperante no meio tecnológico, matou a galinha dos ovos de ouro da indústria fonográfica. Os executivos da Sony, Warner e outras grandes multinacionais admitem que perderam a batalha dos direitos autorais e buscam se adaptar ao comércio online, ao qual já poderia ter se engajado. Demoraram tanto que foram atropelados pela novas mídias. Uma lição a aprender!

A desinfantilização do Plano Piloto

Tempos atrás, conversei com o colega professor Marco Antônio Nunes Bastos, o qual me revelou um tema relevante que uma aluna estava pesquisando para apresentar em trabalho de conclusão de concurso. Trata-se do processo de redução da população infantil do Plano Piloto, região principal do Distrito Federal, representado pelos bairros Asa Sul, Asa Norte, Lago Sul e Lago Norte. Bastos lembrou-me que a maioria das famílias com filhos estão habitantes daquela região estão mudando-se para áreas consideradas mais modernas, como Setor Sudoeste e Águas Claras, por exemplo. No Plano Piloto, estariam ficando os casais sem filhos e pessoas mais idosas, além dos chamados singles (solteiros e descasados). O maior indicador deste fato é o baixo número de matrículas de residentes do Plano Piloto nas escolas públicas do governo naquela região, o que tem levado as direções destes estabelecimentos a acolher jovens da periferia. Eis um tema importante a ser devidamente pesquisado.

Nada Será Como Antes: Rupturas da Convergência Digital

O Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Brasília – UCB promoveu, hoje pela manhã,  o primeiro encontro do Ciclo de Debates “Rupturas da Convergência Digital: na comunicação, nas organizações, na sociedade”. O debate ocorreu no Campus  I da UCB, em Taguatinga (DF).

O convidado para  o primeiro debate, com o tema “A OFERTA  DE NOVAS TECNOLOGIAS, UM MOVIMENTO QUE NÃO TEM FIM”, foi o assessor da Presidência da República, André Barbosa Filho, co-autor dos livros Comunicação Digital e Mídias Digitais (Ed. Paulinas).

No evento, foi lançado o Manifesto Nada Será Como Antes: Rupturas da Convergência Digital, um chamado à pesquisa e à reflexão sobre a nova práxis comunicacional e sobre os novos paradigmas introduzidos pelo acesso às tecnologias digitais e às redes sociais colaborativas.

Tributo a Lovelock

Um dos principais autores na área de marketing de serviços é, sem dúvida, Christopher Lovelock. Autor de diversos livros na área, o “Kotler do marketing de serviços” deixou um importante legado, com obras que esmiúçam inteiramente o ambiente de serviços, auxiliando os profissionais que desejam aprimorar seus processos.

Nascido em 1940, Lovelock coleciou inúmeros admiradores, entre eles este blogueiro. O autor faleceu em 24 de feveiro de 2008, mas seu website continua ativo, mantido pelo companheiro Jochen Wirtz, com o qual escreveu a mais importante obra no segmento.

Clique aqui e conheça mais sobre Lovelock.

ABL dispobiliza site sobre Machado de Assis

Que Machado de Assis é um dos principais autores da literatura brasileira todos já sabem. O que muitos desconhecem é que o autor de “Dom Casmurro” e “O Alienista”, entre outros, foi homenageado pela Academia Brasileira de Letras com um website completo, elaborado com esmero e muita informação.

Além de sua biografia e outros dados, o sítio oferece todas as obras do autor digitalizadas para download. Vale a pena conferir este trabalho fabuloso de design e informação.

Clique aqui e conheça!

Central de cases da ESPM amplia portifólio de estudos

A Escola Superior de Propaganda e Marketing é referência em qualidade de ensino de pós-graduação. Um dos serviços disponibilizados gratuitamente à comunidade acadêmica é a Central de Cases, uma grande coletânea de estudos de caso produzidos por professores e alunos. Agora, o serviço oferece os cases organizados por temas relacionados a marketing. Clique aqui e conheça mais sobre esta relevante ferramenta de estudos.

Aqui, até o coelhinho é mais gostoso!

Este é o título do anúncio de uma promoção da Pizza Hut no Rio Grande do Sul, visando a Páscoa. A rede oferece um ninho surpresa aos clientes que pedirem a Pizza Hut Brigadeiros MM’s. Executada em Porto Alegre, a ação oferece, na aquisição da pizza, mediante um valor adicional de R$ 4,99, um personagem da MM’s. A promoção vai até 22/03/09.

Advertising Space, por Robbie Williams

“Ninguém aprendeu a partir de seus erros / Nós deixamos nossos lucros serem perdidos / Tudo o que nós deixamos em qualquer caso / É um espaço para propaganda”. Este é o trecho da música Advertising Space, interpretada por Robbie Willians, cantor inglês surgido no final dos anos 90 e que emplacou diversos hits nas rádios. A música em referência é melodiosa e despertou-me para o talento deste cantor versátil, capaz de interpretar qualquer sucesso com qualidade e brilho. Vale a pena ouvir outros sucessos de Williams e descobrir porque ele faz tanto sucesso!

Especulação imobiliária: propulsor ou freio da economia?

Ultimamente, tenho prestado atenção no mercado imobiliário e observado o quanto ele é intenso em Brasília. Minha convivência com corretores imobiliários dentro do círculo familiar e a amizade com outros profissionais da cidade me fazem questionar se a atividade imobiliária movimenta a economia de forma favorável ou se representa uma erva daninha na economia nacional.

Explico: todo imóvel tem um valor justo, que representaria sua localização, qualidade de construção, infra-estrutura da região e regularidade na documentação. Ocorre que este valor é subjetivo na maioria das negociações, pois muitos compradores ignoram a Câmara de Valores Imobiliários como legítima avaliadora do imóvel. Amparados por ingenuidade ou ganância, vendedores e compradores deixam-se levar pela subjetividade da oportunidade de um preço alto ou pela ilusão de um bom negócio.

É verdade que no Distrito Federal a oferta de imóveis é inferior à demanda – e isto talvez explique os preços altos – mas as distorções chegam ao ponto de equalizar os preços de um imóvel localizado no centro da cidade a um outro, semelhante, no melhor bairro da cidade. Talvez falte bom senso aos compradores ou lhes sobre ingenuidade. A

verdade é que, nestes momentos de “crise financeira”, nunca o poder de negociação esteve tão na mão do comprador capitalizado. A caricatura de Eugenio Neves, alusiva à especulação imobiliária presente em Porto Alegre, merece ser transposta para o Distrito Federal e representa meu pensamento sobre grande parte de corretores de imóveis picaretas (com ou sem CRECI).

Depósitos de bebidas estão virando depósito de “bebuns”

Na década de 90 eles proliferaram como um grande negócio do varejo. Os depósitos de bebidas – lojas normalmente com uma área entre 50 e 100 m2 – tinham como proposta atuar como intermediários entre a indústria e o cliente particular que comprava suas bebidas em maior quantidade, como para uma festa, por exemplo. Além disso, acrescentavam a seu portifólio de serviços o aluguel de tinas, churrasqueiras, mesas, cadeiras e demais artefatos para eventos ou simples churrascos. Porém, a alta competitividade e as baixas margens de lucro apresentam, hoje,  uma nova realidade. Motivados pela permanente demanda por unidades de bebidas e consumo imediato do usuário, os proprietários destes estabelecimentos estão acrescentando ao cenário de seus negócios mesas montadas e a oferta de cerveja gelada e petiscos, a exemplo dos bares. O cliente que antes entrava e saía sóbrio de suas instalações agora volta para casa com a bebida na cabeça (e não estou falando do posicionamento do produto na mente do consumidor). De depósito de bebidas, os estabelecimentos estão se transformando em depósito de “bebuns”, um triste fim para um negócio que prometia ser focado e lucrativo.