Qualidade não é mais vantagem competitiva

Qualidade

O termo “vantagem competitiva” foi cunhado pelo acadêmico americano Michael Porter na década de 90 e consiste no desenvolvimento de um diferencial no produto ou serviço que gere uma vantagem duradoura para a empresa que o oferece, em relação aos concorrentes.

Apesar de ser um atributo importante, a qualidade já não é mais vantagem competitiva, uma vez que as empresas já assimilaram a necessidade de atender a requisitos mínimos de eficácia de um produto.

Assim, possuir um produto de qualidade não é mais diferencial, e sim uma obrigação das empresas.

O desafio, hoje, é conseguir estabelecer diferenciais perceptíveis pelo cliente e, se possível, duradouros.

Internacional é campeão também no Carnaval

Diferentemente do Palmeiras ou Corinthians, o Internacional de Porto Alegre não possui um braço no carnaval, como Mancha Verde ou Gaviões da Fiel. Mas a equipe, no ano em que comemora seu centenário, foi o enredo da escola Imperadores do Samba. O resultado na avenida não poderia ser melhor: a escola ganhou o carnaval deste ano, e o Colorado mais uma vez se viu pé-quente, um orgulho para torcedores como eu.

Daniel Marenco

Pra não dizer que não falei de Carnaval…

Pois é. O carnaval acabou e me veio a lembrança o tempo em que a maioria dos festejos aconteciam nos clubes, onde casais, amigos e famílias dançavam as marchinhas tocadas por entusiasmadas bandas. Não, não sou tão velho assim. Isto acontecia no final dos anos 80, quando você, leitor, provavelmente, nascia. Os clubes ainda realizam os bailes, mas agora em menor número e com a inclusão cada vez mais crescente do imortal ritmo Axé Music. Tenho saudades dos bailes da Asbac, da Telestar, do Clube Primavera, do CIT e de outras agremiações que promoviam bailes Vermelho e Preto, Azul e Branco e outros temas. Viver aquela época foi um privilégio, mas o Carnaval é dinâmico e a modernidade chegou. Viva o Carnaval!…

A pior intolerância é a ecológica!

Nesta sexta-feira, levei meu Fiat Tempra para lavar em um posto de gasolina, onde cobram R$ 4,00 pelo serviço. Tá certo que é uma rapidinha, ou seja, lava-se apenas a pintura e as rodas, mas para um automóvel branquinho que há um mês não via água, isto era um senhor banho. Na minha frente, três veículos aguardavam sua vez. Estranhamente, um Palio limpinho estava ao lado do primeiro da fila. Tão logo o veículo que estava no “banho” saiu, a fila andou. Adiantei meu carro também, mas fui surpreendido com o lembrete do proprietário do Palio de que ele estava na fila. Surpreso, perguntei: “O que você vai lavar? Seu carro está superlimpo”. Ele insistiu, dizendo que o carro estava sujo e me mostrou uma poeria fictícia, para “reforçar” seu argumento. Ironicamente, comentei: “É, de fato, ele está sujo igual ao meu”.  Minha indignação foi mais ecológica do que pelo desrespeito à fila. O dono do Palio iria gastar dezenas de litros de água apenas para tirar a leve poeira de seu limpíssimo veículo. É uma pena que gestos como o dele sejam tão comuns e fúteis. A natureza vai cobrar esta conta. Um dia teremos que racionar água também em Brasília.

A bola perdeu a alma. Ninguém mais beija a bola.

O título acima refere-se a  um belo texto que li no blog do Wianey Carlet (www.clicrbs.com.br), de autoria do internauta Fabrício Carpinejar. Por oportuno, poético e nostálgico, republico aqui seu conteúdo:

“A criança que entrava no time porque era a dona da bola tinha sentido nas décadas de 70 e 80. Agora qualquer uma pode ser dona da bola (Entretanto, cada vez mais raros são os boleiros, donos do talento). A pelota não é mais cara e inacessível. Adquirível em toda esquina: pirateada ou em lojas oficiais, na rede dos camelôs ou nos pedestais das redes esportivas. Por R$ 10 ou R$ 40. Na minha infância, jogava-se com pedra, meia e pinha. Chutava-se o que vinha redondo. Bola representava um imóvel infantil, tal casa e carro a um adulto. Um bem durável. Um patrimônio. Um investimento. Guri com bola era o mesmo que um guri com piscina. Abastado. Invejado. Para se ter uma idéia, na Educação Física, em escola pública, havia um saco com uma única bola. Se ela escapulia dos muros, toda turma iria procurá-la no mato a pedido do professor. A expedição fundamentava-se no pânico: não haveria mais futebol nos próximos meses. Bola não se trocava, falecia de velha, cheia de cicatrizes fundas. Descascava gomo a gomo. Hoje, se uma bola está danificada ou lascada, é enterrada viva no fundo do armário. Naquele tempo, ela ficava sorvida, curtida, como um animal de estimação na coleira de congas e kichutes. Passava-se sebo no seu couro para acentuar sua resistência e maciez, a exemplo de um surfista que unta sua prancha de parafina. Bola trocava de pele como serpente. Como banhista branco na praia. Os gomos iam se abrindo e arrancávamos para continuar a partida. Os pés se aproximavam do contato letal com a bexiga a cada campeonato. Ela já seguia manca, amputada, oval e não nos importávamos: era bola até sua morte: até estourar no céu. Que desalento quando explodia. Preparávamos velório e uma cruz com a data do último jogo. Não acredita em Pelé quem não cavou um buraco num campinho de várzea e se despediu de uma bola como se fosse um colega. Bola tinha um hábito de padre. A tonsura na cabeça. O respeito litúrgico. Ela é que mandava, sua presença é que decidia se sairia jogo ou não. Acima da chuva e das trovoadas. Superior à vontade do juiz e o número de atletas. Uma barba crescia da lã de seu recheio. Um novelo partia do invólucro. Acompanhávamos seu fim com a esperança de mais um gol. Desgastada sem piedade, destinada a desaparecer calva como pneu transformado em balanço. Bola morria na batalha, na luta civil, não no hospital. Morria de doença de trabalho. Fuzilada numa emboscada, guerreando em campo minado. A banalidade do produto resultou em desinteresse dos atletas. É uma tese esquisita, mas que não pode ser negada. Na minha criancice, os donos da bola nunca atuavam bem. Conhecidos como pernas-de-pau. O que não deixa de ser um paradoxo. Elas desfrutavam da disponibilidade para exercitar a qualquer hora e não aprendiam. A posse diminuía o dom. Os craques vinham da pobreza, das embaixadinhas em latas velhas, do areão e das traves de bambus. Como somos uma época maciça de donos da bola, sacrificamos a necessidade. O conforto material desencadeou a preguiça onírica. Não se imagina uma bola antes de querê-la, nenhuma criança brinca de mímica em casa ou numa quadra, não há mais partida invisível. Aquela história do menino narrar um gol sem nada nos pés é quase loucura. Destreinamos o inconsciente. Não ensaiamos o desejo. Não brincamos de faz-de-conta. Isso gerou um descaso. Um desprezo. Um desrespeito com a memória dos fabricantes artesanais e dos sapateiros. O jogador não conversa mais com a bola no momento de bater uma falta, pois é apenas um artigo esportivo de fácil reposição (assim como ele). Não estala os lábios no ventil à procura da benção paterna, do beijo materno, do ânimo para acertar. O futebol é agora uma religião de ateus. A bola perdeu sua alma. E os ouvidos com a terra.”

Dando a mão à palmatória

Depois de alguns anos, reconheço: Amy Winehouse é uma grande cantora. Antes, achava que era simples badalação em relação a uma cantora do momento. Mas as músicas da intérprete, a maioria composta pela própria, tem boa melodia e a personalidade de Amy na interpretação é inquestionável. Seguramente, ela será uma das divas do século 21, apesar de seu comportamento dissonante. Winehouse, literalmente, significa casa do vinho. De fato, ela tem algo a ver com vinho: quanto mais o tempo, mais ela melhora.

Crise, que crise?

A crise financeira detonada no final de 2008 criou um efeito devastador nas economias mundiais, ceifando empregos e reduzindo investimentos. Portanto, o período é ideal para incrementar as ações de marketing visando manter os patamares de vendas das empresas.

Soluções mágicas não existem, mas um dos caminhos recomendados é manter o posicionamento da marca na mente do consumidor.

No período de crise, os consumidores tendem a ser mais racionais, mas o posicionamento adequado do produto ainda é essencial. A crise é, em grande parte, psicológica. Alguém, com certeza, está ganhando com ela, e pode ser a sua empresa, se continuar investindo em marketing.

Hora de autocrítica, queridos publicitários!

Um publicitário deseja vender seu veículo usado, que vale R$ 20.000,00. dirige-se à loja de anúncios classificados do jornal de maior circulação de sua cidade e pede que o atendente digite seu anúncio no menor espaço possível, para economizar com o anúncio.

O atendente diz que o anúncio mais barato custa R$ 5,96, com 2 linhas de texto. Não linhas de  uma lauda comum, mas cerca de 50 caracteres. O texto diz: “VW GOL 2004, verm., ar, ve, de, rll, bag, dh. 8453-7982.”

Não, não é texto de telegrama. É o anúncio que o publicitária criativamente redigiu, de forma sintética, para descrever as principais características do automóvel. Você entendeu o texto?

Pois é, para economizar alguns trocados, o publicitário arrisca-se a não ter seu texto compreendido. Isto é mais ou menos o que acontece com o anunciante ranzinza, cliente seu, que rejeita a proposta de um anúncio mais vistoso, o qual visa um resultado melhor de vendas.

Alguma coisa errada com o publicitário anunciante do veículo usado? Talvez falta de autocrítica, pois assim como ele age, o seu cliente, também anunciante, o faz igualmente. Não está na hora de darmos exemplo e investir corretamente nossa “verba publicitária”?

Marketing ou cinismo imobiliário?

O texto da faixa é atrante: “lançamento imobiliário com prestações de R$ 390,00.”

O valor cabe no orçamento e o cliente se encaminha ao estande de vendas para conhecer o projeto e as condições de pagamento, imaginando que poderá receber as chaves pagando apenas aquele valor mensalmente. Ledo engano: ele só terá direito a colocar seus pertences no imóvel desde que adiante o pagamento de, pelo menos, 25% do valor do imóvel.

Assim, um imóvel de R$ 200 mil pode ter até prestações de R$ 100,00 pagas em 72 meses, desde que pague mais R$ 42.800,00, com os devidos juros e pagamento de parcelas intermediárias de alto valor.

Os profissionais de marketing apelam cada vez mais para o sensacionalismo (ou cinismo) imobiliário. Atrair o cliente por um texto que explica apenas parte da oferta não é correto. Em alguns casos, chega a ser humilhante.

Será que não há outro discurso possível para os “marketeiros” imobiliários?

De volta à Faculdade Projeção

Neste semestre volto a ministrar aulas no curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Projeção, em Taguatinga, a convite do seu coordenador, prof. Adriano. Nos contatos iniciais com os alunos, pude antever a possibilidade de fazer um belo trabalho, nas disciplinas Planejamento de Campanha, Redação Audiovisual e Criação e Meios de Comunicação. Na verdade, minha história com a Faculdade é mais antiga, uma vez que lá exerci docência no período de um ano, em 2001 e 2002. No início, alguma desorganização ainda era evidente. Agora a história é diferente e a Faculdade vive um novo tempo. Estou animado, pois minha história com a Rede Projeção vem desde 1985, quando lá atuei em meu primeiro estágio em Publicidade e Propaganda. Lá, também sinto-me em casa!

Vem aí a 3ª OPEN

Ainda neste primeiro semestre, o Curso de Administração da UCB vai realizar a terceira edição da Feira de Oportunidades e Negócios, a OPEN. A segunda edição foi um verdadeiro sucesso, com mais de trinta estandes de alunos empreendedores apresentando seus produtos ao público universitário e à comunidade. O evento é uma atividade prática dos professores de empreendedorismo do curso de Administração com apoio promocional dos alunos de Marketing Especializado do curso de Publicidade e Propaganda. Ontem, ao conversar com a professora Marina, tive a satisfação de ver em seus olhos a disposição de realizar mais uma edição desta feira que dá trabalho mas muita satisfação aos organizadores, de cuja equipe faço parte.

Open 2007

Open 2007

Uma dica para economizar água e energia

Em tempos onde economizar água é ecologicamente correto e simpático com as novas gerações, ofereço uma dica que pode reduzir a sua conta e deixá-lo em paz com sua consciência. É que nos acostumamos a tomar banho com o chuveiro ligado o tempo todo. Após 15 minutos, normalmente, nos damos por satisfeitos e o desligamos. A dica é: ligar o chuveiro o suficiente para se molhar. Em seguida, desligue este que é um dos aparelhos que mais consomem energia na sua casa. Ensaboe-se o quanto desejar e aplique o shampoo na cabeça. Após isto, volte a ligar o chuveiro e enxagüe o corpo até o sabão e o shampoo sairem do corpo. Após isto, desligue o chuveiro. Pronto: você colaborou  com a água e a energia do planeta e ainda economizou. Que tal a dica?

Aniversário de Brasília: um exemplo de mobilização

Estamos próximos ao aniversário de Brasília (21 de abril) e aproveito para recordar um case de sucesso da propaganda brasiliense. O ano era 1980. Para comemorar o aniversário de Brasília, o Governo do Distrito Federal encomendou um job diferente à agência Northon Propaganda. A idéia era criar uma peça que criasse impacto na população. Não existia internet ainda e a televisão aberta desfrutava de grande audiência, como major media.

Agnelo Pacheco, diretor de criação da agência, hoje diretor da agência que leva seu nome, decidiu fazer um comercial diferente. A idéia era mobilizar a população de Brasília para gravar um videoclipe. Agnelo propôs um comercial que conclamava os habitantes do DF a comparecerem as 10 horas da manhã de um domingo, na Torre de TV (centro de Brasília), para demonstrar o amor à cidade. A peça funcionou. Dezenas de milhares de brasilienses estavam presentes, no horário combinado, em torno do monumento brasiliense. Com Agnello estava um diretor comandando diversas câmeras de cinema e ensaiou diversas vezes com o público um jingle especialmente preparado para a ocasião. Após o ensaio, o público cantou a música.

O resultado após a edição foi fantástico: cenas abertas e em close de brasilienses felizes cantando seu amor a Brasília. Um clipe histórico que marcou a lembrança dos que viveram aquela época. Espero que Agnelo, um dia, disponibilize o filme no You Tube ou resgate, de alguma forma, esta história emocionante.

Um trecho da letra: “E hoje é festa/O Brasil todo canta junto com a gente /Essa alegria esse amor que a gente sente/Nos 20 anos de Brasília, nosso amor!”.