Nesta semana a grande discussão na web foi um projeto de lei americano que propõe restrições no uso de obras de terceiros, principalmente na internet.
Diversos portais protestaram contra o projeto, vendo nele uma tentativa de controlar a internet que, por natureza, é livre.
O que está em discussão é a liberdade de expressão. Por um lado, os principais players da web auferem movimentam seus negócios com a participação de internatuas e, não raro, com obras de terceiros, como músicas e vídeos, a partir de um princípio “subversivo” denominado copyleft. Por outro lado, a indústria cultural requer dos legisladores mecanismos de controle da utilização indevida de obras de sua propriedade, a partir do princípio do “copyright”.
Quem está certo e quem está errado nesta história? Estou convencido de que não esta a questão, mas sim, de quem vai ganhar esta batalha.
Acredito que é hora da sociedade do conhecimento discutir a questão dos direitos autorais com a maturidade de quem deve reconhecer o direito do autor mas, também, com a humildade de quem reconhece o valor do compartilhamento cultural e livre acesso a todas as camadas da sociedade, evitando a elitização da cultura.
Particulamente, nem defendo ferrenhamente o copyrigh nem sou ativista do copyleft. Acredito, sim, em um “copyflex”, ou seja, um direito autoral que deve ser cobrado de quem ganha dinheiro com o uso da obra de terceiros e a liberação da cobrança a quem utilizar a obra apenas para disseminá-la, reforçar sua expressão ou para fins didáticos.
Gostaria que o prezado leitor se manifestasse. O espaço é de vocês. Sem censura.