A “descomoditização” do relógio
Houve um tempo em que ostentar um relógio de marca era símbolo de status. Porém, na década de 80, começaram a surgir as cópias chinesas de relógios de marca. De relógios digitais de plástico, baratinhos, a cópia dos renomados Rolex e Bulgary, milhões de aparelhos foram vendidos, vulgarizando-os. Agora, surge uma nova realidade. Uma vez incorporado aos celulares, o relógio deixa de ser usado pelo público de massa, por questão de praticidade. Afinal, é mais prático ter tudo no celular do que transportar componentes separados. Já reparou se seus amigos, principalmente do sexo masculino, ainda usam relógios? Pois é. Eu mesmo não utilizo. Sempre que preciso, consulto o telefone celular. Esta nova circunstância recria a oportunidade de a indústria relojoeira produzir aparelhos de qualidade, com atributos de design e qualidade aperfeiçoados, podendo voltar a cobrar maior valor pelo produto e reinstalando a atmosfera de charme em usar o aparato. Vai voltar a ser “chique” usar um relógio, por questão de moda.
